25 maio 2006

Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?

Salmos 11:3-4 (Atualizada)
Quando os fundamentos são destruídos: que pode fazer o justo?
O Senhor está no Seu santo templo, o trono do Senhor está nos céus; os Seus olhos contemplam, as Suas pálpebras provam os filhos dos homens.

Neste texto está uma constatação de um fato perturbador. Os fundamentos foram destruídos. Que fundamentos? Os fundamentos da lei e da ordem. Os baluartes da verdade e da justiça não somente na sociedade, como também na igreja.

É num ambiente e numa sociedade com fundamentos escassos que somos chamados a ministrar o Evangelho do Reino de nosso Senhor Jesus Cristo.

Quando os fundamentos são destruídos: que pode fazer o justo?

O que podemos fazer?

1 – Podemos pregar a Palavra.


O apóstolo Paulo escreve em II Tim. 4:1-4:
Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela Sua vinda e pelo Seu Reino;
prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino.
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.

É muito fácil sob pressão desviarmos da pregação da Palavra para agradar nossos ouvintes.

O enfoque de nosso ministério não deve ser como agradar e atrair as multidões, mas sim como agradar e atrair a Presença do Senhor.

Muitos de nós estamos no mesmo tipo de impasse que viveu Moisés, o servo do Senhor. “Não nos faça subir daqui se a Tua presença não for conosco.”

Não podemos continuar se a presença de Deus não for conosco.

Mas se a Presença do Senhor estiver a inundar nossas vidas podemos prosseguir ainda que sozinhos, podemos avançar ainda que com poucos ao nosso redor; podemos continuar ainda que “andando e chorando” conquanto que estejamos levando a preciosa semente.

Todos nós que ministramos o Evangelho na Nova Inglaterra sabemos que aqui semeia-se com muitas lágrimas. Mas é certa a promessa de Deus, do Deus que ainda está assentado no Seu Trono e vai continuar por toda a eternidade: “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo seus molhos.” (Salmos 126:5-6)

O segredo da colheita porém não está no choro nem nas muitas lágrimas, muito menos na longa caminhada, o segredo da colheita é a preciosa semente que levamos. Se é preciosa a semente que levamos iremos ter colheita.

A Semente está muito mais valiosa nestes dias de fábulas e invenções humanas. São tempos estes de procura às coisas agradáveis e da busca de mestres e profetas que falam o que agrada. Razão porque as experiências espirituais e místicas são mais procuradas hoje em dia do que a “Palavra viva e eficaz e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, a Palavra que penetra na divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas e é apta para discernir os pensamentos e intenções dos coração. “ (Hb. 4:12)

Mas o que podemos fazer? Podemos pregar a Palavra.

“Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. A minha Palavra e a minha pregação não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e Poder.” (I Cor. 2:2,4)

Podemos sucumbir à tentação de baratear nossa pregação para atrair as pessoas, mas nenhum de nós vai escapar das mãos do Justo Senhor por falsificar Sua mensagem.

Pode parecer despeito ou o que quer que seja (Deus conbece o meu coração), mas tenho visto pregadores ministrando a multidões pregando um evangelho de auto estima e oferecendo a salvação em Cristo com uma simples oração de “aceito a Cristo”, quando que a pregação do Evangelho que salva é somente uma:

“Arrependei-vos pois e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, e envie Ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado, O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo...” (At. 4:19-21).

“Arrependei-vos e crede no Evangelho... “(Mc. 1:15)

“Deixe o ímpio o seu caminho e o homem maligno os seus pensamentos e se converta ao Senhor que se compadecerá dele, torne para o nosso Deuys, porque grandioso é em perdoar.” (Is. 55:7)

Está ao nosso dispor hoje mesmo o ministério dos anjos e a manifestação dos dons do Espírito Santo, não tehamos nenhuma dúvida deste fato. Mas tanto anjos de Deus e o próprio Deus Espírito Santo somente glorificam a Jesus.

Onde o culto à personalidade se expandiu, onde os dons são um fim em si mesmo, onde experiências com anjos, serafins e arcanjos dissimulam uma vida impiedosa, impura e fanática e onde a vida cristã tornou-se religiosa e ritualista a Palavra precisa ser proclamada: “Quem vos ensinou a fugir da ira vindoura? Produzí, pois, frutos dígnos de arrependimento!” (Mt. 3:7c-8)

Amados, temos o Ministério do Espírito, segundo a misericórdia de Deus. Não desfaleçamos, nem desanimemos.

Quantas vezes o Senhor mesmo me animou nestas terras geladas, quando questionamentos mil invadiam meus pensamentos! Sua Palavra naqueles tempos de “quase desesperar da vida” sempre foi a mesma: “Seja fiel, Josimar, seja fiel.”

Seja fiel, meu amado pastor, seja fiel, minha amada pastora, mesmo quando tens que ministrar para 10, 15, 20 pessoas.

Seja fiel, meu irmão, mesmo quando fores tentado a desistir. Seja fiel, minha irmã, mesmo quando sentires incapaz e não saberes mais o que fazer. Seja fiel, quando muitos te abandonarem. Seja fiel, Seja fiel. E seja fiel à pregação da Palavra!

Eu te digo novamente, meu amado pastor e pastora, seja fiel, seja fiel, seja fiel.

Pregues a Palavra, admoesta, exorte, redarguas, anuncia, semeie a preciosa semente, não te cales, não pares de caminhar e pode ser que até outros colham, não importa, sejas fiel no plantio.

Por isto “rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam.” Não importa se existam alguns poucos maus obreiros a nos afligirem. Não importam as calúnias ou perseguições. Andamos na Luz e na Luz permaneceremos. Somos Sal da terra e Luz do mundo. Não seremos pisados pelos homens nem esconderemos nossa lâmpada debaixo da mesa. O que fazem em oculto é tenebroso e não temos parte com estas obras. Não andamos com astúcia, rejeitamos às políticas dos homens, esquecemos as aulas das escolas do Egito e desaprendemos propositadamente dos ensinamentos da Babilónia. Somos de Jerusalém e em Jerusalém o Senhor está assentado no Seu templo e Seus olhos passam por toda a terra. “Os olhos do Senhor estão sobre os justos e atentos as suas orações, mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males.” (I Pedro 3:12)

Prosseguimos fiéis e nãofalsificamos a Plavra de Deus por sabemos que os olhos do nosso Amado repousam sobre nós. Aleluia. Que conforto bendito! Que verdade inabalável. Os olhos do Senhor repousam sobre mim.

A Palavra de Deus não pode ser falsificada, pois se é falsificada não é Palavra. Porém a Palavra de Deus é falsificada quando pregamos o que não vivemos. Mas se vivemos a Palavra, pregamos com Autoridade e o Senhor mesmo é Aquele que dá testemunho a nosso respeito. Se agradamos a Deus assim não importa a uem iremos desagradar, mas se desagradamos ao Senhor de que vale agradar a quem quer que seja?

Os fundamentos estão destruídos ao nosso redor, contudo pregamos a Palavra, eterna, imutável e inabalável Rocha.

Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo além de pregar a Palavra?

2 - Nós podemos orar.

O profeta Isaías vislumbrou nossos dias como ninguém no texto que leremos em Isaías 59:

Ninguém há que invoque a justiça com retidão, nem há quem pleiteie com verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão ã luz a iniqüidade. As suas teias não prestam para vestidos; nem se poderão cobrir com o que fazem; as suas obras são obras de iniqüidade, e atos de violência há nas suas mãos.
Os seus pés correm para o mal, e se apressam para derramarem o sangue inocente; os seus pensamentos são pensamentos de iniqüidade; a desolação e a destruição acham-se nas suas estradas.
O caminho da paz eles não o conhecem, nem há justiça nos seus passos; fizeram para si veredas tortas; todo aquele que anda por elas não tem conhecimento da paz.
Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão.
Todos nós bramamos como ursos, e andamos gemendo como pombas; esperamos a justiça, e ela não aparece; a salvação, e ela está longe de nós.
14Pelo que o direito se tornou atrás, e a justiça se pôs longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a eqüidade não pode entrar.
15Sim, a verdade desfalece; e quem se desvia do mal arrisca-se a ser despojado; e o Senhor o viu, e desagradou-lhe o não haver justiça.
16E viu que ninguém havia, e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor...”

Diante do quadro descrito o Senhor espera encontrar mais do que ativistas pela justiça social em ação. Ele nem busca pregadores, Ele busca intercessores.

Se há uma coisa que deveríamos priorizar mais do que tudo neste ano é a oração.

De acordo com uma pesquisa feita 15 anos atrás, um líder cristão gasta com Deus menos que cinco minutos de oração por dia.

A pergunta que Jesus fez aos Seus discípulos amados no Getsêmani ecoa em meu coração: “Amigos, não pudestes orar nem uma hora comigo?”

Se cada pastor brasileiro na Nova Inglaterra orar pelo menos uma hora por dia, sem contar o tempo que passar preparando sua mensagem ou sermão para domingo; se cada pastor encarar isto seriamente, as coisas mudarão, muito mais cedo do que pensamos.

Trago este desafio para meus irmãos, porque ao perguntar ao Senhor há duas semanas atrás o que deveria ser minha prioridade para 2.005 Ele falou claramente ao meu coração: Orar. Orar. Orar.

Martin Lloyd-Jones escreveu:

“Eu insisto outra vez, nossa pobreza no quarto secreto da oração é o viveiro de toda nossa falha. Falhando lá, falhamos em toda parte. A pobreza de oração produz a pobreza no púlpito, e resulta em "fome... de ouvir a palavra do Senhor" (Amós 8:11) na igreja.

Deixe-nos digerir estas verdades sobre a oração:
- Oração demanda nenhuma vestimenta especial.
- Oração demanda nenhum lugar especial.
- Oração demanda nenhuma eloquência.
- Oração demanda nenhuma escolaridade.
- Oração nunca exibe-se com vaidade ou ufana-se.
- Oração busca nenhum aplauso.
- Oração é frequentemente mais poderosa quando é mais quieta.
- Oração desafia definição.
- Oração ilude explicação.
- Oração nasce no tempo, mas agarra-se à eternidade.
- Oração fortalece o fraco e enfraquece o forte.
- Oração toca o poder do mundo vindouro.

“A súplica eficaz de um justo pode muito na sua atuação.” Pode muito, porque prevalece.

Nossa posição final como cristãos é testada pelo poder de nossa vida de oração.”

O que pode fazer o justo? Pode orar e deve orar. E a oração fervente pode vir somente de um homem justo e de uma mulher justa.

Redenção significa que nós estamos limpos e não somente contados como justos, mas feito justos.

É jeitosa e desprentesiosa a frase: “Deus não me vê com um pecador santo, Ele me vê através de Cristo.” Que horror! Porque o texto diz exatamente o contrário: “A oração do justo...”. Tem que ser justo. “Filhinhos, quem pratica a justiça é justo, como Ele é justo.” (I Jo. 3:7).

Já é tempo de dizermos: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo.” Os discípulos de Jesus em nossas igrejas e mesmo o mundo precisam olhar para nós e verem que somos justos, porque praticamos a justíça.

É nosso caráter que testemunha nossa devoção a Cristo. Se não somos justos, não nos atreveremos a orar. Mas se somos justos e de fato Deus nos fez justos, os céus se moverão para atender nosso clamor. O Senhor nos ouvirá e enviará Seus anjos em favor de nosso clamor.

De acordo com uma pesquisa feita por uma companhia alemã. europeus e norte-americanos confiam mais em professores, médicos, soldados, policiais que em pastores.

R. T. Kendall analisando esta pesquisa disse: “O mundo ama quando uma pessoa que é tida como um homem de Deus torna-se uma fraude. Dá a eles a razão para não confiarem nos ministros nem nos líderes da igreja.”

É na comunhão secreta com Jesus através de uma vida de oração que encontramos proteção para nossa integridade e é na comunhão do Seu Espírito que somos moldados segundo o caráter de Cristo.

O intercessor vive bem pertinho do coração de Deus.

Todo pastor ou pregador tem que ser um intercessor. Com a redescoberta do ministério de intercessão muitos pastores ficaram confortáveis em delegar esta atividade espiritual para um grupo seleto de irmãos e irmãs (muito mais irmãs que irmãos, de fato.)

Porém o intercessor tem a intimidade com o Senhor da criação como muitos poucos. “O segredo do Senhor é para os que O temem e Ele lhes fará saber o Seu concerto.” (Salmos 25:14)

Para o intercessor Deus não ocupa o primeiro lugar.

Somente Deus ocupa lugar em sua vida. Ele vive, move e tem seu ser em Deus. Ele sente quando Deus sente. Ele fica ferido, quando o Espírito Santo é ofendido.

Assim deve ser nossa vida de oração como pregadores do Evangelho.

Permita-me ler aqui uma parte do livro “Revival God’s way” de Leonard Havenhill que me parece muito atual, apesar de serem duríssimas suas palavras:

“Terremotos recentes deixaram uma severa devastação. Nossos corações doem pelas vítimas destas monstruosas calamidades. Porém existe uma tragédia maior do que estes eventos tristes. É um igreja enferma num mundo que está morrendo.

A Igreja pode ter que fazer propaganda de seus pregadores, suas conferências, suas estatísticas – não precisa porém anunciar sua falência espiritual; é muito evidente.

Um escritor (crítico esportivo) disse que ele deplora o fato de que o esporte profissional se tornou um “show business”. Alguém pode deplorar o fato de que o poderoso Evangelho de nosso Redentor tem se tornado um “show business” também – cantores fantasiados de estrelas de rock, produzidos, para tentar atrair atenção do mundo.

Toda esta parafernália é uma tentativa de esconder o fato que que o altar não tem fogo, a pregação não tem poder, o Espírito Santo não participa do culto.”

São de Amy Carmichael as belas palavras:

“Ah, quem me dera ter grande paixão pelas almas, ter uma compaixão que se apieda! Ah, quem me dera ter um amor que amasse até à morte, um fogo que me consumisse! Ah, quem me dera ter o poder da oração vitoriosa, que se derrama em favor dos perdidos! Uma oração vitoriosa em Nome Daquele que venceu. Ah, quem me dera um Pentescostes”.

Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?

Além de pregar a Palavra e de orar, que pode fazer o justo?

3 - O justo pode se unir a outros justos

O Espírito Santo declara:

“O Senhor não rejeitará o Seu povo, nem desamparará a Sua herança. Mas o juízio voltará a ser justiça e hão de seguí-los todos os retos de coração.
Quem será por Mim contra os malfeitores? Quem se porá ao Meu lado contra os que praticam a iniquidade?” (Salmos 94:16-17)

Com a enxurrada de novas leis injustas sendo promulgadas em toda terra forçando uma crescente perseguição contra ministros do Evangelho, logo estaremos nos unindo nem que seja por uma questão de sobrevivência, a não ser que antes, o Espírito Santo desperte em nosso coração o desejo de estarmos juntos para além de compartilharmos juntos, juntos trabalharmos pela Causa do Evangelho.

Você já deve ter lido este texto, mas permita-me lê-lo aqui:

“Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais democratas, eu calei, porque, afinal, eu não era social democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles levaram a mim, não havia mais quem protestasse” (Martin Niemöller).

Creio que o BMNet – Brazilian Ministers Network foi levantado por Deus para ser um instrumento desta união de ministros brasileiros que aumenta a cada dia na Nova Inglaterra, especificamente, em nosso estado de Massachusetts.

Salmos 133:1-3
Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!
É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desceu sobre a barba, a barba de Arão, que desceu sobre a gola das suas vestes; como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordenou a bênção, a vida para sempre.

Quantas vezes lemos e até pregamos sobre este texto, mas no fundo estas palavras soaram apenas como um romance.

Irmãos, estou convencido pelo Espírito de Deus que este texto revela o segredo de nossa vitória para nós, ministros do Evangelho na Nova Inglaterra.

Viver em união é Unção que desce sobre nossas cabeças. Deus já ordenou a benção e a vida para sempre em Hermon.

Irmãos, eu tenho sede de comunhão, especialmente, com pastores e pastores, ministros e ministras do Evangelho. Mais ainda de desenvolver relacionamentos com cada um deles e de poder me unir com cada um deles pela Causa do Evangelho:

Deixa-me ler duas promessas na Palavra.

Antes da segunda promessa, o Senhor apela para nossa sabedoria (se é que de fato somos sábios!)”:

Levíticos 26:8
Cinco de vós perseguirão a um cento deles, e cem de vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós

Deuteronômio 32:29-31
Se eles fossem sábios, entenderiam isso, e atentariam para o seu fim!
Como poderia um só perseguir mil, e dois fazer fugir dez mil, se a sua Rocha não os vendera, e o Senhor não os entregara?
Porque a sua rocha não é como a nossa Rocha, sendo até os nossos inimigos juízes disso.

O Diabo sabe e todo o inferno sabe que cinco de nós unidos perseguimos a um cento deles e cem de nós perseguimos dez mil.

Mas quem sabe se deixásse de perseguir sozinho apenas mil e juntasse em unidade ao meu irmão, assim dois de nós faríamos fugir dez mil?

Estou certíssimo que em 2005 Deus está inaugurando um tempo novo para cada um de nossos ministérios.

O tempo de cantar chegou bem como o tempo da colheita.

Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas: Seja a vossa união notória a todos.

Por muito tempo nossas indagações ao Senhor eram estas: “Já não vemos os nossos sinais, já não há profeta; nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará. Até quando, ó Deus, nos afrontará o adversário? Blasfemará o inimigo o Teu Nome para sempre? Por que retiras a Tua mão, sim a Tua dextra? Tira-a do Teu seio, e consome-os. Todavia, Deus é o Meu Rei deste a antiguidade, operando a salvação no meio da terra.” (Salmos 74:9-12)

Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?
O Senhor está no Seu santo templo, o trono do Senhor está nos céus; os Seus olhos contemplam, as Suas pálpebras provam os filhos dos homens. (Salmos 11:3-4)

O Senhor é Rei, irmãos. Ele jamais saiu de Seu templo e de Seu Trono jamais se moveu. O Seus olhos contemplam a mim e a você.

“Porque quanto ao Senhor Seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com Ele.” (II Cr. 16:9)

Todavia, não procederemos loucamente. Pregaremos a Palavra, seremos homens de oração e nos uniremos aos nossos irmãos e irmãs, justos da mesma espécie, para lutarmos pela Causa do Evangelho.

Suas pálpebras provam os filhos dos homens. Este é um tempo de alistamento. O Senhor busca guerreiros para esta hora, homens de guerra, homens e mulheres de oração, para assaltar as fortalezas do inimigo, livrar os cativos e proclamar que o Reino é do Senhor!

Amém.

Apascenta as Minhas ovelhas

Por três vezes Jesus se dirigiu a Pedro para comissionar-lhe a maior e a mais nobre de todas as tarefas que um ser humano possa vir a realizar: “Apascenta as Minhas ovelhas.” (Jo. 21: 15, 16, 17).

Não poucas vezes tenho me deparado, e ao conferir com meus colegas tenho confirmado, que nossos ministérios muitas vezes estão direcionados mais a somente resolver problemas do que apascentar as ovelhas do Pastor Jesus. Nossa constatação - Igrejas dirigidas com problemas: uma fatalidade!

O livro mais lido no momento no meio evangélico é “The Purpose Driven Life” de Rick Warren. A tradução do título literalmente seria: “Uma Vida dirigida com propósito”.

Inspirados por este título, deveríamos fazer um “câmbio” em nossos ministérios e recursar-mo-nos a pastorear uma igreja em função de seus problemas para pastoreá-la em função da razão de sua existência (Selah).

Meditando um pouco sobre o assunto gostaria de compartilhar aqui algumas idéias:

1- Apascentar as ovelhas de Jesus requer muita oração e estudo da Palavra. Nossa ocupação maior deveria ser esta, então: Orar muito ao Senhor durante a semana e ministrar bem a Palavra nas reuniões públicas. Somente. E os problemas dos irmãos? Quando o telefone tocasse a nos chamar deveria encontrar esta mensagem: “O pastor está em reunião com o Senhor e assim que terminar irá responder a sua chamada.” Alguém poderia objetar: “Mas a ovelha não esperaria nunca!” A ovelha ferida e machucada seria muito mais bem atendida já que o pastor teria muito mais tempo para atendê-la em Seu tempo. E os problemas deixariam de ser a energia que move o ministério.

2 - “Nossa vida é muito curta, com muita coisa a realizar para se preocupar em responder à altura todas as coisas desagradáveis que ouvimos.” (Hill). Participamos muito mais de reuniões para resolver problemas que para planejarmos o avanço do Reino de Deus. Para com estas reuniões nossa atitude deveria ser a mesma de Neemias: “Não tenho tempo! Estou fazendo uma grande obra de modo que não poderei participar.” (Ne. 6:3)

3 - A questão maior da vida cristã é expressa pela pergunta que Jesus fez da qual nasceu a ordem expressa DEle para Pedro: “Pedro, tu Me amas?”. A única motivação capaz de manter um pastor saudável pastoreando e ovelhas do rebanho fiéis é o Amor a Jesus. “Tu me amas?”, é a pergunta de Jesus para mim e para você. Parece simples, mas não é. O Ministério (apascentar as ovelhas de Jesus) é o resultado do amor que temos a Ele, do contrário, é profissionalismo. É o profissional que perde a clientela se não atendê-la bem.

“Tu me amas?”, Jesus pergunta.

“Sim, Senhor, Tu sabes de todas as coisas, Tu sabes que Te amo.”, eu e você respondemos.

Jesus então ordena pela terceira vez: “Apascenta as Minhas Ovelhas!”

A mulher no ministério

Os dons ministeriais encontrados em Ef. 4:11, que visa "ao aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo." (v. 12) não são destinados somentes aos homens. Não são somente os homens que podem recebê-los.

O aperfeiçoamento dos santos, a obra do ministério e a edificação do corpo dizem respeito aos homens, às mulheres, aos meninos e as meninas, aos mais velhos, comumente, enfim, a todos os crentes que fazem parte deste corpo.

A mulher, tal como a Bíblia ensina, sendo esposa, está sujeita a seu marido, o Cabeça da mulher.

A mulher tal como a Bíblia demonstra e narra, recebendo um ministério do Senhor (Priscila, por exemplo, era uma apóstolo) não significa que estará em posição superior ao homem e especialmente seja superior ao seu marido no caso da casada. Aliás, somos chamados em um Corpo e no Corpo a nos sujeitarmos uns aos outros, no temor de Cristo, sejamos homens ou mulheres.

As mulheres, solteiras (as filhas de Filipe, por exemplo) e as casadas, recebem do Senhor Jesus dons ministeriais para o exercício do ministério, porque assim quer o Senhor Jesus, o Senhor da Igreja.

Os papéis de cada um no Corpo de Cristo são determinados pelo Senhorio de Jesus Cristo. "Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo e há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação é dada a cada um para o que for útil." (I Co. 12:4-7)

"A mulher esteja calada na igreja" (ref. I Tm. 2:9-15) se ela não é submissa ao seu marido (I Co. 14:34-35). Aprenda dele em casa, como a Bíblia ensina. Não ensina estas passagens bíblicas que a mulher deva estar calada na igreja em qualquer situação, pois os textos bíblicos não ensinam que a mulher solteira deva estar calada na igreja. O apóstolo Paulo faz menção da casada especificamente, e nem cita a solteira.

Portanto, não se quer dizer com isto que a mulher deva estar calada na igreja. Não se quer dizer que não possa exercer seu ministério tal como a Bíblia descreve em Ef. 4:11, quando ela mesma recebeu Seu ministério do Senhor e Deus lhe deu uma mensagem.

Afirmar o contrário é afirmar que Jesus não pode comissionar quem Ele deseja comissionar e que Ele não pode revelar Sua Palavra através do vaso que Ele deseja escolher e que deseja usar. Ora, não se concebe que a mulher de Deus receba uma mensagem de Deus e não possa entregá-la porque é mulher.

A figura do pastorado por um pastor local tal como conhecemos hoje, figura esta que a história da igreja tem perpetuado, comporta em seu exercício tanto o homem como a mulher. Não estou afirmando com isto que nem um nem outro encontre respaldo no Novo Testamento, ou seja, que à luz do Novo Testamento um ou outro tenha sua base.

Entretanto, a imposição de mãos nas Escrituras é a conferição de uma autoridade específica para o exercício de um ministério, porque pela imposição das mãos se recebe dons, inclusive. Portanto, a autoridade conferida com a imposição de mãos faz o ministro, homem ou mulher, sujeito àqueles que lhe conferiram esta autoridade, e estes por sua vez estão sujeitos uns aos outros, e finalmente estão todos sujeitos ao Cabeça do Corpo, que é Cristo.

Missionários Imigrantes e Convidados

Tendo participado ativamente como um dos organizadores do Primeiro Congresso Internacional Visão Mundial - BMNET - IGREJA/CIDADE: Tempo de Conquista, realizado no mês de maio, em Wayland (Terra do Caminho), no Estado de Massachusetts, Estados Unidos, fiquei imensamente feliz ao ler os textos de Ronaldo Martins e Ricardo Gondim refletindo sobre os temas abordados, especialmente, concernente à questão imigratória.

Segundo minha percepção, parece que começa por aqui, nas terras do Tio “$am”, um debate necessário sobre a realidade da igreja evangélica brasileira.

Segundo Ricardo Gondim, a situação dos brasileiros evangélicos na “Diáspora” (os imigrantes evangélicos que residem em algum país do exterior) denuncia a realidade da igreja evangélica no Brasil.

O artigo de Ronaldo foi escrito do ponto de vista jornalístico e crítico.

A palestra de Paul Freston, citada por Ronaldo, foi baseada em dados apurados em pesquisa.

O “profeta pesquisador” falou da realidade da igreja evangélica na “Diáspora” com base em fatos e não em presuposições ou imaginações. As revelações deste profeta vêm da Sociologia. De forma piedosa, sem emitir nenhum juízo, ele discorreu sobre os resultados de seu empreendimento científico.

Para minha satisfação, muitas das questões que ele apresentou tenho abordado abertamente em minhas aulas no Seminário onde leciono. Portanto, ouví-lo, aumentou mais a inquietação e meu desejo de meditar mais sobre o assunto e a necessidade de ouvir outros na busca do Caminho. Reunímo-nos naqueles dias verdadeiramente na Terra do Caminho!

Muitas questões foram levantadas em ambos os artigos e meu desejo aqui é apenas levantar algumas outras do ponto de vista de um imigrante.

Primeiramente, preciso deixar claro que minhas palavras quando enfáticas não são palavras rancorosas ou enraivessidas. São apenas estilo e fruto de minha sinceridade.

E em segundo lugar, preciso esclarecer que é exagero de Ronaldo dizer que as indagações de “Paul Freston caíram como uma bomba” no congresso, ou seja, a publicação do fato de que a maioria absoluta dos evangélicos brasileiros e grande parte dos pastores são ilegais no país. A tal da bomba não tinha estopim. Não estourou e nem podia estourar, é bomba velha! Nós já sabíamos disto.

Ilegal é o termo técnico e político. Na Teologia do Imigrante usamos o termo “indocumentado” que é misericordioso, pois ilegal mesmo é o diabo!

Os missionários visitantes

Alguns pregadores que por aqui passam afirmam que os que são indocumentados devem voltar para o Brasil. São oportunistas. É intrigante o fato de usarem nossos púlpitos para dizerem isto. Mais intrigante quando recebem nossas ofertas gordas em dólares americanos – dinheiro de dízimos e ofertas de imigrantes indocumentados, diga-se de passagem, de gente dígna que trabalha duro, gente abençoada.

A maioria (95%) dos pregadores convidados que vêm pregar nos Estados Unidos vêm com o Visto B1-B2 (de turista). Os que vem participar de conferências com este tipo de visto, pela Lei, podem ser apenas ouvintes, não preletores.

As ofertas que recebem deveriam declarar ao fisco americano. Provavelmente não declaram nem ao fisco brasileiro. Podem declarar se quiserem, pois o Governo Americano emite legalmente um documento (ITIN – uma certa identidade de pagador de imposto). Os imigrantes indocumentados trabalham ilegalmente, mas legalmente pagam impostos com este número fornecido pelo Governo. Pura hipocrisia!

Aqueles pregadores visitantes ao pregarem sem autorização são ilegais por uma semana ou por um mês ou dois. Os outros por muitos anos. Dá no mesmo.

Para pregar ou cantar em igrejas e receber ofertas é preciso portar o visto religioso, pois aqui na terra do Tio “$am” pregar o Evangelho é “profissão” e para receber oferta (honorário) tem que ter visto apropriado. É tão ilegal quanto é ilegal grande parte de evangélicos sonegarem impostos em seu país. É pecado sonegar impostos?

Além de ilegal, é pecado e vergonhoso aqueles que, por exemplo, se compactuam com políticos corruptos evangélicos e não evangélicos. Há uma dezenas de exemplos. É possível ser ilegal no próprio país.

O Movimento Evangélico no seu fim

Lá e aqui, no Brasil e nos Estados Unidos, constato o fim da “Era Evangélica.” A Era Protestante acabou-se antes da virada do século e no início do novo é a vez do Movimento Evangélico. Deus está fazendo coisa nova. Uma nova era está sendo inaugurada nestes dias que alguns estão denominando “A Nova Reforma.” Este é outro assunto...

Esta discussão burguesa, intelectual, farisaica que se desenvolve no meio evangélico que não traz nenhuma resposta prática na vida de milhares de evangélicos que vivem lá e aqui é a declaração de óbito do movimento evangélico. Há crise: é de caráter! Onde se prega o que não vive a morte impera livre. A credibilidade é escassa. Todo movimento que perde a credibilidade se extingue.

O movimento evangélico não consegue se auto definir mais, distanciou-se de suas raízes históricas. A árvore cresceu, é frondosa, porém velha e só dá frutos raquíticos. Todo o movimento onde seus interlocutores não conseguem definí-lo já morreu. Falta enterrar. Foi assim com o comunismo em muitos países. E a Igreja segue triunfante, pois a Igreja cujas portas o inferno não pode prevalescer não é “a igreja evangélica.” Definitivamente.

Observem só! É preciso inventar novos métodos, fazer marabalismos enormes – teológicos, de “praxi”, seguir uma nova corrente sempre, atrair pelo “marketing”, modernizar a mensagem, suportar o “movimento gospel – um mercado de bilhões de reais e a pobreza de nossos irmãos continua a mesma. Um movimento que precisa de novidades sempre é um defunto coberto com flores frescas.

Os imigrantes brasileiros, gente que sofre, está longe da esposa, dos filhos, lutando pela sobrevivência, sonhando com uma vida melhor, precisam de uma Palavra de Deus para aliviar suas dores e se estiverem na miséria do pecado precisam de libertação. “O Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos e libertar os cativos...”

Digo que o movimento evangélico faleceu, pois é só discurso, e boa parte das vezes é discurso revestido de uma falsa espiritualidade que se transcende aos céus porque não consegue responder as questões da vida aqui na terra.

É discurso espiritualista hipócrita e soberbo pois não traz respostas para a vida das pessoas, ao contrário, aumenta a culpa e a miséria delas. E aí me lembro de Jesus e fico acalentado: “Misericórdia quero e não sacrifício...”

O Evangelho continua o mesmo Evangelho! Mas a pregação do evangelho de hoje é somente ética, moralista e muito capitalista – aqui na América rica e lá na América adormecida. Ora os que chegaram aqui vieram de lá. O problema vem de lá e não daqui. Raciocínio lógico. A maioria dos pastores que conheço aqui são gente honesta e de caráter. É preciso pensar muito em apontar o dedo sem misericórdia!

É assim que este discurso acefálico me irrita, mais do que as constatações do irmão Paul. Já não basta os pecados e os demônios muitíssimos, para fabricarem mais alguns! Dá um tempo, por favor!

Os imigrantes brasileiros nos Estados Unidos

Brasileiros, os fatos aqui são estes! Fatos do dia a dia, de muitos anos.

A maioria dos imigrantes que entraram e vivem neste país não portavam documentos legais para trabalharem e residirem aqui. Uma ínfima minoria de pastores chegaram aos Estados Unidos de posse do “Green Card” (visto permanente). Grande parte dos pastores que têm hoje “Green Card” um dia foram indocumentados.

O imigrante, por natureza conquistador (se não fosse, teria permanecido no Brasil) ora para que Deus mande um coiote abençoado e o dinheiro (em torno de dez mil dólares) para pagar a travessia e ora para passar pela fronteira sem ser pego.

Quando não vem pelo México, vai no Consulado Americano e diz que vai visitar os Estados Unidos para passeio; até escreve no formulário. O Cônsul, muito desconfiado, concede o visto de turista.

Assim o imigrante entra no país meio legal pela porta da frente e o agente da imigração não vê o que entra totalmente ilegal. Meio legal pois tem o visto para entrar e permanecer por uns dias, mas não para trabalhar e residir aqui.

Nem um nem outro poderiam trabalhar, nem os pastores pregarem nem os cantores cantarem. Mas me parece que Deus abençoa toda esta gente, pois continuam entrando aos milhares. Para ser honesto comigo mesmo, abençoa até os incrédulos, inclusive, que nem oram e mesmo assim passam pela fronteira livremente.

Se este “raciocínio teológico” está certo (nem toda a questão da vida tem que ser medida eticamente), parece que Deus fecha os olhos quando esta multidão passa pela fronteira ou então está bem de olhos abertos e os deixa aos milhares entrarem nos Estados Unidos, deixando serem presos somente uma minoria, por “incompetência das autoridades”, como afirmam alguns Senadores Americanos.

Os Estados Unidos foram fundados por estrangeiros. Os Pilgrins, como são historicamente conhecidos, grande parte cristãos. Aos cristãos imigrantes de hoje eu os chamo de “Os Últimos ou Novos Pilgrins.” É a História que se repete.

O que a Bíblia fala a respeito de Imigração?

Penso que a Bíblia tem muito a dizer sobre imigração. Tenho folheado as páginas da Bíblia com olhos de imigrante e tenho meditado nisto há alguns anos.

A Bíblia é por excelência um livro de história de imigrantes. De Gênesis a Apocalipse este tema predomina. Desde Abrãao a João na Ilha de Patmos a Bíblia narra a história de homens e mulheres que deixaram sua terra natal para viverem em terra alheia.

A Bíblia é a Revelação do Deus dos Imigrantes. Do Deus que proteje e defende os imigrantes. Que ordena a Israel a tratar bem os imigrantes, a alimentá-los pois no passado também foram imigrantes.

A Bíblia narra a história de Seu povo peregrino em terra estranha. A História de José no Egito, de Rute a estrangeira em Israel e de Daniel na Babilônia. A história dos discípulos feitos imigrantes pela grande comissão de Jesus. Atos dos Apóstolos é uma grande tratado de imigração. A Bíblia é em geral a história de cidadãos dos céus, portanto, estrangeiros e peregrinos nesta terra estranha.

As duas ordens diretas de Deus para abençoar os povos da terra são na sua natureza e missão imigratórias.

Para Abrão: “Sai-te da tua terra e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei.” (Gn. 12:1) Em outras palavras Deus ordenou a Abraão: “Imigrai...”

E Abrão imigrou, cruzou fronteiras. Para sobreviver em terra estranha chegou até a mentir (no episódio de sua mulher e Faraó). Imigrante indocumentado vive com o dilema diário da mentira atormentando a vida. Abraão foi muito abençoado. Imigrante cristão, descendente de Abraão também.

A Abraão Deus prometeu uma terra estranha por herança. Ele mesmo não herdou a terra em vida. O único pedaço adquiriu por compra para poder enterrar sua esposa, também peregrina com ele.

Por centenas de anos, ele, seus filhos, netos e descendentes foram simplesmente estrangeiros. Que por fim herdaram a terra prometida. De fato, tiveram que conquistá-la.

Geralmente as gerações seguintes dos imigrantes se tornam poderosos na terra e é apenas uma questão de tempo para vermos isto acontecer com os nossos filhos brasileiros (os brazucas).

E a segunda ordem de Deus, foi dada por Jesus, quando disse aos Seus discípulos: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura...” (Mc. 16:15). Em outras palavras Jesus ordenou: “Imigrai...”

É ilegal pregar o Evangelho em terra estranha sem visto, mas não estou convencido de que seja pecado.

Sem querer exagerar, o próprio Jesus era estrangeiro nesta terra. Ele mesmo disse: “Não sou deste mundo...” É verdade que todos nós somos peregrinos e estrangeiros neste mundo. (I Pe. 2:1)

Vou terminar relatando como fato minha experiência.

Há três anos atrás ao compartilhar algumas destas expressões com um amigo americano, ele retrucou perguntando: “Vai agora desenvolver uma teologia inteira do imigrante através da Bíblia?”

Por que não? Tenho pesquisado na Palavra de Deus o que Ele diz a respeito de imigrantes e tenho sido muito abençoado com as verdades que descobri.

Sem demagogia. Sem moralismo. Abertamente tenho falado e escrito sobre isto. Enfrentando a realidade, onde a ética é um constante conflito na vida de muitos que ousaram viver na “ilegalidade” em terra estranha.

Vida de imigrante não é fácil. Meu bisavô era libanês e foi viver no Brasil no início do século passado, fugindo dos turcos que invadiram o Líbano. No Brasil, meu avô contava, passou até fome. Morreu ainda jovem, vítima da miséria.

Eu mesmo imigrei para os Estados Unidos, como missionário, fixando com minha família, nossa residência definitiva neste país a partir de 1997.

Nos últimos anos millhares de brasileiros imigraram-se para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor, dentre eles millhares de cristãos genuínos que ousaram desafiar as leis do país e a conflitarem suas consciências por isto, e vivem aqui, peregrinos em terra estranha, vencendo na vida, pregando o Evangelho e vivendo como Igreja.

Para mim, não sei para você, mas para mim as palavras do Espírito Santo devem nortear esta questão toda:

“De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os lugares onde iriam habitar.” (At. 17:16, NIV)

E aqui chegamos, com visto ou sem visto, às terras norte americanas.

“Os que saíram para a Terra do Norte fizeram repousar o Meu Espírito no país do Norte.”, assim diz o Senhor.

23 maio 2006

“Era inverno, e Jesus estava no templo…”

Expressão belíssima! 

“Era inverno, e Jesus estava no templo...” (Jo.10:22-23) 

E o Espírito Santo ministrou ao meu coração que se abarrotou de esperança.

É inverno, está muito frio, mas Jesus está no templo...

Por estar no templo, local interno, mesmo não tão aconchegante, o átrio não era cercado de paredes, a estação do inverno parece não ter importância. Aliás, se é inverno ou verão, se faz calor ou se faz frio ou se está chovendo ou se brilha o sol, não conta. O que conta mesmo é que o Mestre está no templo.

Se os adoradores se afastaram do templo porque preferiram permanecer em suas casas... Se as atividades religiosas dos sacerdortes diminuíram pela falta de demanda... Se os cantores não cantam mais... Se as orações não são mais tão fervorosas como antes... Se os poucos adoradores que se arriscaram a atravessar a cidade, para irem ao templo cultuar, não conseguem permanecer alí mais que uma hora... Não faz diferença... Aliás João não fez menção de nenhum deles. Ele registrou apenas: “Era inverno, e Jesus estava no templo...”

Nós, que vivemos em países onde as estações do ano são marcantes e significativas, já experimentamos e bem sabemos como é a chegada do inverno. Logo a neve começa a cair e cobre toda a terra ao redor, as temperaturas caem abaixo de zero, tudo congela e todo o sinal de vida parece que desaparece, a não ser alguns esquilos teimosos que saem de suas tocas e insistem em brincar pelos galhos das árvores secas. Os pássaros deixam de cantar porque não existem mais; voaram para bem longe onde as águas nunca congelam nem as folhas das árvores nunca caem e onde as árvores não deixam de produzir seus frutos.

O inverno também chegou para o profeta Jeremias e trouxe-lhe desalento, tristeza, frustração e um clamor de alma profundo: “Passou a sega, findou o verão e nós não estamos salvos.” (Jr. 8:20). Ele se referia a apostasia do povo de Deus. O povo não tinha sido salvo de sua apostasia. Os brotos e as flores da primavera, o calor escaldante do verão, o outono e a sega com seus frutos passaram, e o povo de Deus continuava dando sinais de apostasia e abandono de seu relacionamento com o Senhor, seu Criador.

Senão, vejamos:

Primeiro, “retem o engano, não quer voltar.” (Jr. 8:4). É preciso voltar à Palavra de Deus e ao conhecimento das Escrituras. É preciso retornar a uma devoção fervorosa à obediência dos mandamentos do Senhor.

De acordo com I Timóteo 4:1-4 o tempo em que não se suporta a sã doutrina já chegou. Muitos com comichão em seus ouvidos amontoam mestres para si mesmos conforme às suas próprias ambições e desejos, preferindo ouvirem fábulas e ensinos falsos do que a Palavra do Senhor.

Ensinamentos falsos entram nos arraiais do Senhor com a mesma facilidade que as companhias de tv a cabo conseguem vender seus planos aos cristãos. É que a devoção aos programas de televisão roubou dos crentes a capacidade de pensar, roubou o tempo para relacionarem-se em família onde os cultos domésticos não são mais praticados, quando a Palavra usava ser lida para a família e os filhos podiam inquirir seus pais sobre as verdades do Evangelho.

Quanto aos ensinos falsos, não são confrontados por causa da ignorância da Palavra do Senhor. “...Eis que rejeitaram a Palavra do Senhor, que sabedoria pois teriam?” (Jr. 8:9) Em nosso meio qualquer ensino falso na medida que o tempo passa, torna-se comum e aceitável pela complacência ou letargia espiritual, que logo assimila a heresia como algo sem importância. A nossa Unidade nunca pode ser maior que a Verdade do Senhor. Em nome da união e da unidade não se pode desprezar a Verdade. “Ao homem hereje, depois de uma ou outra admoestação, evita-o.” (Tt. 3:10)

Segundo, “cada um deles se dá a avareza, desde o profeta até ao sacerdote, cada um deles usa de falsidade.” (Jr. 8:10).

É sinal do fim dos tempos a prática da mercantilização da fé. “E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas...” (II Pe. 2:2). 

No meio evangélico hoje é tão comum quanto escandalosa a prática da cobrança de cachês para se cantar e pregar em igrejas e eventos. Cantores que cobram e exigem pagamento adiantado para cantarem em igrejas como também exigem venda garantida de seus cds. E cancelam “apresentações” pela falta do pagamento da entrada. Corruptor e corrompido se ajuntam para ofender ao Senhor da obra que diz que “é dígno o obreiro de seu salário”(Mt. 10:10), mas “também expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 

E disse-lhes: Está escrito: A Minha Casa será chamada de Casa de Oração – mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.” (Mt. 21:12-13).

Amados, não me refiro àqueles que receberam do Senhor uma mensagem, comporam canções, gravaram cds, videos ou escreveram livros, e os anunciam ao povo de Deus para os adquirirem. Não creio que o Senhor considere a estes cambistas. Refiro-me, por exemplo, àqueles que gastam 20 minutos de uma reunião de culto para anunciarem seus livros e cds, tendo já acertados suas “ofertas” de antemão. Ministram por dinheiro e seu meio de vida é o Evangelho. Há uma diferença entre viver do Evangelho a ter o Evangelho como meio de vida. (I Co. 9:14), “cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.” (I Tm.6:5)

Assisto estarrecido alguns pregadores falarem tanto sobre moral e ética e sujeitarem-se a cobrar milhares de reais e dólares para atenderem convites. As palavras de Jesus “De graça recebei; de graça dai...” há muito perderam o sentido para estes mercadores do Evangelho. Que se arrependam e voltem à prática das primeiras obras.

Lí estarrecido um contrato que uma determinada pregadora enviou para um pastor amigo nosso, especificando com detalhes os aspectos comerciais, as solicitações de conforto para a equipe, o preço, as condições, as formas de pagamento, enfim todos os aspectos jurídicos de um contrato de prestação de serviços... Perguntei a mim mesmo com que base bíblica um pregador do Evangelho, ungido, chamado e enviado por Deus pode fazer tais exigências. Meu amigo cancelou o convite.

E terceiro, “e curam a ferida da filha do Meu povo levianamente, dizendo: Paz, paz, quando não há paz.” (Jr. 8:11)

Não há paz quando não se crê em Jesus. Prova-se que não se crê em Jesus quando se pratica tudo o contrário do que falou e ensinou.

Jesus disse: “As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz e Eu as conheço e elas Me seguem.” (Jo. 10:27). A prática da fé é baseada na Palavra do Senhor. “Sendo, pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm. 5:1) A fé que vem pelo ouvir a Palavra do Senhor.

As práticas de Jesus precisam ser imitadas por nós hoje. A Verdade proclamada por Ele atestava ser Ele o Cristo. Eram Suas práticas e Seus ensinos o que qualquer um podia invocar para reconhecê-Lo como o Messias prometido.

Quando seguimos a Jesus deste modo qualquer um pode verificar que somos Seus seguidores legítimos. Mais pelas nossas ações que pelas nossas palavras, pois afinal de contas, falsos profetas, lobos devoradores, são delatados pelos seus frutos. (Mt. 7:15)

As práticas pecaminosas descritas aqui não curam a ferida do povo de Deus. Aumentam-na. Para Jesus falar através de nós e curar o povo é preciso que sejamos mais exemplos que simplesmente canais de comunicação verbal.

O inverno chegou já faz tempo e está durando mais que o normal... Mas o que nos faz sorrir é que Jesus está no templo. Ele passeia pelo templo. E a qualquer hora pára para falar ao corfação de todo aquele que se achega a Ele.

E quando Sua voz é ouvida e Seu ensino atendido e praticado, em nossa vida as palavras de avivamento descritas pelo sábio se tornam realidade:

“O meu Amado fala e me diz: Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem. Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi. Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chegou; e a voz da rola ouve-se em nossa terra.” (Ct. 2:20-12)

O MINISTÉRIO DO ACONSELHAMENTO

O MINISTÉRIO DO ACONSELHAMENTO
Josimar Salum



Aconselhamento está imbutido no ministério pastoral como delineado pelo apóstolo Paulo em Efésios 4! 

 Um dos ministérios mais necessários para a Igreja hoje como foi no passado é o ministério de aconselhamento. 

Aconselhamento está embutido no ministério pastoral como delineado pelo apóstolo Paulo em Efésios capítulo 4: “Ele mesmo deu uns para... pastores...”: 

"Pastores" é um dos cinco dons ministeriais que Jesus deu aos homens para a edificação do corpo. Não vou entrar nos méritos, na amplitude e no ensino desta questão do ministério pastoral nem dizer que o aconselhamento é somente tarefa dos pastores, mas vou afirmar que o verdadeiro conselheiro é aquele que é guiado pelo Espírito de Deus, conhece pessoalmente e intimamente o Maravilhoso Conselheiro e os seus conselhos são baseados somente na Palavra de Deus. Hoje quando se menciona em aconselhamento logo relaciona-se a ele “o ministério de cura interior” como é chamado. 

 Jesus cura o espirito do homem na sua amplitude. Jesus cura o corpo humano completamente e Jesus também cura a alma do homem: sua vontade, seu intelecto e suas emoções e sentimentos. Porém, tenha cuidado com estes conselheiros que ficam valorizando demais os seus traumas do passado e usam estes traumas para justificarem suas reações no presente. 

Conselheiros que usam frases como estas: 

“Você age assim porque seu pai tratou você assim no passado. Você está traumatizado porque no passado você sofreu este tipo de bloqueio, quem sabe até quando você estava no ventre de sua mãe. Você tem alguma coisa guardada no seu coração que ninguém sabe, você não sabe, eu não sei, precisamos descobrir... Etc. Etc. Etc.” 

 De fato quando nos convertemos a Jesus trazemos mágoas em nossas memórias e no nosso interior. Como também quando vimos a Ele existem pactos feitos com Satanás no passado que precisam ser conhecidos e quebrados. 

Contudo, aquele que vem a Jesus e crê e confia no Seu sacrifício na Cruz do Calvário recebe poder para perdoar, recebe poder para ser curado e recebe poder para quebrar todas as maldições e pactos de Satanás sobre a sua vida. 

 A Cruz de Jesus é o centro de toda a restauração do homem. O Sangue que Jesus verteu na Cruz tem poder para purificar, tem poder para perdoar, tem poder para apagar todas as marcas de pecado e destruir todos os pactos satânicos da sua vida. 

 O Calvário, a morte de Jesus satisfez o coração de Deus, o coração do Pai quanto aos nossos pecados. O Pai aceitou o Sacrificio de Jesus. Sua justiça foi satisfeita. 

A morte de Jesus, o Seu corpo ferido, o Seu sangue derramado, o Seu sofrimento, a Sua agonia, Seu grito de “Está consumado” satisfez o coração de Deus. Deus aceitou e aceita o sacrifício de Jesus e por isto nos perdoa. É por isto, que todo o pedido que Jesus faz ao Pai em relação a nós, Ele atende. 

O Pai bradou por duas vezes e todo o universo escutou Sua voz. Todo o inferno escutou a voz de Deus quando Ele disse: “Este é Meu Filho, NEle está todo o meu prazer.” Aleluia. 

 A irmã Pickett pergunta em seu livro: “Se o Calvário, a morte de Jesus satisfez o coração de Deus quanto aos nossos pecados, por que o Calvário não seria suficiente para satisfazer nossas mentes?” 

 Assim é que quando você vem a Jesus com seus traumas, opresso pelo diabo, endemoniado, amargurado, traumatizado, emocionalmente ferido, você vem arrependido de seus pecados e clama a Ele o Seu perdão, Ele Jesus, o amado Jesus te salva, te cura, te liberta. 

 A obra de Jesus no Calvário é eficaz (não há nada mais a ser feito para que você seja salvo ou nada ha nada que o diabo venha exigir para que possa ser expulso da sua vida). O Sangue de Jesus é todo eficaz, é completamente suficiente. 

Quando clamamos o Nome de Jesus Satanás tem que fugir. Ele foge mesmo. Quando aplicamos o Sangue de Jesus o poder das trevas não pode atuar mais. Aleluia. O sacrifício de Jesus no Calvário é substitutivo. Ele morreu em seu lugar. Jesus é o seu mediador, Ele está entre você e Deus. É reconciliador. Deus aceita a intercessão de Jesus em seu favor. 

Ele é Aquele e só Ele pode fazer as pazes entre você e Deus. O sacrifício de Jesus é vicário. Ele morreu em seu favor, no seu lugar. Jesus aceitou sobre si todo o juízo e a ira de Deus que seria contra você. O sacrifício de Jesus no Calvário é o bastante para redimir, remir, resgatar, alforriar, libertar e livrar você das penas do inferno e de Satanás. 

 Assim também o sacrifício de Jesus no Calvário é o bastante para te curar interiormente, para restaurar suas emoções e seus sentimentos, para restaurar seus relacionamentos com seus pais, com o marido, com a esposa, com os filhos, com seus parentes, com seus irmãos. 

O sacrifício de Jesus no Calvário é o bastante para te livrar dos fantasmas do seu passado, de ressentimentos, das suas mágoas, dos traumas da sua mente, da depressão que aprisiona, da angústia que parece que não vai embora. 

 O Sangue de Jesus tem poder para curar as tristezas do seu coração. O psicólogo pode entender o meu problema, mas só Jesus pode resolvê-lo. 

O psiquiatra pode ajudar a aliviar a minha depressão, mas só Jesus pode curá-la. O psiquiatra sabe muito bem diagnosticar nossas enfermidades da mente: neurose, psicopatia, esquizofrenia, etc. Mas Jesus, Jesus levou sobre Si todas as nossas enfermidades. 

O castigo que nos traz a Paz estava sobre Ele e pelas Suas pisaduras somos sarados. Se você carrega mágoas, ressentimentos e amarguras eu te convido a chegar aos pés da Cruz de Jesus Cristo. 

Na Cruz você encontra o Sangue do Cordeiro Bendito, Santo e Imaculado de Deus. O sangue de Jesus tem poder para curar o seu coração ferido.