27 dezembro 2006

O mega negócio do evangelho

Josimar Salum

Li em um site evangélico uma reportagem pedindo oração por uma cantora brasileira que está sendo evangelizada por um pastor. 


Chamou-me a atenção o fato de que a referida cantora usa expressões comuns dos crentes para comunicar-se com seu público durante os shows. 

Expressões tais como “a nossa apresentação vai continuar e tudo vai dar certo porque o Sangue de Cristo tem poder” e “Deus vos abençõe ricamente.”

Admiro o trabalho evangelístico que muitos homens e mulheres de Deus fazem no meio artístico. Muitos “destes famosos” têm se convertido genuinamente ao Senhor, e depois de muitos anos têm demonstrado uma vida de testemunho cristão e uma vida pautada pela Palavra de Deus.

Outros tornam-se evangélicos apenas por modismo nesta onda de constantinização moderna. Transferem sua fama suja para a igreja, baseada em sua vida corrupta e perversa, e são disputados em programas evangélicos e em igrejas em busca de audiência e frequência.

O que me chamou a atenção não foi o uso das expressões conhecidamente evangélicas, mas a soma de muitos fatos relacionados a outros artistas e cantores que se dizem cristãos, e como milhares de evangélicos de fato são, porém nominalmente.

Há quem apresente um programa pornográfico de TV e se diga "crente" e é membro de uma “igreja evangélica” inclusive.

Há um conjunto que se apresenta em shows mundanos e programas de TV cantando músicas seculares e são “crentes.”

Há atores e atrizes que se beijam em cenas de novelas, protagonizando triângulos amorosos e fazendo papéis que a Bíblia ordena “nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos” que são “crentes”.

Afinal de contas qual é o problema de trabalharem em novelas, se mais de 70% dos evangélicos as assistem diariamente, as produzidas pelo canal de TV de propriedade de uma igreja evangélica, inclusive? A Bíblia porém declara: “Não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.”

Deixa eu ir direto ao assunto: se a outra artista famosa, recém batizada ainda rebola, dança axé e tudo o mais, ela pode até ser evangélica, mas ainda não nasceu de novo.

Ninguém que ainda vive na prática do pecado nasceu de novo. “Qualquer que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; porque a Sua semente permanece nele, e não pode pecar, porque é nascido de Deus.”

E o que dizer dos pregadores que aceitam somente convites onde suas demandas são aceitas, tais como hotéis de certa categoria, venda estipulada de seus produtos e pagamento de oferta mínima?

O que dizer dos cantores gospel que cobram cachês, alguns deles até continuam tendo a mesma vida devassa de antigamente e apresentam em igrejas e mais igrejas, endossados pela ingenuidade de muitos pastores?

A cantora pode clamar o sangue de Cristo duas mil vezes, que fazendo o que faz no palco e cantando o que canta, suas palavras não passam de jargões evangélicos.

O pregador famoso que prega em todo o Brasil e no exterior, e que há alguns meses atrás cobrou três mil reais para fazer uma cruzada, e quase “depenou” o pobre pastor que não conseguiu levantar o dinheiro para “pagá-lo”, pode até pregar muito bem, mas não passa de um mercenário da fé e um “pentecostal” hipócrita.

E o cantor e a cantora gospel que procedem com tais práticas são “levitas de aluguel”, “paquitos e chacretes evangélicos” que conhecem somente o átrio do templo de Herodes onde os mercadores vendiam seus produtos.

Para milhares a Pregação do Evangelho tornou-se uma profissão e deixou de ser a Pregação do Evangelho da Cruz para tornar-se apenas uma profissão.

A Mensagem da Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo tem sido aviltada pelos neologismos e "inventices" desta geração fraca e pobre de pregadores.

Pregadores de um "evangelho" de conveniências que desconhecem a Cruz e a Santificação sem a qual ninguém verá o Senhor. De um “evangelho” de vendilhões do templo que desconhecem a Graça das Palavras de Jesus: “De Graça recebei, de Graça dai!“

Não venham me dizer de que “é dígno o obreiro de seu sálario” como desculpa para suas cobranças de cachês, contratos publicitários e acordos comerciais! O obreiro é digno de seu sálario, mas não o comerciante do Evangelho nem o mercantilista da fé.

"Deixe o ímpio o seu caminho e se CONVERTA AO SENHOR" é a mensagem do Juiz de toda a Terra. Sem conversão não há salvação. Sem testemunho (frutos) o machado que está posto à raiz da árvore vai trabalhar direitinho.

I JOÃO CAPÍTULO 3 AINDA É A PALAVRA DE DEUS! Aquele que vive na prática do pecado ainda não nasceu de novo nem sequer conheceu a Deus. Ainda pertence ao Diabo! Seja cantor, pastor, pregador, crente e quem quer que seja!

A coisa está muito esquisita! As referências e padrões bíblicos de nossos pais na fé há muito já foram desprezadas.

Estou cansado desta mega empresa e deste mega negócio que virou a igreja evangélica brasileira onde a maioria destas empresas de produção musical, igrejas-empresas, etc abarrotam-se de lucros em nome do Louvor e Adoração a Deus. Onde centenas e milhares de seus pregadores levantam ofertas oferecendo a multiplicação do dinheiro e a prosperidade, o paraíso na terra e as bençãos gratuitas de Deus. Protagonizam a versão moderna da venda das indulgências! Seus líderes são opressores dos pobres pastores que precisam bater todo o mês a cota de dízimos de suas congregações! Enquanto a igreja católica comercializa ídolos dos santos eles comercializam-se a si mesmos, suas imagens farisaicas e seus sermões repetidos.

Esta raça de hipócritas deveria deixar de fantasiar e passar a tratar as coisas de Deus à sério.

Muitos deles casam, descasam, furtam, exploram, vivem uma vida de luxúria em nome da prosperidade "divina" e produzem canções para o mercado evangélico. É isto mesmo: igrejas empresas, profissionais da fé, empresários. Sua linguagem é o lucro e a transação comercial seu sangue. Contratos e ofertas: se não receberem não cantam, não pregam, não fazem o show. Gente morna que o Senhor vai vomitar de Sua boca se não se arrependerem. No Evangelho não cabe empresários do Evangelho nem profissionais. O Evangelho não é negócio, definitivamente!

Ah! Que o Senhor levante pelo menos uns 12 João Batistas para desmascarar esta farsa que é a igreja evangélica brasileira.

Que o Senhor tenha misericórdia destes artistas e atrizes famosos para que venham conhecer o Verdadeiro Evangelho que anuncia a Salvação pela Graça, por meio da Fé em Jesus, através do Arrependimento.

"Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus." Se não nos arrependermos não escaparemos da ira do juízo de Deus.

21 dezembro 2006

O Natal e sua comemoração

O NATAL E SUA COMEMORAÇÃO
Josimar Salum

Chegou a estação do Natal! E a primeira coisa que vem à mente antes mesmo da celebração do nascimento de Jesus é que chegou a época de dar e receber presentes.

As pessoas no mundo ocidental geralmente desconhecem as origens da celebração do Natal associada ao uso e significado das guirlandas, da árvore de Natal, de Papai Noel, enfim de todos os símbolos que acompanham a sua celebração, e da própria data relacionada ao solstício. A data pagã de comemoração do solstício (o primeiro dia do inverno) é próxima ao dia 23 de dezembro. Jesus não nasceu realmente aos 25 dias de dezembro. A Igreja Católica, no Concílio de Nicéia - mais de 400 anos após o nascimento e morte de Jesus, resolveu convencionar o nascimento de Jesus nesta data.

Apenas para citar um dos componentes do Natal moderno “a árvore de Natal tem relação com a Árvore da Vida cabalística e seus Sefirotes (esferas, bolas). As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua, das estrelas, dos anjos cabalísticos, como aparecem na Árvore Cósmica da Vida.

A Árvore de Natal é geralmente encimada por uma estrela de cinco pontas. Trata-se do símbolo mágico e cabalístico do pentagrama, o homem cósmico, o domínio dos cinco elementos. É a expressão máxima da magia. As luzes e os enfeites da Árvore de Natal representam também as almas dos que já partiram e que são lembrados no final do ano, segundo o xamanismo.” O xamanismo é uma filosofia de vida muito antiga, que visa o reencontro do homem com os ensinamentos e fluxo da natureza e com seu próprio mundo interior.

Prefiro, porém, ver a celebração do Natal como uma boa tradição de milhões de famílias e de milhares de igrejas cristãs em várias partes do mundo. Desconhecer a origem das festividades natalinas facilita a celebração do que diremos ser “o verdadeiro significado do Natal.” É que não há mandamento bíblico para sua comemoração. Falar de seu significado não é uma necessidade imposta pelas Escrituras. Pregamos a Jesus, e este Crucificado. Ele morreu, foi sepultado e ressuscitou para nossa salvação. O “menino jesus” é uma figura idólatra. Jesus Cristo Homem é a Revelação de Deus. Hoje Ele está assentado à dextra de Deus Pai nos Céus de onde aguardamos Sua segunda Vinda para resgatar Seu povo e julgar os vivos e os mortos.

O Natal é uma boa tradição para reunir familiares, alimentar os sonhos das crianças e uma oportunidade para contar o nascimento de Jesus – o Salvador dos pecados de Seu povo. Deus que se fez carne para habitar entre nós – para buscar e salvar o que se havia perdido.

Desfrutar das nuances culturais do Natal a despeito de sua comercialização não faz mal nenhum. A beleza das decorações é uma manifestação rica de nossas culturas e agradam muita gente. Acho fanatismo os que rejeitam às festividades natalinas por terem conhecimento de suas origens pagãs. Não há como negar que o Natal é um elemento cultural de nossas sociedades e desprezá-lo é zelo exagerado. Não faz mal trocar presentes. Não faz mal deixar as crianças esperarem por um presentinho no dia do Natal.

Um dia há dois mil anos atrás alguns “pastores estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho. E um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor os cercou de resplendor; pelo que se encheram de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lc. 2:8-11)

Esta mesma história repetida bilhões de vezes continua trazendo grande alegria para todos os povos. Isto é o que importa!

Dez/06)

A ingratidão entre os irmãos.

Josimar Salum

Eu amo Jesus. Muito! Meu coração é cheio de gratidão pelo Seu favor em minha vida e na vida de minha família. Não tenho como expressar em palavras Seu cuidado para comigo.

Seu perdão encheu meu ser de alegria. Este tem sido sempre o recurso para a minha Paz. 

Posso confessar minhas fraquezas e pecados, porque Ele é fiel e justo para me perdoar e me purificar de toda a iniquidade. Nenhuma condenação. Nenhuma acusação. Seu Sangue continua me purificando com o mesmo Poder. Que Graça maravilhosa! Que recurso inefável!

As aflições na vida não me deixam órfão nem me isolam. Em nenhum momento fui abandonado ou deixado sem resposta. Jesus sempre está presente para ouvir, aconselhar e guiar. Não conheço a solidão. Jesus está sempre comigo. Suas promessas são verdadeiras e palpáveis. Ele me corrige. Ele me consola. Em todo tempo. A qualquer hora. Em qualquer lugar. Em todas as circunstâncias.

Por isto tenho sempre um hino de gratidão em meus lábios. Meu coração sempre pulsa de ações de graças. A bondade dEle encheu minha boca de louvor e meus lábios de um sorriso de contentamento. Com Jesus minha alma vai muito bem!

Tenho somente uma tristeza. Minha tristeza é com alguns de meus irmãos. Não é uma tristeza constante nem contínua. São arroubos momentâneos que vêm e passam ligeiramente. É que alguns de meus irmãos demonstraram e ainda demonstram uma ingratidão muito grande para comigo.

Não me considero um homem bom, por certo que não. Nem tão pouco sou perfeito, certamente não sou. Eu também erro. E muito. Muitas vezes. Tenho limitações, muitas. Entretanto, gosto de fazer sempre o bem. Estar pronto para servir e doar e socorrer e atender e ajudar quase que ininterruptamente.

Porém são os intervalos que trazem revolta às pessoas, porque nem sempre podemos atender a todos em todo o momento. Muitas pessoas são insaciáveis. Todo o bem do passado é esquecido quando não posso atender alguma expectativa. É a ingratidão: a única coisa que me fere nesta vida.

Contudo, ouço a voz do meu Senhor soando em meus ouvidos: “Não canse de fazer o bem.” Porque fazer o bem cansa. Sofrer ingratidão também cansa a alma. Se já feriu o coração mais manso e tenro, imagine o meu. É, fere, e muito o meu coração. Já sorvi sua dor muitas e muitas vezes. E vivo presentindo que irei sofrê-la novamente há qualquer momento. Não serei surpreendido, é vero, mas minha dor não será menor por ter esperado conscientemente este momento.

Servir ao Senhor com alegria é um estilo de vida promotor de saúde e satisfação. Por outro lado, a ingratidão de um irmão provoca uma dor impiedosa. E é preciso vigiar para não auto-apiedar-se, pois não sou, repito, o mais bondoso dentre os homens. Definitivamente não.

Apenas o privilégio de ser um canal da bondade do Senhor já é uma coisa tremenda. É que Deus, o Filho anda ainda na Terra por caminhos preparados pelos homens. É Graça ser caminho para Deus.

Nem sempre faço o bem. Uma má resposta que dou. Uma irritação que extravasa. Uma indignação que sai. Coisas comuns a todos os homens. Um irmão me disse: “É por isto que as pessoas acabam se afastando.” É verdade! Os ingratos sempre se afastam. Não conhecem a tolerância nem o perdão.

Justificam as traições, os abandonos, as más conversações, as alianças quebradas, o afastamento e as injúrias com este “direito” de ser ingrato. E todos os favores são esquecidos, um a um. As horas dedicadas, as renúncias pessoais, o deixar de atender a esposa e o filho para atender o amigo, atender altas horas da noite, perder sono, arcar com as despesas, os vários sacrifícios, o prazer da companhia, as lágrimas vertidas juntos, as vitórias e os resultados, todo o bem de muitas vezes: desconsiderados, ignorados, esquecidos. A ingratidão provoca nas pessoas amnesia crônica.

E a obrigação de não poder errar nunca? Não falhar nunca, ser sempre agradável, atender sempre? De fato ser desumano. Gente, quem é humano sempre falha! Sempre erra! Pelo menos 7 vezes. Nem que seja uma vez!

Por que os irmãos se afastam e se vão justificados? Por que aqueles que mais ajudamos são os que além da ingratidão se enredam na traição trazendo prejuízo e dor? A ferida com que somos feridos é mais dolorosa e cruel quando é provocada na casa de nossos amigos.

Eu amo Jesus. Muito! Meu coração é cheio de gratidão pelo Seu Amor e favor. Não tenho como expressar Seu constante cuidado para comigo. Seu perdão tem enchido meu ser de alegria. Tenho Paz! Jesus me dá a Paz! Sua Graça é maravilhosa! Mesmo esta Graça especial de sofrer a mesma ingratidão e traição que Ele conheceu tão bem e tão de perto! Contudo, Ele não ficou sozinho. E assim Ele também não me deixa só! Nunca! Nem mesmo quando expresso os sentimentos mais tristes de minha humanidade!

É que com Ele, sem medo, posso pensar como penso, falar o que quero, ser o que sou!

Nov/06