29 novembro 2007

AVIVAMENTO PESSOAL



“Não tornarás a vivificar-nos para que o Teu povo se alegre em Ti” (Salmos 85:6)


Precisamos de Avivamento

Precisamos de avivamento gerado pela Palavra, porque os necessitados nos batem à porta e pedem pão, "Pão dos Céus".

Precisamos de avivamento porque há muitos trabalhadores do Reino que querem fazer a obra, mas carecem de recursos dos céus.

Precisamos de avivamento, porque há muitos acomodados e confortáveis no porão do navio "da Igreja" que precisam de despertamento espiritual e de conversão à obediência da Palavra.

A maioria dos últimos "avivamentos localizados", especialmente os das últimas duas décadas estão cheios de curas e milagres, emoções exuberantes e manifestações espirituais - algumas até exóticas, porque de fato são manifestações mais da alma humana do que propriamente do Espírito! Mas nenhum deles não produziu transformação social, nem mesmo nas comunidades onde se manifestaram.

Carecemos de avivamento que gere santidade nos crentes ao ponto de transformá-los em melhores esposos e esposas, melhores filhos, melhores amigos, gente que saiba se relacionar com amor e paz e que saibam viver em comunhão e unidade, sem dissenções ou divisões.

Carecemos de avivamento que leve os crentes a viverem a vida na terra com testemunho e honestidade.


Carecemos de avivamento gerado pela Palavra da Cruz que gera a manifestação da Graça de Deus "trazendo salvação a todos os homens, ensinando-lhes que, renunciando a impiedade e os desejos mundanos, vivam neste presente século sóbria e justa e piamente". (Tito 1:11-12)

Carecemos de avivamento de Pão que mantém o Fogo do Espírito, o Fogo que consome todo o pecado, injustiça e iniquidade. Se é somente "fogo", sem Palavra, não é o Fogo do Espírito, mas fogo estranho que geralmente se manifesta em profecias falsas que prometem sucesso e prosperidade para quem vive no pecado e é amigo do mundo nos seus feitos e diversões.

Porque o Espírito manda dizer "aos justos que bem lhes irá, porque comerão das suas obras. Ai do ímpio (o que pratica o pecado)! Mal lhe irá, porque a recompensa das suas mãos se lhe dará" (Is 3:10-11). "O que medita na Lei do Senhor de dia e noite... tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios, mas são como a moinha que o vento espalha (quanta gente boa, mas gente ímpia espalhada!). Pelo que os ímpios não SUBSISTIRÃO NA CONGREGAÇÃO DOS JUSTOS. Porque o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá" (Sl 1:1-6).

Por tudo isto, não deveríamos estranhar quando "escândalos" estouram em nosso meio, no meio dos santos e justos do Senhor! É que o íniquo não pode subsistir na congregação dos justos! "Porque até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós"(I Co 11:19).


Carecemos de avivamento da Palavra Viva do Deus vivo que leva aos crentes a não se escandalizarem quando "proeminentes e carismáticos pregadores e cantores" caem em pecado e se "desviam" trazendo vergonha e afronta para seus "ministérios" Por isto é que carecemos mesmo de um avivamento de sede e fome da Palavra que gera maturidade e discerninento espirituais, porque a Palavra ensina que se conhece a árvore pelo seu fruto. Em outras palavras, não se conhece o pregador pela sua pregação nem o cantor pelas músicas que canta, mas pelo seu testemunho que somente conhece quem convive com eles. O profeta é aprovado não pelo seu dom, mas pelo seu caráter. E a nós cabe prová-los, porque não se pode acreditar na mensagem e na pregação de falsos profetas.


“Oh! Se fendesses os céus e decesses!”

“Oh! Se fendesses os céus e decesses!” - clamou ardentemente o profeta muitas vezes, e Deus, consigo mesmo, resolveu responder.

Deus abriu uma pequena fenda nos céus e enviou um anjo até um sacerdote ocupado com os assuntos de Deus chamado Zacarias, para anunciar que sua esposa estéril (de ventre selado como os céus de Israel) daria a luz a um profeta, João, que anunciaria a resposta à oração centenária de outro.

Deus abriu outra pequena fenda, e enviou o mesmo anjo para visitar uma mocinha da roça, chamada Maria, para anunciar que ela daria a luz à resposta da oração centenária do profeta Isaías.

“Oh! Se fendesses os céus e decesses!” continuava ressonando nas moradas altíssimas de Deus até que Ele deu um passo, pequenino, e desceu. Ao descer, os céus fenderam-se e abriram-se. Somente alguns poucos pastores sem importância assistiram aos céus abertos. E o restantes dos homens não viram quando os montes se escoaram diante da Sua face. Os adversários pasmaram ante a notoriedade de Seu Nome. Mesmo sem perceberem, as nações tremeram diante da Sua presença. Sim, os céus se fenderam e Jesus desceu. Deus se fez carne e habitou entre nós.

Avivamento é a chegada de Jesus

Avivamento é a chegada de Jesus. Quando Jesus chega coisas terríveis acontecem. O povo recorda-se dos grandes feitos dEle no passado e a memória recente dos famosos se dissipa e desaparece. O povo pára de tropeçar, pecar e experimenta descanso do Espírito do Senhor. O zelo pelo Senhor e pelo Seu Reino torna-se sua plena ocupação.

A bondade e a compaixão inundam de vida os corações das pessoas enquanto relacionamentos se enchem de fervor e de consideração mútua. Barreiras caem, reconciliações abundam e como ninguém é importante – só Jesus – todos se abraçam e vivem em sintonia. Os nomes perdem o sentido, as estrelas caem, e se alguém é mencionado, só por respeito e carinho, mas nunca para evidência. Notório, somente o Nome de Jesus.



O povo, com alegria, passa a praticar a justiça; e em tudo o que faz lembra-se do Senhor em todos os seus caminhos. O que chama de secular se torna sagrado e o que era sagrado continua sendo sagrado em qualquer lugar.

Jesus com Sua chegada - Palavra e Poder - sacudiu a religião dos homens. Como Jesus alvoroçou as reuniões sabáticas das sinagogas! Em sua própria cidade ofendeu a maioria dos que O conheciam desde criança. Com a mesma intensidade Sua chegada queimará a lenha de nossos cultos e ofertas religiosas, porque nossas reuniões são previsíveis, programáticas e bitoladas pelos limites de nossos planos e agenda.



Jesus viveu como um Leão. Só se tornou Cordeiro à caminho do Calvário. Era feroz contra a hipocrisia dos pastores e padres de sua época. Sim, Ele nos encherá de furor e ódio contra o pecado, a hipocrisia, a injustiça e a miséria.

A chegada de Jesus muda estruturas, transforma modelos, traz de novo o sobrenatural. O Temor do Senhor e a expectativa ardente pelo próximo mover encherão o coração do que é maravilhoso.

Jesus com Sua presença poderosa e pertubadora destruirá nosso conforto - “modus vivendi” e nos encherá de zelo exagerado pela Sua causa em alcançar os perdidos.

Jesus é o Avivamento

Jesus é o Avivamento que produzirá crentes de palavras mansas e incapazes de ofender ao irmão e ao próximo. Avivamento que produzirá reconciliação pelo perdão. Avivamento que nos levará a atitudes cheias de Amor. Avivamento que nos fará arder de compaixão pelos perdidos. Avivamento de crentes quebrantados e de crentes que oram de verdade. Avivamento que prozuzirá o Caráter de Deus estampado na vida de cada irmão.

A santificação será naturalmente cultivada sem a necessidade de incentivo externo. Avivamento que produzirá uma nova linguagem para os crentes, pureza nas palavras, pureza de pensamentos e nas atitudes.

Avivamento que centraliza a Cruz de nosso Senhor Jesus, o Seu sangue, fonte de perdão, purificação e libertação. Sangue precioso que livra da culpa, da condenação, das mágoas, dos ressentimentos, de pecado e da morte.

Avivamento da alegria sobrenatural do Espírito Santo. Alegria superabundante. Sim, um Avivamento de Alegria, de júbilo, de louvor a Jesus. Avivamento de Unção, Vinho Novo, de um Batismo de Alegria que fará as pessoas agirem como se estivessem embriagadas. Não vos embriagueis com vinho, mas enchei-vos do Espírito. (Ef. 5:18)

Avivamento que levar-nos-á a compaixão pelos irmãos e irmãs. Avivamento de Unidade e União dos crentes. Jesus Cristo revelado e manifestado na vida de cada um. Sua Glória enchendo a Igreja dando-nos a sensação de Sua majestade santa. Que nos fará comtemplativos de Sua soberania.

Ficaremos maravilhados com Sua grandeza, Seu domínio, Seu poder, Sua honra, Seu louvor, Sua presença sem medidas expresso na vida de cada um.

(*)Uma composição com alguns textos de artigos diferentes e escritos em diferentes épocas

22 novembro 2007

“A gratidão é a memória do coração”

Pensando bem, as pessoas geralmente não são gratas e nem são incentivadas à gratidão. É que o consciente coletivo de nossas sociedades está impregnado de ingratidão.

O volume de notícias de crimes, corrupção e desastres a que as pessoas estão diariamente expostas têm fomentado um endurecimento de seus sentimentos. Os gestos de ternura que aos milhares nos circundam passam desapercebidos quando nossas atenções estão voltadas somente para as manchetes de violência, destruição e ódio. É realmente fato que as notícias ruins se espalham velozmente. Notícias boas não repercutem com a mesma intensidade. E somos muito inclinados a responder negativamente e não positivamente aos fatos com a mesma frequência que retransmitimos notícias ruins com presteza.

Assim sendo, tornou-se mais fácil enfatizar o negativo e encontrar defeitos que reconhecer benefícios recebidos ou as qualidades das pessoas. Os defeitos que são comuns a todos nós são enfatizados porque é natural que os projetemos nos outros - identificamos nos outros o que nos é peculiar.



Ultimamente tenho sido alertado para uma lição de vida muito importante que é primeiro exercitar a misericórdia antes de emitir alguma condenação. Afinal de contas condenar é candidatar-se à condenação.

Outra tendência muito comum é a facilidade em desaprovar e censurar os outros. Nosso padrão de julgamento é excessivamente alto, especialmente para com aqueles que estão bem próximos de nós. Como não conseguimos viver um padrão de perfeição, exageradamente exigimos este padrão nos outros. Em outras palavras, como estamos todos sempre àquem do que é perfeito, compensamos nossos fracassos exigindo que os outros cumpram um padrão de perfeição que nem mesmo nós seguimos.

Assim o conselho “examinai tudo e retende o que é bom” não é praticado mesmo. Examinamos realmente tudo, mas retemos o que é ruim. Seja o ruim de uma pregação que assistimos ou de um texto que lemos de tal modo que condenamos o pregador ou o escritor pelas pouquíssimas coisas erradas que disse ou escreveu. Deveríamos reter o que é bom, mas insistimos em criticar e censurar pelo pouco ruim. Coamos um mosquito e engolimos um camelo.

Uma das mais importantes virtudes de um homem nobre é a gratidão, porque "a ingratidão é sempre uma forma de fraqueza. Nunca vi homens hábeis serem ingratos". (Goethe)

Mais que expressar atos de gratidão homens nobres os vivem como estilo de vida. Aprenderam desde cedo a valorizar e apreciar todas as coisas. Seja o cantar de um pássaro ou a chuva copiosa que cae sobre a terra sobre justos e injustos. Seja um gesto gracioso de uma criança ou a impaciência de um idoso.



Todas as coisas a seu tempo têm seu propósito. O homem de coração grato encontra motivo para louvar em toda a situação. Mesmo não sendo possível agradecer por tudo, porque existem realmente acontecimentos e coisas na vida que são impossíveis de serem apreciados, é a vontade de Deus para cada um de nós que demos graças em tudo, ou seja, em toda e qualquer situação.

Gratidão é a capacidade de reconhecer o que as pessoas fizeram de bem mesmo que em algum momento tenham feito algum mal. Portanto, definitivamente não é uma capacidade do raciocínio, mas do coração. Sim, "a gratidão é a memória do coração". (Antístenes)

Uma das tradições mais belas da cultura americana é a comemoração do Dia de Ações de Graças, feriado instituído para celebrar a colheitas do outono com comidas, festa e louvor a Deus. Foi assim observado pela primeira vez em 4 de dezembro de 1619, o dia em que um grupo de 38 ingleses colonizadores chegaram em Berkeley Hundred em Virgínia. Os “Pilgrims” de Plymouth da colônia de Massahusetts observaram-no em meio à primeira colheita em 1621.

Porém foi o Presidente Abraham Lincoln quem finalmente perpetuou este feriado no calendário oficial dos Estados Unidos, como “um dia de Ações de Graças e Louvor ao nosso beneficente Pai que habita nos céus.” Ele recomendou em seu decreto “que enquanto oferecessem a Ele as atribuíções que Lhe são devidas por tão singulares livramentos e bençãos, deveriam também, com humilde penitência pela nossa perversão nacional e desobediência, confiar em Seu terno cuidado para com todos...” (3/10/1863)

Por que não seríamos gratos a Deus? Aquele que não poupou Seu próprio Filho por amor de nós, como não nos dará com Ele todas as coisas? Verdadeiramente tem nos dado o que nunca merecemos, o que nos faz encher nosso coração de gratidão, não somente a Ele, mas para com todos aqueles que têm sido instrumentos de Sua bondade para conosco.