13 julho 2009

Contentamento & Transformação


Contentamento & Transformação
Por Robert MacDonald & Josimar Salum (*)

Paulo diz: “ De fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento.” (I Timoteo 6:6)

Paulo diz: “ Não digo isto por causa de necessidade, pois já aprendi a contentar-me em toda e qualquer situação.” (Filipenses 4:11)

É algo maravilhoso estar contente no Senhor. Mas, será que é mesmo?

Você sabia que existem muitos cristãos que consideram negativa a palavra contentamento?

Você sabe, palavras geram quadros, figuras! Às vezes negativas, às vezes positivas.

Isto acontece mais ou menos assim:

“Se você está contente é porque perdeu sua visão, direção e propósito na vida.”

“Se você está contente é porque está acomodado e não está indo a lugar algum.”

“Se você está contente sua “igreja” nunca crescerá, as pessoas não serão salvas e não serão trazidas para Reino de Deus.”

O conceito de contentamento tem desenvolvido uma conotação muito negativa na igreja hoje.

Parece ir até contra a Grande Comissão: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.”

Mas contentamento não está ligado à complacência, alienação ou inércia.

Contentamento é uma fonte de fortalecimento, o único caminho para superar a frustração e desenvolver um ambiente positivo onde quer que você viva ou trabalhe. É, de fato, uma fonte de felicidade na vida!

Permita-nos compartilhar alguns pensamentos e perspectivas que podem fortalecê-lo e impactar sua vida e ministério para a Glória de Deus.

Primeiro e mais importante, precisamos estar contentes com “QUEM” nós somos em Cristo Jesus. Isto tem muitas dimensões.

Nossa identidade é quem nós somos por causa da experiência do Novo Nascimento. “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a Ele.” (I John 3:1)

Nosso comportamento reflete nosso crescimento em Santificação. “Como filhos obedientes, não vos conformeis aos “desejos” que antes tínheis na vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: Sereis santos, porque Eu sou santo. (I Peter 1:14-16”

Seria ótimo se nossa identidade e comportamento fossem idênticos: nosso comportamento refletindo exatamente o que somos! Mas precisamos entender que estamos numa jornada de crescimento em Cristo Jesus:

“Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (II Coríntios 3:18)

“Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas vou prosseguindo, para ver se poderei alcançar aquilo para o que fui também alcançado por Cristo Jesus.” (Filipenses 3:12)

Um dos maiores erros que cometemos é tentar equiparar nossa identidade com nosso comportamento.

Nosso comportamento está em um fluxo constante, às vezes progredindo e às vezes regredindo.

Contudo, a realidade espiritual é que apesar de todo este fluxo constante, nós estamos sendo transformados na mesma imagem perfeita de nosso Senhor e Salvador por causa de Quem nós somos. “E isso é o que somos! Nós seremos como Ele.”

Nossa identidade está estabelecida no céu, é imutável. É por causa de nosso Senhor e Salvador que morreu, que derramou Seu sangue, ressuscitou e subiu aos céus e está sentado à direita de Seu Pai intercedendo por você e por mim.

Paulo escreveu aos cristãos em Coríntios, e chamou-os de santos. Você sabia que, aos olhos de Deus, você é santo? Sim, parece incrível, mas você é santo!

Há diferença entre ser santo e estar vivendo uma vida santa. Uma tem a ver com a nossa identidade (que vem da salvação) e a outra tem a ver com o nosso comportamento (que está sendo mudado com a nossa constante purificação)

Muito frequentemente nós passamos a maior parte do tempo observando o nosso comportamento e não o tempo suficiente para observar a nossa identidade. Esta não é uma questão pequena da verdade para apreender.

Somos a obra-prima de Deus. Ele criou-nos de novo em Cristo Jesus para que possamos realizar todas as boas obras que Deus planejou para nós!

“Porque somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas.” (Efésios 2:10)

Somos pedaços de barro nas mãos do nosso Pai soberano. Que fato maravilhoso! Ele é Oleiro e nós somos o barro. A cada respiração, a cada passo que damos, a cada decisão que tomamos estamos trazendo Glória a Deus por causa de quem somos e não por causa do que fazemos. Nem mesmo por causa dos dons que temos. É porque somos filhos de Deus e não porque somos apóstolos, ou profetas, ou evangelistas, ou pastores e/ou mestres.

Quando estamos frustrados e não sabemos o que fazer ou que direção seguir, devemos lembrar que estamos nas mãos de Deus e que somos mesmo Sua criação.

Quando nos sentimos ineptos, desencorajados, ou deprimidos, até mesmo achando que Deus falhou conosco, lembremos que “somos completos Nele.” “Tendes a vossa plenitude NEle, que é a cabeça de todo principado e potestade.” (Colossenses 2:10) Ter a plenitude significa exatamente que NEle somos completos. Não há nenhuma falta em nós por causa DEle.

Por favor, pense a respeito destas verdades mesmo que sua carne e sua mente natural lhe digam de forma diferente. Você é santo (puro, justificado e sem culpa). Não é que vai ser um dia, mas você é!

Nós somos sua criação! Vinte quatro horas por dia, sete dias por semana, quatro semanas por mês e doze meses por ano. Sempre!

Em suas provações e desafios, em suas alegrias e tristezas Ele o tem em Suas mãos e Ele o está moldando todos os dias.

Quando você se sente inadequado, incompleto, e talvez como líder de igreja fique desencorajado em ver “outras igrejas crescendo” quando a sua permanece parada, não tema, você é completo NEle e Deus opera em sua vida.

Não é o tamanho de seu ministério ou a obra que você faz por Ele que deixarão o Pai feliz. Ele já está feliz contigo por causa de “Quem” você é!

Diremos mais uma vez: nós somos Seus filhos, nós somos santos, somos Sua obra prima e somos completos NEle.

Estas verdades expressam com precisão nossa identidade!

Estejamos contentes no “que” somos, com “quem” somos. Regozijemo-nos e sejamos gratos até mesmo em meio a provações, até mesmo quando em nossa própria avaliação as coisas não estão indo bem.

Por causa de quem somos nosso comportamento se alinhará com a nossa identidade.

Ao entendermos estas verdades e contentarmo-nos com todas as implicações do que isto significa, nossas vidas serão cheias da Alegria do Senhor, seremos muito mais realizados no exercício de nossos ministérios e nossas famílias serão mais abençoadas.


Artigo originalmente escrito e publicado em Inglês

Traduzido para o português por Edivan Salum Cardoso

(*) Robert MacDonald é um “pastor de pastores”. É fundador e diretor do “Trinity Ministries” (Ministérios Trindade), voltado para pastores e suas famílias. É especialista em Prevenção e Intervenção em Crises. Contatos pelo telephone 1-617-471-7360 (USA) ou email pastorbob5@abbanet.org

(*) Josimar Salum Gouvêa é Diretor Executivo dos Ministérios Grande Avivamento (Greater Revival Ministries) – Avançando o Reino, Transformando a Sociedade e atualmente Diretor Executivo do BMNET – Brazilian Ministers Network (Manifestando Unidade através de Relacionamentos). É também um dos diretores da CCN-Cornerstone Chuch Netwrok (www.ccnetonline.org). Treina e equipa crentes para se tornarem líderes em todas as esferas da sociedade.



“TRANSFORMANDO” é um periódico enviado pelo Ministério GREATER REVIVAL MINISTRIES - Advancing God’s Kingdom. Transforming Society

VISÃO
O avanço e o domínio do Reino de Deus em toda a Terra até que os reinos deste mundo se tornem o Reino de Deus e de Seu Cristo.

PROPÓSITO
Desenvolver, implantar e implementar processos bíblicos de avivamento, mensurável pela presença palpável do Reino de Deus na transformação da família, do mercado de trabalho, das artes e entretenimento, da educação, do Governo, da religião e da mídia.

MISSÃO
Proclamar a mensagem do Evangelho do Reino de Jesus Cristo; fazer, equipar, ensinar e treinar discípulos e santos para a obra do Ministério no Mercado de Trabalho e levantar uma nova geração de jovens cristãos pensadores, empreendedores e revolucionários que assumam papéis de influência em toda a sociedade.

Wassalam Issá Akbar

Josimar Salum

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07 julho 2009

Precisamos orar e evangelizar! Parece simples, mas não é!

Precisamos orar e evangelizar! Parece simples, mas não é!

Josimar Salum


Meu querido amigo Bill Nicoson, Diretor Executivo da “CCN - Cornerstone Church Network” (Rede de Igrejas Cornerstone) - enviou-me o resultado de uma pesquisa feitacom pastores nos Estados Unidos:

“Pastores priorizaram “evangelismo” quando foram perguntados para listarem em ordem de importância cinco ministérios.

24% identificaram evangelismo como número 1.

Em seguida, Escola Dominical, Estudo Bíblico e pequenos grupos (17%); Adoração e Cultos de Adoração específicos (13%); Pregação, Proclamação e Ensino (10%); Crianças e Jovens (9%); Discipulado, Crescimento espiritual, Mentorização e Aconselhamento (7%) e Oração, Ministério de Oração e Grupos de oração (5%).”

“Quando uma lista dos cinco ministérios mais frequentemente mencionados foi compilada, o ítem crianças e jovens subiu para o topo e foi identificado como um dos cinco mais importantes, à cifra de 85%.”

Os outros quatro ministérios mais mencionados foram Evangelismo e Missões (68%); Escola Dominical, Estudo Bíblico e pequenos grupos (53%); Discipulado, Crescimento espiritual, Mentorização e Aconselhamento (37%); Adoração e Cultos específicos de Adoração perfizeram 33%. (Lifeway Research, LifeWay Communications 4/7/09)”

Estas estatísticas trouxeram muita inquietude ao meu coração. Apenas 24% identificaram Evangelismo como prioridade número 1 e quando os pastores foram perguntados para expontaneamente listarem os ministérios mais importantes apenas 5% consideraram a oração como prioridade.

Embora o Evangelismo tenha correspondido aos 68% em importância como ministério para os pastores entrevistados, quando apresentou-se uma lista pronta dos ministérios mais mencionados, a Oração nem sequer foi citada.

Não sei se foi a forma pela qual a pesquisa foi feita, fazendo com que os pastores priorizassem alguns ministérios em detrimento de outras atividades, da forma que está, isto significa que, como pastores, podemos fazer todo o trabalho dependendo de nós mesmos e realmente quase nada dependendo de Deus. Para mim é uma constatação alarmante!

Oração foi a primeira prioridade no minstério de Jesus. Ele gastou muitas noites orando e tendo comunhão com o Seu Pai, dependendo DEle quanto às obras que fez.

De uma coisa estou tristemente certo: Somos uma igreja perdida em um mundo perdido!

Não temos perdido o sentido de nossa missão, de fato, nós não temos Missão. Somos tão perdidos quanto o mundo! Não oramos! Deus, socorra-nos! Nem mesmo sabemos como orar!

Somos profissionais, ativistas religiosos, obreiros programados para cumprir tarefas e não ministros. Ministros ministram ao Senhor e não aos homens; eles oram, intercedem, falam mais a Deus do que aos homens.

Ainda que recebamos milhões de dólares por ano para fazermos o nosso trabalho religiosamente, muitas poucas pessoas estão realmente sendo salvas através de nossas pregações. Pode ser que nem mesmo nós o sejamos. E vou lhes dizer por quê. Nós não oramos! Não buscamos o Reino de Deus em primeiro lugar e a Sua Justiça. Não produzimos frutos.

Jesus disse: “Permaneçam em Mim e Eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode produzir fruto de si mesmo; ele deve permanecer na videira. Não podereis produzir fruto, a não ser que estejais em Mim. Eu sou a Videira; vós sois os ramos. Se um ramo permanece em Mim e Eu nele, este produzirá muito fruto, pois, sem Mim, nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em Mim, será como um ramo que é jogado fora e se secará; tais ramos são colhidos, atirados ao fogo e queimados. Se permanecerdes em Mim e as Minhas Palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e vos será feito. Isto é para a Glória do Meu Pai, que produzais fruto, mostrando vós mesmos que sois Meus discípulos.” (João 15:4-8)

Apenas os verdadeiros discípulos de Jesus podem fazer discípulos. Ser um discípulo de Jesus significa que fazemos exatamente o que Ele nos mandou fazer. Nós fazemos tudo da forma exatamente como fez.

Ser um discípulo de Jesus significa que dependemos exclusivamente do poder do Espírito Santo, sabedoria e direção, como Ele fez.

E para nos tornarmos verdadeiros discípulos hoje, temos que ser honestos o bastante para medir o que estamos fazendo de acordo com os ensinos de Jesus – não de acordo com nossas tradições, nem com o modo que aprendemos - e renunciar a tudo o que descobrirmos que não é DEle.

Pode ser que venhamos a descobrir que o nosso nome na “lista de pagamento da igreja” não seja a Sua Vontade para nós. Pode ser que nosso “pastorado” esteja agindo como nosso confinamento espiritual, do qual devemos renunciar imediatamente.

Precisamos ser livres de todo o amor pelo dinheiro, de fazer as coisas por dinheiro. O que quero dizer é que o ministério não pode ser nosso emprego (nossa fonte de lucro e sustento), porque se assim fosse não seríamos servos (ministros) de Cristo, se tivéssemos que agradar os homens para nos manter em nossa posição. Milhares de pastores ordenados não fazem o que deveriam fazer ou mesmo pregar o que deveriam pregar por causa do medo de perderem seus empregos.

Fui convidado por uma denominação há muitos anos atrás nos Estados Unidos, para o que eles chamavam “Descobrindo a Família”. Eles nos trouxeram a um local muito agradável, como um hotel de 4 estrelas, localizado em um grande terreno maravilhoso, com paisagens lindas e comidas e guloseimas deliciosas sendo servidas em grande quantidade praticamente 4 vezes ao dia. Por três dias fomos orientados em todas as coisas boas da denominação, os departamentos, os programas, as opções de assistência pastoral, planos de aposentadoria, acesso a todos os livros e a todo tipo de educação para tudo que pudéssemos imaginar. Ouvimos sobre quão ricos e poderosos nos havíamos tornado após centenas de anos, e que história de realizações tinhamos tal qual nenhuma outra denominação!

No primeiro dia prometeram-nos que ao final daqueles dias iríamos ter experimentado diferentes estilos de cultos de adoração ”desde o indígena até o contemporâneo”. Descobrimos que “nossa denominação era um lar” para todos os tipos de pessoas, todas as raças, cores, sexos e orientação sexual.

Uma denominação toda inclusiva, para os conservadores e para os liberais, uma miscelânea teológica permeada com a oferta de recursos sem limite e pessoas para assistí-lo ao estalar de seus dedos.

E como eles nos diziam constantemente, merecíamos todo o lazer e entretenimento que pudéssemos ter. Brinquei com dois outros amigos que estávamos mesmo era sendo submetidos a uma lavagem cerebral. E tudo pago por eles!

Antes do fim dos 3 dias, após ouvirmos toda aquela parafernália que a denominação tinha a oferecer, eu estava convencido que não necessitava de Deus para exercer meu ministério na América.

Considera-se hoje extremamente radical alguém que diz estas coisas, mas a verdade é que gente perdida não pode ajudar gente perdida, tal como Jesus certa vez perguntou: “Pode um cego ajudar a outro cego?”

Acho uma experiência humilde lidar e servir pastores, a maioria brasileiros, dia após dia. Não somos diferentes de ninguém. Não estamos realizando nada, quando se trata de alcançar os perdidos. Podemos achar conforto ao dizer que Deus não quer alcançá-los porque são ímpios mesmo, mas isto é apenas produto de nossa ignorância do Amor de Deus.

Bill Nicoson também compartilhou comigo alguns destes pensamentos:

“Penso que a igreja e os pastores estão pensando assim: Falamos sobre missões e evangelismo. Mas a nossa estrutura está nos fazendo realizar outras coisas.

As estruturas da maioria das igrejas são as contadoras da verdade nua e crua. Em outras palavras, não sou contra eventos, ministérios com crianças, grupos pequenos, etc, se todos são estruturados ou designados para fazer apenas uma coisa: GANHAR OS PERDIDOS.

Mas a maioria deles não foram estruturados desta forma. Eles estão focados para dentro de si mesmos. Cada ministério que uma igreja cumpre necessita receber uma avaliação de 360 graus.

Perguntar questões como: Este evento cumpriu o que queríamos? Quantas pessoas vieram a Cristo? Qual o retorno do investimento em reais? Será que poderíamos gastar melhor o nosso dinheiro para algo melhor que pudesse trazer mais pessoas a Cristo? Será que valeu a energia, o tempo e os reais que gastamos? Ou será que foi justamente porque NOSSAS crianças puderam vir? Não estamos fazendo as perguntas certas, porque estamos muito olhando para o nosso próprio umbigo”.

E não oramos! Não clamamos por almas! Nem mesmo ficamos aflitos pelas nossas famílias e parentes que não são salvos! A razão é que não temos a compaixão a que Jesus se referiu, que deveríamos ter para com as multidões perdidas, ovelhas sem pastor.

Não alcançamos os perdidos, porque estamos enredados pelo nosso Cristianismo de araque, ocupados pelos nossos programas cristãos, gastando horas em preparar nossos sermões mortos, ou copiá-los de nossas pesquisas na Internete, entretendo os membros de nossas congregações e planejando nossos próximos eventos só para manter o navio flutuando.

Quando não estamos fazendo estas coisas mantemos-nos em stress contínuo, ocupados com membros, resolvendo seus conflitos intermináveis, pessoas que brigam entre si, porque não têm mais nada a fazer.

Não ganhamos almas; não as alcançamos, simplesmente porque milhões de almas jamais vão atender aos nosso cultos vazios de igrejas mortas.

As almas estão lá, nos bares de nossas cidades, nas escolas dos nossos sistemas educacionais falidos, nas prisões entupidas de criminosos que produzimos com o nosso silêncio. Elas estão nos campos de futebol ou praticando outro esporte, jogando ou assistindo-os, jogos que nós mesmos estamos loucos para assistir também mais do que qualquer coisa, menos orar. Sejamos honestos, falamos mais do último jogo de futebol, do que das vidas que perecem. É fanatismo falar deste modo e falar excessivamente do timão é divertimento. Quanta miséria espiritual!

Construímos nossos ministérios em torno de nossos prédios. Chamamos estes prédios de “nossas igrejas”, igrejas muito bem organizadas, buracos consumidores de dinheiro, fábricas de contas e faturas para serem pagas, vitrines de produtos de alto custo, tradições, estilos de igrejas, agendas, encontros de equipe, atividades confortáveis, almoços e jantares gostosos, manutenção dos prédios, e por aí vai. E achamos tempo e dinheiro para tudo isso, menos para oração (que não requer absolutamente nenhum dinheiro) e menos para alcançar os perdidos, que deveria ser a prioridade de nossos orçamentos.

Aliás, deveríamos cortar verbas de qualquer atividade que não gere discípulos para o Reino. Mas o conforto dos que estão dentro é mais importante do que a salvação dos perdidos.

Estamos perdidos. Por favor, creiam-me, estamos perdidos!

Os bancos e cadeiras de nossas “igrejas” estão mantendo a cada domingo milhares e milhares de pessoas muito interessantes, mas apenas religiosas. Gente que nunca se encontrou com Jesus pessoalmente, não nasceu de novo e nunca alcançou uma simples vida para o Reino. Realmente, a maioria delas nunca mais ouviram uma forte mensagem bíblica acerca da natureza pecaminosa da humanidade, o que seria politicamente incorreto. Pessoas há que necessitam ouvir a mensagem da cruz e que, quando seus pastores pregarem-na, pode ser que se torne o último sermão deles, pois provavelmente serão demitidos pela Diretoria da “igreja”.

Precisamos nascer de novo, o que significa parar de pecar, exceto como um escasso acidente. Precisamos ser nascidos do Alto para confiadamente permanecermos na Palavra, fazendo o que ela diz mais do que apenas falando ou ensinando acerca da mesma. Devemos nos tornar mais praticantes que falantes.

Devemos nos arrepender da nossa inércia. Devemos nos arrepender do nosso egoísmo, dos nossos programas feitos pelos homens, dos nossos métodos mundanos e estratégias mundanas, dos 5, 6 ou 10 passos para nos tornarmos bem sucedidos, da lógica dos nossos filósofos na questão de fazer o ministério de Deus pelo pensamento humano, nosso modo brasileiro e americano de fazer igreja, nossos planos de aposentadoria, nossos carrinhos de compras e o que você quiser dar a esta chusma de “trololós”.

Devemos nos prostrar, humilharmo-nos diante do Rei e nos convertermos ao ponto onde não achemos mais nenhum prazer neste mundo, mas apenas em obedecer ao Rei.

Devemos aprender o caminho da simplicidade divina, sair de nossos kits de modas, de nossa preguiça e sair, dois a dois, dependendo de Deus apenas, para compartilhar o Evangelho do Reino que nos transformou em primeiro lugar a nós mesmos. Então as pessoas de todas as idades vão ouvir.

Devemos curar os doentes; ressuscitar os mortos, limpar aqueles que são leprosos, expulsar demônios. De graça recebemos, de graça devemos dar.

Creiam-me, há milhões de demônios para serem expulsos das pessoas e mesmo com toda a tecnologia médica pela qual estamos rodeados, devemos orar para que os doentes sejam curados.

Devemos proclamar Jesus Cristo que morreu na cruz, foi sepultado e no terceiro dia ressuscitou dos mortos. Devemos proclamar que Jesus é Senhor e Rei. Devemos anunciar que Ele está vindo para julgar os vivos e mortos.

As pessoas vão aos seminários hoje para aprender a fazer as mesmas coisas que não funcionam há anos, por mais de muitas décadas.

Onde estão aqueles professores, cheios do Espírito Santo que ensinarão a cada estudante a ganharem almas através da oração e do testemunho pessoal, com a autoridade daqueles que ganharam primeiro as suas próprias?

Onde estão aqueles pastores cheios do Espírito Santo, que terão a coragem de mudar, primeiro de orar ferventemente e constantemente para um verdadeiro avivamento e transformação de sua próprias vidas e famílias e então para a igreja e para a cidade onde vivem?

Oh, Senhor! Há um clamor em minha alma e um gemido desesperado em meu coração para que almas sejam salvas, para que crentes sejam cheios do Espírito Santo e para que os ministros equipem os santos na demonstração de Poder e Verdade.

No Estado onde moro, em Massachusetts, existem cerca de 5.600.000 pessoas indo para o inferno agora mesmo. Talvez ainda mais incluindo aqueles que se chamam a si mesmas de cristãs e são membros de igrejas cristãs, enganadas por falsas ideologias e falsas religiões, pelo humanismo, pelos liberalismos e por um cristianismo falso. Elas precisam do Senhor! Elas não sabem, mas necessitam DEle desesperadamente.

A última coisa que necessitamos é de mais eventos, mais programas infantis, mais aconselhamento, mais do que temos estado fazendo por anos e obtendo os mesmos ridículos resultados.

Haverá um lugar, um lugar certo para estas coisas feitas da forma que Jesus as faria, porém nunca como substitutas do que Ele veio fazer. Ele nos manda “buscar e salvar o que está perdido”, que é muito mais que ganhar almas.

O que interessa é isto: Precisamos orar! Oração não é apenas um dos programas da igreja e tarefa dos chamados “intercessores”; é O PROGRAMA e a TAREFA de todo salvo, porque necessitamos da misericórdia de Deus para inflamar as nossas almas a fim de alcançar os perdidos! Precisamos fazer isto: oração e evangelismo com poder!


Artigo originalmente escrito e publicado em Inglês
http://greaterrevival.blogspot.com/2009/05/we-need-to-pray-and-win-lost.html
Traduzido para o português por Paulo Emanuel


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