31 dezembro 2009

2010: O Ano da Presença do Senhor



Em Deuteronômio 11:12 a Palavra de Deus referiu-se à terra que o povo de Deus iria passar a possuir como "terra de que o Senhor teu Deus toma cuidado; os olhos do Senhor teu Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até o fim do ano."

Acho que muitos achariam uma grande benção se pudessem afirmar com certeza de que paralelamente à referência à terra prometida o Senhor neste novo ano (2010) irá tomar cuidado com o que têm, colocará Seus olhos sobre seus planos, negócios, enfim, sobre tudo o que lhes dizem respeito.

É claro nas Escrituras de que o Senhor têm Seus olhos sobre Seus filhos. E eu creio nisto!

Contudo, meditava hoje, no último dia do ano, o que realmente eu gostaria de pedir ao Senhor para 2010 em relação a minha vida.

Veio ao meu coração pedir somente uma coisa. Só uma coisa!

"Não me faça subir daqui se a Tua presença não for comigo".

Quanto a mim tudo o que quero é a Presença do Senhor.

Em tudo.

E você?

Se Ele for comigo como prometeu aos Seus apóstolos enquanto vou proclamando Seu Reino e fazendo discípulos de todas as nações o que mais desejaria.

Feliz 2010! O Ano da Presença do Senhor em nossas vidas.

Como nunca antes.

Josimar & Cristina

APÓSTOLOS SEGUNDO AS ESCRITURAS – Parte IV

APÓSTOLOS SEGUNDO AS ESCRITURAS – Parte IV
Josimar Salum


O Ministério Apostólico

Em praticamente todos os textos no Novo Testamento onde aparecem a palavra apóstolo sempre denotam o trabalho e a ação ministeriais dos apóstolos em conjunto, mesmo Paulo sempre foi enviado pela igreja e reconhecido pelos apóstolos para exercer seu ministério. Ele atuava sempre com uma equipe de irmãos (discípulos) e nunca sozinho.

Isto denuncia a independência e individualidade dos que se chamam apóstolos hoje e hierarquicamente estão sobre todos os outros discípulos, sobre outros que exercem os ministérios de profetas, evangelistas, pastores e mestres, agem independentemente e não prestam contas a mais ninguém.

Assim, exercem o primado e o papado, ao invés de presidirem, como diz a Palavra “o que preside, com zelo” (Romanos 12:8 RA). Tornam-se presidentes monarcas, “cabeças da igreja” e não “presbiteros” com os outros presbíteros, do mesmo modo como agem e como são muitos pastores dentro do sistema protestante-evangélico.

Apóstolos não governan a Igreja de Deus. Presbíteros govenam a Igreja de Deus. Um presbitéro que tenha o ministério apostólico pode governar a Igreja de Deus. E assim com outros presbíteros que tenham outros dons ministeriais. Um presbítero que tenha o dom ministerial de evangelista pode governar a Igreja de Deus, não necessariamente o que conhecemos hoje como “pastor”.

“De Mileto, Paulo mandou chamar os presbíteros da igreja de Éfeso. Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que Ele comprou com o seu próprio sangue.” (Atos 20:17; 28 NVI)

Apóstolos não foram constituídos bispos (superintendentes).

Nunca no Novo Testamento “bispo” aparece no sentido de estar acima de outros “pastores ou bispos”.

Bispo significa simplesmente “o que vê por cima o rebanho de Deus” para apascentar e cuidar dele, como encarregado da obra de Deus.

Apóstolo não é posição.

Somente os apóstolos do Cordeiro receberam o nome de apóstolos. Nenhum outro apóstolo no Novo Testamento recebeu o nome de apóstolo, porque apóstolo tanto quanto pastor, evangelista, mestre ou profeta são ministérios e não títulos ou posições.

Apóstolos estabelecem presbíteros nas cidades para liderarem as igrejas. Apóstolos preparam os santos para a obra do ministério, porém não fazem sozinhos, mas juntamente com profetas, evangelistas, pastores e mestres.

“A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí.

É preciso que o presbítero seja irrepreensível, marido de uma só mulher e tenha filhos crentes que não sejam acusados de libertinagem ou de insubmissão.


Por ser encarregado da obra de Deus, é necessário que o bispo seja irrepreensível: não orgulhoso, não briguento, não apegado ao vinho, não violento, nem ávido por lucro desonesto.


Ao contrário, é preciso que ele seja hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, consagrado, tenha domínio próprio e apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela.” (Tito 1:5-9 NVI)

Quando governa a igreja o apóstolo o faz na qualidade de presbítero com outros presbíteros.

“Portanto, apelo para os presbíteros que há entre vocês, e o faço na qualidade de presbítero como eles...” (I Pedro 1:1 NVI)

“Presbítero como eles”, em outras versões, “presbítero com eles”.

Apóstolo não comanda outros, apenas lidera. Não chefia, mas serve. Não preside a igreja sozinho, porque presidir na Bíblia é exercício, função e não posição.

Apóstolo não preside como apóstolo nem se fosse pastor, porque pastor que tem a posição de presidente e manda sozinho é figura do “anti-cristo”.

Não o anti-cristo escatológico, mas anti-cristo que significa que é contra Cristo, o Único Cabeça do Corpo e da Igreja. Nenhum outro é superior ou supremo. Só Jesus Cristo é Supremo. Só Ele é Supremo Pastor e Bispo das nossas almas.

Porque o exercício dos ministérios no Novo Testamento e a liderança das igrejas de Deus é sempre atuação de um conjunto de irmãos. Suas decisões são sempre conjuntas e não solitárias.

“Então deitaram sortes a respeito deles e caiu a sorte sobre Matias, e por voto comum foi ele contado com os onze apóstolos.” (Atos 1:26 RA)

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. (Atos 2:42 RA)


“Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” (Atos 4:33 RA)


“Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os da Samária haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João” (Atos 8:14 RA)


“Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando. (Atos 14:14 RA)


“Congregaram-se pois os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.” (Atos 15:6 RA)



Apóstolos e finanças

É correto dizer que não é bíblico entregar “dízimo pessoal” a apóstolos. De fato, nem mesmo se faz menção a “dízimo” sendo entregue pelos santos em nenhuma cidade e muito menos a apóstolo algum no Novo Testamento.

Quando os apóstolos em Jerusalém receberam o resultado monetário de bens vendidos pelos irmãos ou mesmo recursos financeiros que lhes foram entregues, não foi para si póprios, mas para distrubuírem entre os necessitados na igreja.

“Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.

Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos.


E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade. (Atos 4:33-35 NVI)


O apóstolo Paulo recebeu ofertas da igreja que estava em Filipos:

“Também vós sabeis, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo no sentido de dar e de receber, senão vós somente; porque estando eu ainda em Tessalônica, não uma só vez, mas duas, mandastes suprir-me as necessidades.

Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta.


Mas tenho tudo; tenho-o até em abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus.


Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:15-19 RA)


Apóstolos são distribuidores e não receptáculos de ofertas como destino final em si mesmos. Recebem ofertas para sustento próprio e de suas famílias como ordena a Palavra, mas segundo o princípio da mesma Palavra repartem com o que tem necessidade.

“Não temos nós direito de comer e de beber? Não temos nós direito de levar conosco esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? Ou será que só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?

Quem jamais vai ã guerra ã sua própria custa? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho?


Porventura digo eu isto como homem? Ou não diz a lei também o mesmo?


Pois na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca do boi quando debulha. Porventura está Deus cuidando dos bois?


Ou não o diz certamente por nós? Com efeito, é por amor de nós que está escrito; porque o que lavra deve debulhar com esperança de participar do fruto.


Se nós semeamos para vós as coisas espirituais, será muito que de vós colhamos as materias?


Se outros participam deste direito sobre vós, por que não nós com mais justiça? Mas nós nunca usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.


Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, participam do altar?


Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do Evangelho.” (I Coríntios 9:4-14 RA)


A Bíblia claramente ensina que é lícito que o obreiro (exercendo o ministério de profeta, ou pastor, ou mestre, ou apóstolo ou profeta) receba salário. E especificamente de acordo com o texto receba salário no exercício do ministério apostólico.

O que não é lícito, ao contrário é deshonroso, que os que se dizem apóstolos e mesmo os que legitimamente recebam e usufruam de recursos ilimitados do povo de Deus para benefício próprio e não para distribuirem ou aplicarem no desenvolvimento da obra de Deus.

De modo mais amplo, o ensino sobre “dízimos e ofertas” precisa ser estudado à Luz da Bíblia, especialmente à Luz do Novo Testamento. (Clique aqui)

“Trazei todos os dízimos ã casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança.

Também por amor de vós reprovarei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; nem a vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do tempo, diz o Senhor dos exércitos.


E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos exércitos.” (Malaquias 3:10-12 RA)


“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.” (Mateus 23:23 RA)

Dízimos e ofertas no Antigo Testamento eram entregues aos sacerdotes para manutenção deles no exercício de seu ministério. Na época do Templo eram trazidos à do Casa do Tesouro.

Dízimos e ofertas é ensino claro das Escrituras. Entretanto é preciso entender o assunto no contexto do Novo Testamento, mesmo porque não existe nenhuma equivalência néo-testamentária para a Casa do Tesouro hoje.

O que usamos para nos reunir, os templos, não têm nenhuma correspondência bíblica, ha ja visto Deus não habitar em “templos feitos por mãos humanas” e de fato Jesus inaugurou um novo tempo ao morrer na Cruz do Calvário rasgando o véu do Templo.

“Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.

Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.


Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus.


Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.


Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4:20-24 RA)


Recursos ofertados pelos irmãos no Novo Testamento foram entregues aos apóstolos na igreja em Jerusalém para suprir os necessitados e em muitas ocasiões também coletados nas igrejas (reuniões) para suprir aos que ministravam e viviam do Evangelho. Mas especial atenção se dava às viúvas e aos órfãos.

Também foram destinados em muitas ocasiões às outras igrejas em necessidade e foram enviados aos apóstolos, como a Paulo em várias ocasiões.

Hoje em dia está se estabelecendo uma prática em que “pastores” entregam seus dízimos aos “seus apóstolos.”

Contemplei casos em que pastores e igrejas chegaram a entregar ofertas de mais de U$ 100.000 para que seus “apóstolos” comprassem mansões.

Existem homens de Deus, genuínos apóstolos, que mentoriam líderes e atuam na vida deles como “pais” na mesma relação bíblica entre Paulo e Timóteo ou entre Paulo e Tito.

Destinar a estes ofertas voluntárias e voluntariamente parcela ou mesmo o dízimo ou mesmo o dízimo para que estes exerçam seu ministério não contraria nenhum ensino do Novo Testamento. Não devem eles ter seus sálarios providos pelos santos, como argumentou o apóstolo Paulo.

Por outro lado, a obrigatoriedade deste “dízimo” sendo destinado ao “apóstolo” também não tem base bíblica. O uso como argumento de que Abrão deu o dízimo a Melquizedeque” não serve como base, porque Melquiseque tipificava Cristo. (Confira Hebreus 7)

Embora claramente Jesus tenha dito que deve-se entregar os dízimos não existe no Novo Testamento nenhuma menção de que os santos praticavam os dízimos senão que ofertavam tudo o que tinham, ou segundo o que determinava o coração (I Coríntios 9) ou trabalhavam para o próprio sustento e para repartir com o que tinha necessidade.

Não sabemos se os irmãos judeus (os que se converteram a Cristo) continuaram a dizimar no templo em Jerusalém até que o mesmo fosse destruído no ano 70 D.C.

Quanto aos dízimos praticados no Antigo Testamento chegavam até a 30% da renda, da fazenda, da produção e dos bens dos que o observavam, quando praticados durante todo o ano.

“Porque a nossa exortação não procede de erro, nem de imundícia, nem é feita com dolo; mas, assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações.

Pois, nunca usamos de palavras lisonjeiras, como sabeis, nem agimos com intuitos gananciosos. Deus é testemunha, nem buscamos glória de homens, quer de vós, quer de outros, embora pudéssemos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados.


Antes nos apresentamos brandos entre vós, qual ama que acaricia seus próprios filhos.


Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade desejávamos comunicar-vos não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto vos tornastes muito amados de nós.


Porque vos lembrais, irmãos, do nosso labor e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus.


Vós e Deus sois testemunhas de quão santa e irrepreensivelmente nos portamos para convosco que credes; assim como sabeis de que modo vos tratávamos a cada um de vós, como um pai a seus filhos, exortando-vos e consolando-vos, e instando que andásseis de um modo digno de Deus, o qual vos chama ao seu reino e glória. (I Tessalonicenses 2:3-13 RA)


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APÓSTOLOS SEGUNDO AS ESCRITURAS – Parte II

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APÓSTOLOS SEGUNDO AS ESCRITURAS – Parte III

APÓSTOLOS SEGUNDO AS ESCRITURAS – Parte IIIJosimar Salum


Pastores no Novo Testamento

O uso do título de “apóstolo, profeta, evangelista, pastor ou mestre” é prática desconhecida no Novo Testamento, embora exista menção no Novo Testamento de apóstolos, profetas, evangelistas e mestres relacionados a homens e em algumas passagens a mulheres. Todas as vezes que a palavra, por exemplo, “apóstolo” aparece relacionada ao um nome descreve o que a pessoa é e o ministério que a pessoa exerce. Somente os doze primeiros apóstolos de Jesus receberam “o nome” de apóstolos.

Entretanto, não há nenhuma vez em que a palavra "pastor" no Novo Testamento tenha sido vinculada a homem ou mulher, senão exclusivamente a Jesus. A única vez em que aparece a palavra pastor relacionada aos homens ou às mulheres (aos santos) no contexto da Igreja é em Efésios capítulo 4 e mesmo assim relacionada ao dom ministerial e não a posição e nem a título. Refere-se a pastor no sentido do pastoreio de ovelhas (animais), como na Parábola das Cem ovelhas por exemplo.

Alguns exemplos:

“Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo. (Atos 13:1)

“Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando” (Atos 14:14)

“Partindo no dia seguinte, fomos a Cesaréia; e entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.” (Atos 21:8)

Parece-me muito estranha a rejeição exacerbada de alguns líderes evangélicos quanto ao uso do nome ou do título “apóstolo” conquanto não tenham nenhum problema em insistirem com o uso do nome ou título de “pastor” especialmente no meio das denominações históricas”. Ai se usa sem nenhum constrangimento o adjetivo “reverendo”, que significa, dígno de ser reverenciado.

“E ele lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.” (Lucas 16:15)

Pastores no Antigo Testamento

Grande parte das vezes em que as palavras “pastor” ou “pastores” aparecem no Antigo Testamento relacionadas aos homens que lideram o povo de Deus estão inseridas num contexto de repreensão. Pastores no Antigo Testamento eram considerados os profetas, os reis, os sacerdotes e os “presbíteros, anciãos” do povo.

“E o Senhor me disse: A pérfida Israel mostrou-se mais justa do que a aleivosa Judá.

Vai, pois, e apregoa estas palavras para a banda do norte, e diz: Volta, ó pérfida Israel, diz o Senhor. Não olharei em era para ti; porque misericordioso sou, diz o Senhor, e não conservarei para sempre a minha ira.

Somente reconhece a tua iniqüidade: que contra o Senhor teu Deus transgrediste, e estendeste os teus favores para os estranhos debaixo de toda árvore frondosa, e não deste ouvidos ã minha voz, diz o Senhor.

Voltai, ó filhos pérfidos, diz o Senhor; porque eu sou como esposo para vós; e vos tomarei, a um de uma cidade, e a dois de uma família; e vos levarei a Sião; e vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência. (Jeremias 3:11-15 RA)

“A minha tenda está destruída, e todas as minhas cordas estão rompidas; os meus filhos foram-se de mim, e não existem; ninguém há mais que estire a minha tenda, e que levante as minhas cortinas.

Pois os pastores se embruteceram, e não buscaram ao Senhor; por isso não prosperaram, e todos os seus rebanhos se acham dispersos. (Jeremias 10:20-21 RA)

“Portanto assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes. Eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor.

E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o Senhor.” (Jeremias 23:2 & 4 RA)

“Ovelhas perdidas têm sido o meu povo; os seus pastores as fizeram errar, e voltar aos montes; de monte para outeiro andaram, esqueceram-se do lugar de seu repouso.” (Jeremias 50:6 RA)

“Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?” (Ezequiel 34:2 RA)

“Contra os pastores se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes; mas o Senhor dos exércitos visitará o seu rebanho, a casa de Judá, e o fará como o seu majestoso cavalo na peleja.” (Zacarias 10:3 RA)

“E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor. (Ezequiel 34:23 RA)”

“Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor.” (João 10:6)


“Profetas e apóstolos mandarei”.

Jesus disse numa ocasião aos que O acusavam de expulsar demônios pelo poder de Belzebu e aos que para o experimentar lhes pedia que fizesse algum sinal o Reino de Deus tinha chegado, pois Ele expulsava demônios pelo Poder de Deus.

Na mesma ocasião um fariseu admirou-se de que Ele não se lavou antes de almoçar. É que Jesus rompia com as tradições e os costumes. Assim, repreendeu os fariseus e os doutores da lei e trouxe uma revelação inédita:

“Ele, porém, respondeu: Ai de vós também, doutores da lei! porque carregais os homens com fardos difíceis de suportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais nesses fardos. Ai de vós! porque edificais os túmulos dos profetas, e vossos pais os mataram. Assim sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais; porquanto eles os mataram, e vós lhes edificais os túmulos.

Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros.

Para que a esta geração se peçam contas do sangue de todos os profetas que, desde a fundação do mundo, foi derramado; desde o sangue de Abel, até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário; sim, eu vos digo, a esta geração se pedirão contas.
(Lucas 11:46-51 RA)

Jesus disse: “Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros.”

No contexto néo-testamentário profetas e apóstolos, e no Antigo Testamento no que diz respeito aos profetas, nunca foram populares com as autoridades. Por isto, foram perseguidos ou mortos.

Jesus disse que enviaria embaixadores (apóstolos) e profetas (porta vozes).

Apóstolos e profetas aparecem no Novo Testamento atuando juntos. Deus pôs na igreja primeiramente apóstolos e em segundo lugar profetas.


Apóstolos na igreja

“Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros.

E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.

Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos mestres? são todos operadores de milagres? Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos? Mas procurai com zelo os maiores dons. Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente.” (I Coríntios 12:27-3 RA)

Claramente o texto diz que Deus pôs primeiramente na igreja apóstolos. A palavra “protos” significa exatamente “primeiro” na sequência, na ordem.

O primeiro ministério na igreja que deve ser reconhecido é o ministério apóstolico. Como não cessaram o ministério de mestre, nem operadores de milagres, nem dons de curar, nem socorros, nem os que falam línguas ou interpretam também não cessaram “apóstolos e profetas”.

“Procurai com zelo os maiores dons.”

Existem dons maiores e menores. É para procurar os maiores dons. E a partir daí, o apóstolo Paulo passou a mostrar um caminho sobremodo excelente.

Não se trata de uma novidade deste século o reconhecimento legítimo de que Deus pôs na igreja apóstolos e profetas, como também evangelistas, pastores e mestres.

A Palavra de Deus que não mudou já mostrava estas doutrinas abertamente entendidas no primeiro século.

Erroneamente a “igreja” sucumbiu ao falso ensino de que a “eclesiologia” não foi totalmente estabelecida por Jesus ou pelos apóstolos no Novo Testamento. Teria sido desenvolvida durante a história uma “teologia progressiva” de acordo com a necessidade e a época, como se a Palavra de Deus, o Verbo, Jesus Cristo, ontem, hoje e eternamente, fosse mutável e adaptável de acordo com a conveniência de cada um.

O que chamam de novidade fica por conta de como rejeita-se e deturpa-se estes dons (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres) em nome da religiosidade e das tradições e por conta dos que sem entenderem biblicamente a natureza dos ministérios os reinventam ou mal interpretam.

Ou simplesmente dando continuidade ao modelo hierárquico protestante originado no catolicismo romano renomeiam as mesmas posições e os mesmos títulos com nomes bíblicos. Assim que um indivíduo é chamado de “apóstolo” ou “pastor” quando de fato é o “papa ou cardeal de sua igreja, denominação ou rede apostólica.”

Aquele que antes era “pastor presidente” ou “bispo” agora é entitulado de “apóstolo”. Aquele que era chamado de pastor viu a necessidade de ser chamado apóstolo para diferenciar-se dos outros e caracterizar sua posição superior.

É o mal que o apóstolo João já teria idenficado no final do primeiro século e que perpetuou-se durante toda a história da “igreja”.

“ Escrevi à igreja, mas Diótrefes, que gosta muito de ser o mais importante entre eles, não nos recebe. Portanto, se eu for, chamarei a atenção dele para o que está fazendo com suas palavras maldosas contra nós. Não satisfeito com isso, ele se recusa a receber os irmãos, impede os que desejam recebê-los e os expulsa da igreja.” (III João 9-19 NVI)

“Escrevi alguma coisa ã igreja; mas Diótrefes, que gosta de ter entre eles a primazia (literalmente, o primado), não nos recebe.” (III João 9 NVI)

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APÓSTOLOS SEGUNDO AS ESCRITURAS – Parte II

APÓSTOLOS SEGUNDO AS ESCRITURAS – Parte II
Josimar Salum

Os apóstolos no Novo Testamento

Existem biblicamente os apóstolos que foram escolhidos por Jesus antes de Sua ressurreição e os outros apóstolos que foram dados aos homens por Jesus após a sua ressurreição.

1) Matias

“Então deitaram sortes a respeito deles e caiu a sorte sobre Matias, e por voto comum foi ele contado com os onze apóstolos.” (Atos 1:26 RA)

2) Barnabé

“Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando.” (At. 14:14 RA)

3) Andrônico e Junias

“Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e meus companheiros de prisão, os quais são bem conceituados entre os apóstolos, e que estavam em Cristo antes de mim.” (Romanos 16:7 RA)

4) Tiago, irmão de Jesus

“Mas não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.” (Gálatas 1:19 RA)

5) Judas e Silas.

“Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a igreja escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos.
Enviamos portanto Judas e Silas, os quais também por palavra vos anunciarão as mesmas coisas.

Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram os irmãos com muitas palavras e os fortaleceram.” (Atos 15:22, 27 & 32)

6) Silvano e Timóteo

“Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam dadas.

(...) Nem buscamos glória de homens, quer de vós, quer de outros, embora pudéssemos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados; antes nos apresentamos brandos entre vós, qual ama que acaricia seus próprios filhos.” (I Tessalonicenses 1:1; 2:6-7)

7) Tito e outros dois irmãos

“Mas, graças a Deus, que pôs no coração de Tito a mesma solicitude por vós; pois, com efeito, aceitou a nossa exortação; mas sendo sobremodo zeloso, foi por sua própria vontade que partiu para vós.

E juntamente com ele enviamos o irmão cujo louvor no evangelho se tem espalhado por todas as igrejas; e não só isto, mas também foi escolhido pelas igrejas para ser nosso companheiro de viagem no tocante a esta graça que por nós é ministrada para glória do Senhor e para provar a nossa boa vontade; assim evitando que alguém nos censure com referência a esta abundância, que por nós é ministrada; pois zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens.

Com eles enviamos também outro nosso irmão, o qual muitas vezes e em muitas coisas já experimentamos ser zeloso, mas agora muito mais zeloso ainda pela muita confiança que vós tem.

Quanto a Tito, ele é meu companheiro e cooperador para convosco; quanto a nosssos irmãos, são mensageiros das igrejas (no grego: apóstolos das igrejas), glória de Cristo. (II Coríntios 8:16-23 RA)

8) Epafrodito (embora seja identificado como apóstolo da igreja em Filipos)

“Julguei, contudo, necessário enviar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nas lutas, e vosso enviado (no grego, o vosso apóstolo) para me socorrer nas minhas necessidades.” (Filipenses 2:2)

Jesus deu dons aos homens e às mulheres

Os dons ministeriais não são exclusivos aos homens. Jesus batiza com o Espírito Santo e usa homens e mulheres igualmente. São discípulos de Jesus tanto homens quanto mulheres que para realizarem a obra de Deus necessitam dos dons de Deus.

“E cada vez mais se agregavam crentes ao Senhor em grande número tanto de homens como de mulheres.” (Atos 5:14 RA)

Lemos nas páginas do Novo Testamento sobre mulheres atuavam no ministério com dons específicos:

“E entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. Tinha este quatro filhas virgens que profetizavam.” (Atos 21:8-9 RA)

“Saudai a Prisca e a Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios.” (Romanos 16:2-4 RA)

“Ora, chegou a Éfeso certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras. Era ele instruído no caminho do Senhor e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão as coisas concernentes a Jesus, conhecendo entretanto somente o batismo de João. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga: mas quando Priscila e Áqüila o ouviram, levaram-no consigo e lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus.” (Atos 18:24-26)

“As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam reverentes no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem, para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos.” (Tito 2:3-4 RA)
Parece controvertido para muitos reconhecer que Júnias seja uma “apóstolo”, ou tenha sido destacado seu ministério entre os apóstolos como tal.

“Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e meus companheiros de prisão, os quais são bem conceituados entre os apóstolos, e que estavam em Cristo antes de mim.” (Romanos 16:7 RA)

É fato que a palavra "apóstolo" no texto neo-testamentário grego não aparece no feminino, nem profeta, nem evangelista, etc.

Mas é claro no Novo Testamento o ensino que “em Cristo não há judeu nem grego, nem macho nem fêmea” e no Corpo todos somos membros uns dos outros.

O problema é que se confunde “minístérios” com o “governo” da Igreja, ministério com presbistério.

Os presbíteros, discípulos de Jesus, das comunidades ou cidades do Novo Testamento, constituídos pelo Espírito Santo para apascentarem, lideravam a igreja de Deus. Em cada cidade havia um grupo de presbíteros que pastoreava a Igreja de Deus. O pastoreio segundo o Novo Testamento era sempre exercido coletivamente e não individualmente.

“A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí.” (Tito 1:5 NVI)

Pedro reconheceu a si mesmo um presbitério com e entre os outros e não superior a eles. É estranho ao Novo Testamento a prática de um “presbítero” ser superior aos outros, do mesmo modo que não havia nenhum apóstolo superior ao outro.

“Portanto, apelo para os presbíteros que há entre vocês, e o faço na qualidade de presbítero como eles... pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. (...) Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória.” (I Pedro 5:4)

O vocábulo “presbyteros” no grego significa literalmente “mais velho”. Era considerado no mundo do Novo Testamento presbítero um homem acima de quarenta anos de idade.

É também fato incontestável que não há nenhuma menção no Novo Testamento do vocábulo "presbyteros" na forma feminina e nenhum nome de mulher atuando como "presbítero" em nenhuma das igrejas citadas no Novo Testamento.

Portanto, não se pode confundir ministério com presbitério. Não há nenhuma restrição no Novo Testamento de que mulheres possam exercer seus dons ministeriais conquanto o episcopado seja claramente e exclusivamente destinado aos homens.

“Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar.” (I Timóteo 3:1-2)

Vale lembrar que no mundo do Novo Testamento haviam presbíteros tanto no mercado, quanto nas praças, nas casas, nos postos governamentais, etc. como também haviam presbíteros nas igrejas. A palavra presbítero tem a ver com idade, portanto um jovem (do grego neóteros) não podia pastorear a igreja de Deus porque simplesmente não era “presbyteros” (mais velho).

E nem todo o presbítero (homem mais velho) da igreja era constituído "bispo" para pastorear o rebanho de Deus. Somente aqueles que preenchiam as qualificações bíblicas e eram escolhidos pelo Espírito de Deus, geralmente estabelecidos pelos apóstolos e nunca foram escolhidos pelos santos. É desconhecido no Novo Testamento o processo de eleição, onde crentes votam para escolher seus líderes.

Assim, quando a Palavra de Deus usa o termo "deu dons aos homens" não diz respeito somente aos homens. Uma mulher pode exercer o ministério pastoral, de ensino, de evangelista, de mestre, profeta e de apóstolo, mas nunca no Novo testamento foi constituída como "bispo" para apascentar o rebanho de Deus.

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APÓSTOLOS SEGUNDO AS ESCRITURAS – Parte II

APÓSTOLOS SEGUNDO AS ESCRITURAS – Parte III 

APÓSTOLOS SEGUNDO AS ESCRITURAS – Parte IV

APÓSTOLOS SEGUNDO AS ESCRITURAS – Parte I

APÓSTOLOS SEGUNDO AS ESCRITURAS – Parte I
Josimar Salum

O texto de Éfesios capítulo 4 claramente mostra que Jesus ao ressuscitar “subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros e deu dons aos homens” (v.8 NVI).

O texto de Efésios é citação do Salmo 68:18: “Quando subiste em triunfo às alturas, ó SENHOR Deus, levastes cativos muitos prisioneirs, recebeste homens como dádivas, até mesmo rebeldes, para estabeleceres morada.” (NVI)

Jesus deu (do grego “didomi”) dons aos homens. Significa que “Ele concedeu estes dons baseados na decisão de Sua vontade e não no mérito de seus recipientes.” (John MacArthur)

Após subir às alturas “Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado” (v. 11-12 NVI).

É muito claro este texto que afirma que apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres foram designados por Jesus após a Sua ressurreição, e no caso específico de apóstolos, além dos primeiros doze apóstolos escolhidos antes de Sua ressurreição.

Ou seja, o Apóstolo Jesus Cristo designou e continua designando homens com estes dons ministeriais para que Seus santos sejam preparados e Seu corpo seja edificado. Os santos irmãos, deste modo, participam da vocação celestial.

“Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus, como Ele foi fiel ao que o constituiu, assim como também o foi Moisés em toda a casa de Deus.” (Hebreus 3:1-2 RA)

Os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres que Jesus designou preparam os santos, aperfeiçoam os santos para a obra do ministério, para edificação do Corpo, “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” (v. 13 RA)

Sem a presença ativa e reconhecida destes ministérios na Igreja os santos não podem ser aperfeiçoados para a obra do ministério e a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, enfim, a estatura da plenitude de Cristo não pode ser alcançado.

Enfatizando, o objetivo destes ministérios dados aos homens (mulheres inclusive) é senão a preparação dos santos para que estes façam a obra do Ministério e assim sendo o Corpo de Cristo seja edificado e a maturidade advinda da plenitude do conhecimento de Cristo seja uma realidade.

Estes dons ministeriais atuam ou deveriam atuar hoje, ou seja, cada um realizando a sua função (todo o Corpo) para que atinjamos a medida da plenitude de Cristo.

É óbvio que a manifestação dos ventos de doutrina e a indução ao erro na atualidade devem-se ao fato de que os “apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres” segundo a designação de Jesus Cristo não esteja funcionando e atuando consoante a Verdade deste texto.

“O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro.” (v. 15 NVI)

Vale salientar que cada parte deve realizar a sua função. E deve realizar sua função segundo a Verdade, isto é, segundo o que verdadeiramente significa ser apóstolo ou profeta ou evangelista ou pastor ou mestre. Porque a falsificação dos ministérios foi comum no primeiro século como também em toda a história e não é diferente hoje em dia.

“Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. DEle todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.” (v. 14-16)

As Escrituras previamente alertaram quanto aos falsos que haveriam de se introduzirem com o intuito de enganar os santos:

Falsos apóstolos

“Pois os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo.” (II Coríntios 11:13 RA)

“Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua perseverança; sei que não podes suportar os maus, e que puseste à prova os que se dizem apóstolos e não o são, e os achaste mentirosos.” (Apocalipse 2:2 RA)

Falsos profetas

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.”(Mateus 7:15 RA)

“Porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” (Mateus 24:24)

“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. (I João 4:1)

Falsos evangelistas

“Porque, se alguém vem e vos prega outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, de boa mente o suportais!” (II Coríntios 11:4 RA)

“O qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” (Gálatas 1:7-9 RA)

Falsos pastores

“Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.” (Ezequiel 34:1-3 RA)

“Estes são os escolhidos em vossos ágapes, quando se banqueteiam convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos; são árvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas.” (Judas 1:11 RA)

Falsos mestres

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” (II Pedro 2:1 RA)

“Contudo, semelhantemente também estes falsos mestres, sonhando, contaminam a sua carne, rejeitam toda autoridade e blasfemam das dignidades.” (Judas 1:8 RA)


O significado da palavra “apóstolo”

A primeira vez que aparece o vocábulo “apóstolo” no Novo Testamento é em Mateus 10:2:

“E, chamando a Si os Seus doze discípulos, deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos, para expulsarem, e para curarem toda sorte de doenças e enfermidades. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 3Felipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu, Simão Cananeu, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu.” (Mateus 10:1-4 RA)

1) Simão, chamado Pedro

2) André, irmão de Pedro

3) Tiago, filho de Zebedeu

4) João, irmão de Tiago

5) Filipe

6) Bartolomeu

7) Tomé

8) Mateus

9) Tiago, filho de Alfeu

10) Tadeu

11) Simão Cananeu

12) Judas Iscariotes, o traidor.

Lucas 6:13 afirma que Jesus chamou Seus discípulos e escolheu doze dentre eles. A estes Ele deu “o nome” de apóstolos.

O nome apóstolo é a transliteração da palavra grega “apóstolos”, que significa literalmente “alguém enviado” ou “enviado”.

“Apo” significa literalmente “de” e “stolos” (vem de “stello”), que significa “Eu envio”.

Dentro do Novo Testamento e em outras literaturas clássicas gregas, “apóstolo” simplesmente significa “alguém enviado como representante de outro, embaixador.”

A autoridade e o poder do representante são derivadas de quem o enviou. (Roger Sapp).

A palavra “apóstolo” aparece em torno de 70 vezes no Novo Testamento.

John Ekkard sugere que a palavra “apóstolo” precisa ser desmistificada, pois os apóstolos não eram “semi-deuses”, perfeitos e infalíveis. Eram humanos e continuaram humanos mesmo depois de terem sido escolhidos “apóstolos”. Eram pois susceptíveis a falhas, fraquezas e erros, embora dotados de caráter inquestionável.

Além dos 12 apóstolos, “apóstolo” é simplesmente alguém que recebeu uma graça de Deus para funcionar em um dos cinco dons ministeriais dados por Cristo.

“As multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens e desceram até nós. A Barnabé chamavam Júpiter e a Paulo, Mercúrio, porque era ele o que dirigia a palavra. O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trouxe para as portas touros e grinaldas e, juntamente com as multidões, queria oferecer-lhes sacrifícios.

Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando e dizendo: Senhores, por que fazeis estas coisas? Nós também somos homens, de natureza semelhante ã vossa, e vos anunciamos o evangelho para que destas práticas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar, e tudo quanto há neles” (Atos 14:11-15 RA)

Note que Barnabé e Paulo são nominados aqui no texto “apóstolos” e não tinham sido escolhidos por Jesus na mesma época em Ele escolheu Pedro, Tiago, João e os outros nove.

Note ainda que Barnabé era um apóstolo além dos doze primeiros, pois ambos Barnabé e Paulo são reconhecidos no texto como “apóstolos”.

A palavra correspondente no Antigo Testamento, traduzida como “apostello / apostolos” na Septuaginta (aparece 700 vezes) é “schalach”.

A pessoa que recebe a comissão como apóstolo é exatamente como a pessoa que lhe comissionou, no sentido das seguintes palavras de Jesus:

“Quem vos recebe, a Mim Me recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá a recompensa de justo.” (Mateus 10:40-41 RA)

“O vocábulo “apostolos” foi usado originalmente pelos Gregos e Romanos para descrever um “agente diplomático” enviado para certos territórios para subjulgá-los, conquistá-los, convertê-los, instruí-los, treiná-los e estabelecer neles os novos elementos da cultura do império. Era geralmente um almirante ou comandante de uma expedição naval, alguém que abria novas fronteiras.” (John Eckard)

II Coríntios 5:20 diz: “De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus.”

Um embaixador é um diplomata de alto escalão do Governo, um agente diplomático acreditado por um Governo estrangeiro.

A palavra “missionário” (do latin) vem da mesma palavra “apóstolos” (do grego). Porém o “missionário” de hoje não refere-se necessariamente ao mesmo termo apóstolo do Novo Testamento quando se refere àqueles que foram designados para preparar os santos para a obra do ministério, para a edificação do Corpo.

Os primeiros apóstolos, os doze que Jesus escolheu ainda na Terra, sendo Judas Iscariotes substituído por Matias (Veja At. 1:20-26), e por derradeiro Paulo, são chamados de “apóstolos do Cordeiro”. Matias ou Paulo, um dos dois completam o número de doze apóstolos do Cordeiro.

“Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram.

Depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo. Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus.

Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo.” (I Coríntios 15:3-10)

O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos Cordeiro.” (Apocalipse 21:14)

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“Só uma gota desta água.”

Categoria: Religião

"A água que o apóstolo abençoou... Ligue para você conseguir o galãozinho. Você que ajudar com uma oferta de 100, 200, 300 reais... 1000 reais. Ou mais. Você vai ligar. É claro que quando você ligar nós já vamos deixar a sua água reservada.



"Depois que fizer o depósito na conta vamos enviá-la para sua casa. Só uma gota desta água. Só uma gota desta água. Vai ser suficiente para mudar a tua vida. Para abençoar poderosamente a tua vida.”

“Escutem o que este homem vai lhe dizer.”

E o homem disse:

“Você vai receber uma unção financeira dos últimos dias. Para Deus liberar essta unçao financeira sobre a tua vida. Eu quero que você faça isto. Existe um telefone na tela agora mesmo. Se você quer que Deus te dê esta unção financeira destes últimos dias. Eu quero que você faça um compromisso financeiro de 900 reais. Eu te digo o que você vai receber.”

“Quando você semear o que Deus está nos pedindo para fazer hoje você vai receber de Deus uma coisa que você nunca recebeu antes.”



“Por que nove? (...) Porque este é o ano de 2009. Os números são muito importantes para Deus... Você que é líder ou ministro... Para você receber o Espírito de discernimento...”

“Será que Deus já fez uma promessa a você que Deus não tenha cumprido? Ouça a voz de Deus... se você for ao telefone e fizer este compromisso de 900 reais. Antes de chegar o dia primeiro de Janeiro... Nove... Diga... Nove... Este é o tempo de Deus para cumprir toda a profecia, toda a promessa que Deus já fez sobre a sua vida.”



Em outro programa:

“No mês de Dezembro Deus vai lhe dar muito. E você vai dizer pra Deus. Senhor, 70% de tudo o que o Senhor você me der neste mês de Dezembro é meu e 30 da Tua obra. Mas realiza o meu projeto. (...) Você vai tirar 30% representando a Santíssima Trindade... 2010 vai fluir... arrebentando na sua vida e a obra de Deus com estes recursos vai conseguir fazer muita coisa...”

O que a Palavra de Deus afirma, ordena, admoesta, ensina, profetiza e promete:

“Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

“Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas?” (Rm 8:31-32)

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.”
“Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto ã vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?”

“Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?”

“Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ã sua estatura?”

“E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.”

“Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?”

“Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.)”

“Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.” (Mt. 6:24-32)

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo.” (Ef. 1:3)

“Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.” (Mt 10:8)

“Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará.”

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.”

“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.”

“Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça. Enquanto em tudo enriqueceis para toda a liberalidade, a qual por nós reverte em ações de graças a Deus.”

“Porque a ministração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus.” (II Co 9:6-12)

“Ora, o Senhor encaminhe os vossos corações no amor de Deus e na constância de Cristo.”

“Mandamo-vos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebestes.”

“Porque vós mesmos sabeis como deveis imitar-nos, pois que não nos portamos desordenadamente entre vós, nem comemos de graça o pão de ninguém, antes com labor e fadiga trabalhávamos noite e dia para não sermos pesados a nenhum de vós.”

“Não porque não tivéssemos direito, mas para vos dar nós mesmos exemplo, para nos imitardes.”

“Porque, quando ainda estávamos convosco, isto vos mandamos: se alguém não quer trabalhar, também não coma.”

“Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes intrometendo-se na vida alheia; a esses tais, porém, ordenamos e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo que, trabalhando sossegadamente, comam o seu próprio pão.” (I Ts 3:5-12)

“Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas, disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro; e, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento.”

“Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes.”

“Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição.”

“Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.”

“Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.” (I Tm 6:3-11)”

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.”

“E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita.” (II Pe 2:1-3)

“O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco.”
“Ora, muito me regozijo no Senhor por terdes finalmente renovado o vosso cuidado para comigo; do qual na verdade andáveis lembrados, mas vos faltava oportunidade.”

“Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre.”

“Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade.”

“Posso todas as coisas naquele que me fortalece.”

“Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição. Também vós sabeis, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo no sentido de dar e de receber, senão vós somente; porque estando eu ainda em Tessalônica, não uma só vez, mas duas, mandastes suprir-me as necessidades.”

“Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta.”

“Mas tenho tudo; tenho-o até em abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus.”

“Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus.”

“Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória pelos séculos dos séculos. Amém.” (Fp 4:9-20)

“Dize-nos, quando sucederão essas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir?”

“Então Jesus começou a dizer-lhes: Acautelai-vos; ninguém vos engane...” (Mc 13-4-5)

27 dezembro 2009

Sobre o artigo “o que decidi sobre o Natal.”

Josimar Salum

Interpretar corretamente os textos que lêem é o maior desafio para pastores, líderes, enfim, para irmãos e irmãs.

Nesta era de “torpedos - text messages” e “emails” lemos tudo apressadamente e interpretamos tudo sem ponderação, meditação... sem pensar.

Às vezes agimos com estultícia, como diz a Palavra: “Responder antes de ouvir (no caso ler), estultícia é.” E como completaria o sábio e não o jornalista da TV brasileira: “Uma vergonha.”



A pergunta que Filipe fez ao eunuco da Etiópia “entendes tu o que lês?” continua valendo ainda hoje para cada um de nós de uma forma mais ampla ainda.

Entender o que se lê é a chave para a correta interpretação das Escrituras e para a o próprio entendimento das comunicações que recebemos.

Recebi dezenas de emails com comentários sobre o texto “O que decidi sobre o Natal”.

Alguns reafirmavam tudo o que havia escrito como se tivesse escrito o contrário.

Respondendo um dos emails disse ao pastor que ele não havia lido o texto completamente, pois se tivesse lido não teria escrito o que escreveu. Ele escreveu-me novamente dizendo que realmente não havia lido o texto por completo, por isto tinha feito algumas conclusões precipitadas.

Lendo a maioria dos emails com seus comentários, a impressão que tive foi esta mesmo, que muitos não leram o texto todo ou desistiram de ler porque aparentemente eu afirmava o contrário do que criam. E embora tenham o direito de pedirem para cancelar futuros recebimentos alguns o fizeram porque disseram que discordaram.

É que geralmente somente lemos o que nos interessa ou o que vem confirmar o que já pensamos. Com isto, perdemos oportunidades preciosas para aprender algo novo.

Algumas comentários que recebi foram de repreensão mesmo. Também por não entenderem o que escrevi. Entenderam que o que escrevi foi para não celebrar o Natal e nem celebrar as festas judaicas.

Um irmão que me conhece a muito tempo escreveu:

“Pr. Josimar, então agora você é satanista! Porque são eles quem rejeitam o Natal. Não importa para mim esta origem. Eu quero é comemorar o nascimento de Jesus. O que outros pensam e escrevem a respeito não me importa. Eu não sou crente mamadeira. Rejeito este pensamento ou ideologia dos satanistas.”



O pior é que rompemos com todos os que discordam de nós. Sim, rompemos facilmente relacionamentos com pessoas que não concordam conosco, pessoas genuinamente cristãs. Tomamos a opinião contrária como algo pessoal, como inimizade, e cortamos todo o relacionamento. Amigos rompem uns com os outros. Famílias se dividem. E especialmente igrejas. Porque nossas opiniões são mais valiosas que nossos relacionamentos e amizades.

Tenho amigos judeus messiânicos, outros irmãos que abominam as comemorações do Natal em todos os sentidos, nem por isto, deixam de ser meus amigos.

Observando outro aspecto, examinamos tudo, como aconselha a Bíblia, mas retemos somente o que é ruim discordando da segunda parte do versículo que diz para retermos o que é bom.

Outro comentário, de um irmão amado, judeu messiânico:

“Fiquei muito feliz ao saber da sua franca e sincera decisão de não celebrar mais o natal “cristão”, que em qualquer enciclopédia trás claramente a origem pagã desta festa.

“Veja que eu também, embora judeu messiânico, sou contra o judaísmo nas igrejas, mas sou tremendamente favorável à volta e aos princípios da Igreja do Primeiro século, que poderiam ter suas raízes romanas, ou gregas, ou egípcias, mas aprouve Deus, que ela tivesse suas raízes judaicas, dos profetas e do messias judeu. Isto não é judaísmo humano, isto é bíblia em seu contexto original.”

Outros escreveram discordando mesmo de tudo. Tudo bem.

E outros agradeceram pelo texto.

Um pastor escreveu o seguinte:

“Shalom! Muito, muito, muito obrigado por este artigo. Estou cem por cento contigo, nem oito e nem oitenta, temos que ter equilibrio e infelizmente existe crente que vê paganismo em tudo, e não vê Deus em nada.”

Um outro irmão escreveu o seguinte:

“Quero aqui expressar o meu agradecimento e lhe elogiar pelo seu equilíbrio e objetividade. Como judeu Messiânico, quero lhe agradecer por escrever palavras tão sábias. Que o Senhor Jesus continue lhe usando. Quanto os crentes que inventaram esta moda de não celebrar o Natal, é bom que eles arranjem algo para celebrar, pois conheço muitos que não celebram o Natal , mas vibram com as vitórias dos seus times de futebol (o que não tem nada errado também).”

Um missionário escreveu do Nepal. Vale a pensa visitar o site de seu ministério:
www.meninasdosolhosdedeus.com.br

“Gostei da matéria. Fui surpreendido pela visão que expôs e da forma. Pois ganhamos caixas de presentes do Japão, Brasil e dos Estados Unidos. Ontem reunimos e distribuímos às meninas e às crianças nepalesas conosco, em uma grande tenda. Mais de 200 pessoas presentes. Houve cantata e 42 batismos de meninas. Foi tudo muito bonito. Comida gostosa e nada de idolatria. Os vizinhos vieram. Os guardas do nosso condomínio vieram e ouviram a mensagem de Jesus. Sua matéria foi muito lucida e sem radicalismos extremos.”

Ao escrever um texto, usamos às vezes alegorias, figuras de linguagem e até argumentos imaginativos.

Comecei o artigo assim: “Decidi. Imagine só... Decidi..."

A expressão "imagine só" foi inserida no texto para deixar claro logo no primeiro parágrafo do artigo que o que escreví podia ser exatamente o que não queria dizer. E ninguém deveria chegar a nenhuma conclusão sem antes completar a leitura do artigo.

Continuei nesta linha para não parecer contraditório nem traiçoeiro, não faltar o respeito e para não deixar o leitor com alguma dúvida. Mais ainda para incentivar o leitor a ler todo o texto, para que não fosse enganado, para que viesse a não se sentir enganado.

"Se é assim mesmo (ou seja, se é isto que realmente decidi), peço encarecidamente que me entenda. Entenda bem e interprete corretamente o que estou escrevendo. Leia aqui as razões colhidas de “emails” e cartas que tenho recebido e de artigos e livros que já lí. Peço-lhe que analise e medite bem e com honestidade, sem preconceitos, as minhas próprias razões. Sendo assim, ao final você chegará a conclusão que desejar, mas também não me julgará pela decisão que realmente tomei."



Percebeu? Se o leitor ler o texto até "ao final" não me julgará pela decisão que realmente tomei. Nem me condenará se for o contrário do que pensa.

Na construção do texto como mostrei claramente, o que decidi no início não foi exatamente o que o leitor podia estar interpretando, mas aproveitei para continuar gerando um suspense, e estabeleci muitos argumentos na outra direção ao questionar a observância das festas judaicas.

Mesmo assim conclui:

“Mas se algum cristão ou igreja quiser celebrar estas festas com os judeus, mesmo não sendo judeu, não existe nenhum texto nas Escrituras, especialmente no Novo Testamento, que proíba, desde que não se sacrifique nenhum cordeiro e não se imponha aos outros estas celebrações como as outras, Tabernáculos, Colheita, etc.“

“É bem verdade que não existe também nenhuma menção no Novo Testamento da celebração do Natal entre os díscipulos, como também não existe nenhuma proibição.”

“Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo.” (Colossences 2:16-17).

É neste contexto que afirmo:

"Se decidi mesmo, seguindo esta corrente evangélica da não comemoração do Natal, não darei mais presentes para meus familiares e amigos porque “troca de presentes... nesta data significa que adoramos a um deus pagão, onde o ritual nórdico exigia que eles fossem para as montanhas de madrugada e lá chorassem em sacrifícios. Esperavam os primeiros raios de sol da manhã e entregavam presentes uns aos outros, em adoração, dizendo: “Que você jamais esqueça dos deuses sobre nós”.

Ao afirma "se decidi mesmo" deveria levar o leitor a perguntar a si mesmo. O que ele realmente decidiu? "Estou confuso. Então devo ler o texto até ao final para realmente saber o que o escritor decidiu."

“O presente significa eternizar o pacto, trazer a benção dos deuses. Tertuliano, teólogo católico, disse que não podia compactuar com essa mentira, o sol nunca pode ser deus, porque o Deus dos cristãos foi Aquele que criou o sol.”

Ao afirmar "se decidi mesmo deveria fazer o leitor indagar... Será que ele decidiu mesmo não comemorar o Natal por conta do que Tertuliano disse?"

É neste contexto que vem algumas perguntas e afirmações para derrubar este mito de que quem dá presente hoje "adora deus pagão."

"Qual é o discípulo de Jesus que em sã consciência daria um presente ao seu filho como se estivesse adorando ao Sol?"

"Que poder é este que este mito tem em impor um significado ao meu gesto de dar um presente como se tivesse adorando alguma divindade?"

"Como se ao subir a escadaria da Igreja da Penha me fizesse um devoto de “Nossa Senhora”, tomasse um banho no Rio Ganges me fizesse um praticante da purificação hindu ou se ao visitar Meca me tornasse um mulçumano."



Neste ponto faço uma série de afirmações contundentes:

"Não faz mal, a despeito do “frenesi” mercantilista das lojas, desfrutar das nuances culturais do Natal, ou seja, de seus aspectos e das tênues diferenças entre eles, desde que não me torne partícipe das obras infrutuosas das trevas que são a avareza, a idolatria, a impureza e a cobiça. (Ver Efésios 5)"

"Que mal ou que pecado existe em admirar-se na época de Natal a criatividade das ruas enfeitadas com luzes brancas, vermelhas e azuis; em meio ao calor dos dezembros brasileiros imaginar a neve olhando para o algodão branco nas árvores e no chão ou de dar e receber presentes sem com isto estar adorando algum deus?"

"Pois na verdade, os pais, discípulos de Jesus que dão presentes aos seus filhos não têm nada a ver com esta prática nórdica, nem sabem lá o que significa isto!"

Caminhando para finalizar o texto, a partir daí, começo a mostrar o que realmente o que penso em relação ao Natal.

"Ontem participei de um concerto de Natal na escola de meu sobrinho Filipe."

"Fiquei maravilhado só em pensar que somente aqui nos Estados Unidos milhares e milhares de escolas celebraram esta semana a mesma festa, uma tradição desde os primeiros colonizadores cristãos que aqui chegaram, numa época que não havia “shopping centers” nem toda esta “extravaganza” relacionada com esta data."

"Ao mesmo tempo, fiquei aterrorizado só de pensar que tudo o que está relacionado ao Natal, especialmente e exclusivamente no que diz respeito ao nascimento de Jesus, a única coisa que ainda resta de menção a Jesus Cristo, no meio do que hoje conhecemos ser esta cultura corrompida e perversa, venha a desaparecer por conta de um movimento de evangélicos para acabar, destruir e eliminar o Natal e as suas festividades."

"Fiquei aterrorizado em pensar seriamente que é assim mesmo que acontece na Rússia, na Coréia do Norte, no Vietnan e na China comunistas com seus bilhões de habitantes, nos países mulçumanos também com seus milhões e milhões de habitantes, em toda a Índia e seus países vizinhos com seus milhões e milhões de habitantes, enfim, em praticamente toda a Ásia e Oriente. Não existe Natal!"

"Quando seus milhões e milhões de crianças acordam pela manhã no dia 2 5 de Dezembro não existe a mínima menção ou mesmo a ínfima possibilidade de alguém perguntar que data é esta tão especial a respeito de um nome Jesus."

"Porque a metade do mundo não conhece os paganismos do Natal, é verdade, muito paganismo; não conhece a alegria de presentes que se encontram no caminho, que compartilhados hoje não têm nada a ver com a prática dos pagãos de centenas de anos atrás, mas também não podem ouvir a história do Salvador que veio ao mundo, que nasceu em Belém, seja lá que dia foi. Não ouvem sobre o Deus que se fez carne e habitou entre nós, e vimos a Sua Glória como a Glória do Unigênito do Pai."

"Decidi sim, só na imaginação, que jamais celebraria com meus familiares e milhões e milhões de cristãos o Natal de Yeshua, sim, o nascimento de Jesus."

"Somente numa leve imaginação deixaria de cantar Seus hinos lindos, do Salvador que veio ao mundo."

"Só na imaginação e muito passageira, deixaria de perder a oportunidade para proclamar a Mensagem da Cruz e o significado de Seu Nome, o Salvador dos pecados de seu povo, no meio de toda esta comercialização avarenta e de todos os símbolos pagãos que foram associados ao Nascimento do meu Salvador."

"Decidi sim, só como um leve vapor em minha cabeça riscar de vez a única oportunidade de proclamar e redimir a verdadeira mensagem do Evangelho do Reino que ainda resta no meio da cultura."

"Quem nasceu em Belém não foi um menino. Quem nasceu em Belém foi o Rei de toda a Terra"