01 abril 2025

O QUE IMPEDE UMA PESSOA DE PROSPERAR DE ACORDO COM A BÍBLIA


O QUE IMPEDE UMA PESSOA DE PROSPERAR DE ACORDO COM A BÍBLIA por Josimar Salum

   A Bíblia apresenta vários fatores que podem impedir a prosperidade de uma pessoa, especialmente de um homem, em todos os aspectos de sua vida. 

1. Preguiça e Falta de Diligência

Provérbios 10:4 – “O que trabalha com mão remissa empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece.”

Provérbios 6:10-11 – “Um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para cruzar os braços em repouso; assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.”

→ A Bíblia ensina que a preguiça e a falta de esforço levam à pobreza, enquanto a diligência traz prosperidade.

2. Desonestidade e Ganância

Provérbios 13:11 – “A riqueza adquirida às pressas diminuirá, mas quem a ajunta pouco a pouco terá aumento.”

Provérbios 15:27 – “O que é ávido por lucro desonesto transtorna a sua casa, mas o que odeia subornos viverá.”

→ A Bíblia ensina que ganhos rápidos e desonestos não duram, enquanto a prosperidade construída com trabalho honesto e constante é abençoada e duradoura.

“A riqueza adquirida às pressas diminuirá” → Isso se refere a dinheiro obtido de forma ilícita, por meios corruptos, jogos de azar ou esquemas enganosos. Como adicionar água na lata do leite para aumentar o volume, diminuir a quantidade do produto e vender pelo mesmo preço, oferecer um produto inferior pelo mesmo preço do que é melhor; facilitar a vida de uma pessoa prejudicando outra por favor recebido, dar um tratamento melhor a uma pessoa porque obteve dinheiro ou uma vantagem. Geralmente riquezas obtidas dessa maneira desaparecem rapidamente.

“Mas quem a ajunta pouco a pouco terá aumento” → Este conselho do Senhor é um princípio que ensina a diligência e o planejamento financeiro. Trabalhar com honestidade e paciência leva ao crescimento sustentável.

Provérbios 20:21 – “A herança que no princípio é adquirida às pressas, no fim não será abençoada.”

Eclesiastes 5:10 – “Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda. Também isso é vaidade.”

3. Falta de Temor a Deus

Deuteronômio 28:15 – “Se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, para não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então sobre ti virão todas estas maldições e te alcançarão.”

Salmo 1:1-3 – “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, (…) antes, tem o seu prazer na lei do Senhor (…). Tudo quanto fizer prosperará.”

→ A obediência a Deus e aos Seus mandamentos está ligada à prosperidade, enquanto a desobediência ao sofrimento e a ruína. 

4. Falta de Sabedoria e Planejamento

Provérbios 21:5 – “Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza.”

Lucas 14:28 – “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa, para ver se tem com que a acabar?”

→ O sucesso requer planejamento e sabedoria na administração de recursos.

5. Maus Hábitos e Más Companhias

Provérbios 23:21 – “Porque o beberrão e o comilão cairão em pobreza; e a sonolência os faz vestir-se de trapos.”

1 Coríntios 15:33 – “As más companhias corrompem os bons costumes.”

→ O vício, a má administração dos bens e as más influências levam invariavelmente à ruína.

6. Negligência no Trabalho e na Família

1 Timóteo 5:8 – “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua própria casa, tem negado a fé e é pior do que o infiel.”

→ A falta de responsabilidade no sustento da família traz dificuldade e sofrimento. 

   O homem deve garantir que sua esposa e filhos tenham suas necessidades básicas supridas, como alimentação, moradia e vestuário. 

   A Escritura é clara ao afirmar que um homem deve cuidar financeiramente de sua casa.

   1 Timóteo 5:8 – “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua própria casa, tem negado a fé e é pior do que o infiel.”

   Se um homem deliberadamente deixa o sustento da casa nas mãos da mulher por preguiça, covardia ou falta de compromisso, ele está pecando contra Deus.

   Provérbios 6:9-11 – “Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para cruzar os braços em repouso; assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.”

   Isaías 3:12 – “Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa do seu governo.”

   Em Israel, quando os homens falhavam em liderar, as mulheres assumiam o comando, o que era um sinal de desordem.

   Eclesiastes 10:18 – “Por muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa.”

   Se o homem não trabalha e assume sua responsabilidade, sua casa entra em ruína.

7. Orgulho e Falta de Humildade

Provérbios 16:18 – “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.”

Tiago 4:6 – “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”

→ O orgulho pode levar ao fracasso, enquanto a humildade atrai a graça de Deus.

8. Falta de Generosidade

Provérbios 11:24-25 – “Há quem dá liberalmente, e se lhe acrescenta mais; e há quem retém mais do que é justo, mas é para sua perda. A alma generosa prosperará, e o que regar também será regado.”

Lucas 6:38 – “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordante vos deitarão no regaço.”

→ A generosidade e a ajuda ao próximo são princípios bíblicos que trazem prosperidade.

   Conclusão

   Segundo a Bíblia, um homem pode impedir sua própria prosperidade por meio da preguiça, desonestidade, falta de temor a Deus, falta de planejamento, más companhias, negligência com a família, orgulho e falta de generosidade. O caminho para a verdadeira prosperidade envolve trabalho diligente, sabedoria, fé e obediência a Deus.

   De acordo com a Bíblia, uma pessoa fingida, mentirosa e desonesta é impedida por Deus de prosperar. A Escritura ensina que Deus rejeita a falsidade e a injustiça, e que aqueles que praticam tais coisas acabam colhendo consequências negativas.

1. Deus Abomina a Desonestidade

Provérbios 11:1 – “Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer.”

Provérbios 13:11 – “Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem, mas o que ajunta à mão, pouco a pouco, terá aumento.”

→ A desonestidade nos negócios e nas relações pessoais pode trazer prejuízo e ruína.

2. A Mentira Traz Consequências

Provérbios 12:22 – “Os lábios mentirosos são abominação ao Senhor, mas os que praticam a verdade são o seu deleite.”

Salmos 101:7 – “O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos.”

→ Deus rejeita os mentirosos e promete que eles não permanecerão firmes.

3. O Fingimento e a Hipocrisia São Condenados

Mateus 23:28 – “Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.”

Lucas 12:1-2 – “Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto, nem oculto que não haja de ser sabido.”

→ A hipocrisia pode ser ocultada por um tempo, mas Deus trará a verdade à luz.

   Efésios‬ ‭5‬:‭11‬-‭14‬ ‭ - “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é torpe. Mas todas essas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta. Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.” 

4. A Ruína do Ímpio é Certa

Provérbios 10:3 – “O Senhor não deixa o justo passar fome, mas rechaça a avidez dos ímpios.”

Provérbios 15:6 – “Na casa do justo há um grande tesouro, mas nos lucros dos ímpios há perturbação.”

→ Mesmo que um desonesto pareça prosperar por um tempo, sua prosperidade é temporária

   Salmos 37:7-9 –

“Descansa no Senhor e espera nele; não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios. (…) Pois os malfeitores serão exterminados, mas aqueles que esperam no Senhor herdarão a terra.”

5. A Justiça e a Verdade Conduzem à Verdadeira Prosperidade

Salmos 1:1-3 – “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, (…) antes tem seu prazer na lei do Senhor (…). Tudo quanto fizer prosperará.”

Provérbios 28:6 – “Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso de caminhos, ainda que seja rico.”

→ A verdadeira prosperidade vem da retidão e da fidelidade a Deus.

   CONSIDERAÇÕES FINAIS  

   A Bíblia ensina que a mentira, a desonestidade e a hipocrisia podem trazer ganhos temporários, mas, no final, resultam em fracasso e destruição. Deus mesmo impede a prosperidade de pessoas assim, deixando que sofram as consequências de seus atos. A verdadeira prosperidade vem da honestidade, do temor a Deus e da justiça.

   Isaías 1:23 – “Os teus príncipes são rebeldes e companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno e corre atrás de presentes; não defendem o direito do órfão, e não chega perante eles a causa da viúva.”

   Suborno é quando uma pessoa dá ou recebe algo de valor — como dinheiro, favores ou presentes — para influenciar uma decisão de forma injusta ou levar uma pessoa a promover um benefício ou a receber um benefício em uma forma de corrupção e engano.

   Na vida diária, o suborno pode acontecer de várias formas:

– Um motorista oferece dinheiro a um policial para evitar uma multa. Ou um policial que aceita dinheiro para facilitar uma prática ilícita. 

– Um funcionário público recebe pagamento para aprovar um documento ilegal.

– Um juiz favorece uma das partes por causa de um pagamento escondido.

– Um patrão escolhe um funcionário por interesse pessoal, não por mérito.

   Na Bíblia, o suborno é pecado. Ele distorce a justiça e favorece o errado.

   Êxodo 23:8 diz: “Não aceitarás suborno, porque o suborno cega até os que têm vista e perverte as palavras dos justos.”

Salmos 15:1,5 – “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? (…) O que não aceita suborno contra o inocente. Quem faz isso nunca será abalado.”

Isaías 5:23 – “Ai dos que justificam o ímpio por suborno e ao justo negam a justiça!”

Provérbios 29:4 – “O rei com juízo sustém a terra, mas o amigo de subornos a transtorna.”

Miquéias 7:3 – “As suas mãos fazem diligentemente o mal; o príncipe exige ofertas, e o juiz aceita suborno, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles juntamente urdem a trama.”

→ O suborno destrói nações, governos e instituições, levando à corrupção generalizada.

   De acordo com a Bíblia, o suborno é uma prática injusta e corrupta, que perverte o juízo, prejudica os inocentes e desagrada a Deus. Aqueles que aceitam ou oferecem suborno são advertidos de que suas ações levarão à ruína. Deus exige justiça e integridade em todas as áreas da vida.

   #ASONE

26 março 2025

QUANDO O LEVANTAMENTO DE RECURSOS FINANCEIROS É APENAS UM MEIO E UM FIM NO EXERCÍCIO DO MINISTÉRIO



QUANDO O LEVANTAMENTO DE RECURSOS FINANCEIROS É APENAS UM MEIO E UM FIM NO EXERCÍCIO DO MINISTÉRIO por Josimar Salum

   Quando o ministério se transforma essencialmente em um meio para levantar dinheiro, em vez de cumprir a comissão de Jesus e servir a igreja, o senhor se tornou Mamom e a piedade uma fonte de lucro. 

   “... Cuidando que a piedade seja causa de ganho. Aparta-te dos tais. Mas é grande ganho a piedade com contentamento. 

   Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. 

   Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. 

   Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. 

   Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” 1Timóteo‬ ‭6‬:‭5‬-‭10‬ ‭

   “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." Mateus‬ ‭6‬:‭24‬ ‭

   O que se observa quando o ministério é apenas um pretexto para se levantar recursos financeiros?

   1 - A motivação é materialista: 

   Se a principal razão para pregar ou ministrar é a obtenção de recursos financeiros, não haverá fidelidade ao Senhor nem a Sua Palavra. A mensagem será agradável a plateia e infiel as Escrituras. 

   “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” 1 Timóteo 6:10

   É assim que o amor ao dinheiro se torna a perdição dos pregadores. O que acontece com eles de depravação, heresias, mal testemunho, imoralidade é apenas consequência natural.

   2 - Há manipulação e exploração: 

   Quando o foco é arrecadar fundos, há o risco de manipular a fé dos fiéis, utilizando a espiritualidade como ferramenta para benefício pessoal ou institucional, e isto mais dia menos dia irá minar a confiança dos crentes na liderança da igreja.

   “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Mas o mercenário, que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa.” João‬ ‭10‬:‭1‬, ‭12‬ ‭

   3 - Há desvio da missão: 

   O ministério deve ser, idealmente, um instrumento para promover a transformação pessoal e da igreja. Se o objetivo se resume a levantar dinheiro, a essência do Evangelho e a missão de servir e cuidar das pessoas são negligenciadas.

   “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.” 1Pedro‬ ‭5‬:‭2‬-‭3‬ ‭

   4 - São inevitáveis as consequências para a igreja e a comunidade: 

   A percepção de que o ministério é um meio para enriquecer e levar vantagem pessoal levará a desilusão, a decepção e a frustração dos crentes, resultando em perda de engajamento, conflitos internos e, eventualmente, a fragmentação da igreja.

   “E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade;” 2Pedro‬ ‭2‬:‭2‬ ‭

   Durante há pelo menos três décadas nota-se claramente o aumento ou a diminuição das visitações  de ministros e cantores nos Estados Unidos. Quando a motivação de pregar ou ministrar se apoia na ideia de aproveitar a desvalorização do real — ou seja, agir de forma oportunista conforme as variações cambiais para atrair mais pessoas ou recursos — isso levanta questões muito sérias. 

   1 - De utilitarismo financeiro: 

   Se a atração de fiéis e recursos se baseia apenas no “timing” econômico — por exemplo, quando o dólar está alto e as doações se tornam mais rentáveis — a missão espiritual pode ser ofuscada pelo interesse financeiro. 

   Essa postura desvirtua a essência do ministério, que deveria priorizar a transformação espiritual e o serviço à comunidade. Razão pela qual pregadores visitantes e itinerantes fazem o máximo para serem agendados e aproveitarem ao máximo as suas estadias no país. Mais agendamentos significam mais faturamento.  

   2 - De manipulação da congregação: 

   Usar fatores econômicos para impulsionar a participação invariavelmente será interpretado como uma forma de manipulação. 

   Em vez de chamar as pessoas para um encontro de fé e comunhão, o foco acaba se voltando para a atração pela pela personalidade e possibilidade de ganhos financeiros momentâneos, o que tem prejudicado a confiança dos crentes.

   3 - De desalinhamento com os valores do Evangelho: 

   A prática de aproveitar condições econômicas favoráveis para atrair recursos contrasta com os ensinamentos bíblicos, que enfatizam a sinceridade, o serviço desinteressado e o amor ao próximo. 

   Quando o interesse se resume a levantar dinheiro, o aspecto de cuidado e dedicação à igreja fica comprometido.

   4 - De mpacto a longo prazo: 

   Essa estratégia pode funcionar a curto prazo, mas tende a minar a credibilidade e a autenticidade do ministério ao longo do tempo. 

   Os crentes em um número cada vez maior tem se desiludido ao perceberem que o foco está mais na arrecadação de fundos do que na prática dos valores do Evangelho.

   Obviamente existem obreiros, pregadores e cantores que realmente vem aos Estados Unidos exclusivamente para abençoar a Igreja e aos fiéis.

   Há ainda os que não vem aqui para transformar o ministério em uma atividade meramente comercial, desviando-o de sua função original de promover o edificação do Corpo de Cristo, o cuidado de vidas e a pregação da mensagem viva do Evangelho.  

   “E, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” 2Pedro‬ ‭2‬:‭3‬ ‭

   Quando escrevo estas coisas não me refiro com certeza aos fiéis, mas aos vendilhões dos templos evangélicos, estes devotos de Mamom que andam saqueando os arraiais de cidade em cidade com o suporte de alguns pastores.

   “Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o Evangelho, que vivam do evangelho." e não que se enriqueçam do Evangelho. (1Coríntios‬ ‭9‬:‭14‬).

   As palavras de Jesus ainda ecoam nestes tempos: 

   "E indo, pregai, dizendo: É chegado o Reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai." Mateus‬ ‭10‬:‭7‬-‭8‬ 

   Ó pastores, pregadores e cantores, vós e nós, de graça recebestes, de graça dai!

   #ASONE

20 março 2025

VENHA O TEU REINO, SEJA FEITA A TUA VONTADE NA TERRA ASSIM COMO NO CÉU



VENHA O TEU REINO, SEJA FEITA A TUA VONTADE NA TERRA ASSIM COMO NO CÉU

por Josimar Salum

   O versículo de Mateus 6:10—“Seu reino venha, sua vontade seja feita, na terra assim como no céu”—toca em aspectos profundos e significativos do plano de Deus para o mundo.

   Permita-me compartilhar quatro pensamentos para ajudar você a meditar e compreender o que “a vontade de Deus na terra” pode significar:

1. O Governo Soberano de Deus:

   No céu, a vontade de Deus é perfeitamente realizada—existe harmonia completa, justiça, paz e amor. Quando Jesus nos ensina a orar para que a vontade de Deus seja feita na terra, é um convite para ver a terra como um lugar onde o governo perfeito de Deus se manifesta plenamente. Isso significa que Sua justiça, misericórdia e amor devem ser evidentes em toda a sociedade humana, assim como são no reino celestial.

2. Redenção e Restauração:

   A vontade de Deus engloba Seu plano redentor para a humanidade. Isso significa que, apesar da quebra e do pecado no mundo, o propósito de Deus é restaurar e redimir todas as coisas. Isso envolve a transformação dos corações e das sociedades, onde o amor, o perdão e a reconciliação substituem a divisão, a injustiça e o conflito.

3. Vivendo em Obediência:

   Em nível pessoal, parte da vontade de Deus é que cada crente alinhe sua vida com Seus ensinamentos. Isso inclui viver de acordo com valores como compaixão, humildade e integridade. Ao fazer isso, cada pessoa se torna um reflexo do reino de Deus na terra—um testemunho vivo de que Sua vontade está sendo feita.

4. Um Chamado à Ação:

   Orar “Seu reino venha” também é um chamado para que sejamos participantes ativos na promoção de mudanças. Isso nos lembra que temos um papel em trabalhar pela justiça, paz e amor em nossas comunidades. É um convite para refletir os valores celestiais em nossas vidas diárias—desafiando a injustiça, cuidando dos vulneráveis e promovendo a paz.

   Quando nos concentramos no reino de Deus como algo presente agora, e não apenas uma realidade distante no futuro, começamos a entender que “Seu reino venha” é um chamado para que o governo e a influência de Deus se manifestem em nossas vidas cotidianas.

   Há cinco aspectos que desejo que você considere:

1. O Governo de Deus em Nossos Corações:

   O reino de Deus começa com uma transformação pessoal—uma rendição da própria vontade para abraçar o amor, a misericórdia e a verdade de Deus. Quando permitimos que Deus reine em nossos corações, Seu reino está presente dentro de nós, guiando nossas ações, decisões e interações.

2. Comunidade e Relacionamentos:

   O reino não se restringe a um conceito abstrato, mas se manifesta na forma como construímos relacionamentos e comunidades. Quando praticamos o perdão, a compaixão e a justiça, estamos, essencialmente, vivendo o reino de Deus na terra. Isso significa que os valores do reino—como amor, paz e apoio mútuo—ganham vida em nossas famílias, bairros e círculos sociais.

3. Serviço Ativo e Justiça:

   O chamado para ver o reino de Deus como uma realidade presente nos encoraja a sermos ativos no enfrentamento das injustiças e necessidades em nossas comunidades. Engajar-se em atos de serviço, levantar-se contra a opressão e cuidar dos marginalizados são expressões práticas da vontade de Deus. Quando vemos essas ações como parte do reino, nosso trabalho diário se torna um reflexo do céu na terra.

4. Uma Nova Forma de Viver:

   Enfatizar o reino agora significa reconhecer que o poder transformador de Deus está agindo em nosso meio. Trata-se de viver de maneira diferente—escolhendo a integridade em vez da falsidade, a humildade em vez do orgulho e o amor altruísta em vez da ambição egoísta. Esse aspecto de “já, mas ainda não” do reino nos convida a experimentar a manifestação do governo de Deus mesmo enquanto aguardamos sua consumação plena.

5. Empoderamento pelo Espírito:

   A presença do reino de Deus hoje também é vivida através do empoderamento do Espírito Santo. Os crentes recebem dons espirituais e um propósito renovado que os capacita a levar o amor e a justiça de Deus a todos os aspectos da vida. Esse empoderamento espiritual é um sinal de que o reino está ativo e acessível aqui e agora.

   Em resumo, focar no reino de Deus como uma realidade presente significa ver o governo de Deus não apenas como uma promessa futura, mas como uma força transformadora em nossas vidas pessoais, comunidades e no mundo em geral. Isso nos desafia a viver os valores do céu—justiça, paz, amor e misericórdia—bem aqui na terra, tornando o reino de Deus uma realidade viva e dinâmica em nossa existência diária.

   Em outras palavras, a vontade de Deus na terra, conforme expressa neste versículo, envolve o governo ativo e transformador da justiça, do amor e da verdade de Deus. Ela convida os crentes a antecipar com entusiasmo um futuro de completa renovação e, ao mesmo tempo, a participar ativamente na manifestação dos valores celestiais no presente.

   #ASONE