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12 março 2024

JESUS, OS DISCÍPULOS E AS MULHERES por Josimar Salum



JESUS, OS DISCÍPULOS E AS MULHERES por Josimar Salum  

   Jesus e eles, os discípulos; e elas, as mulheres, que O seguiam por gratidão, sem obrigação, espontânea e voluntariamente, sem constrangimento, senão pelo Amor com que eram amados, cuidados, confortados. 

   Foram libertos de toda a culpa; todos caminhavam em abundante alegria e aonde quer que fossem a Liberdade florescia para todo o tipo de gente, sem distinção, fermentando tudo, palácios e tendas, o templo e as sinagogas, os lares, a vida de cada um. 

   Até a vinda de Jesus, entre os judeus, Deus era uma figura distante, o Deus atrás do véu, de uma manifestação anual, para um sumo sacerdote especial, e sabe se lá se Ele ainda se manifestava mesmo. 

   Ninguém via o que acontecia quando o sumo sacerdote entrava no Santo dos santos! Sabe-se lá se o que os sacerdotes fizeram nos últimos 400 anos antes de Jesus nascer não tivera sido apenas encenação?  Não há nenhum registro de que Deus tenha visitado o templo a não ser no dia em que o anjo visitou o sacerdote Zacarias, pai de João. 

   Não se ouviu dizer que mesmo um anjo tinha se encontrado com alguém durante os últimos 400 anos. 

   E Deus também enviou um anjo para falar com Maria, mãe de Jesus, fato não precedente na sua geração. 

   A partir dai Deus passou a visitar muita gente já que a fenda pela qual orou Isaías “Oh! Se fendesses os céus e descesses” tornou-se uma abertura tão grande que milhares e milhares de anjos subiam e desciam, assistindo ao Rei de toda a Terra Jesus Cristo e a tantos quantos andavam com Ele e haveriam de segui-lo nos próximos séculos e milênios. 

   Para os que podiam no máximo pisar nos átrios do Templo de Jerusalém tudo era baseado no medo e no terror das demandas impossíveis, para se cumprir à risca, e que foram somadas a uma lista adicional interminável, de regras e rituais preparados por uma classe de gente que caprichosamente as inventaram, na busca de agradarem mais ao seu ‘deus’. 

   O ‘deus’ que ao longo dos anos fabricaram, por isto não puderem reconhecer a Jesus como Deus, porque Ele nada tinha que encaixasse a descrição teológica do “deus dos judeus”.  

   Quem pôde perceber a Graça e a Verdade na Antiga Aliança como Abraão e Davi tinham já se transportado para a Nova Aliança antes mesmo de Jesus morrer na Cruz! 

   A lista de preceitos e regras desta classe de gente, a religiosa, que parecia pura e superior para os que a admiravam e a temiam era tão grande quanto eles eram proporcionalmente equiparável à imundícia camuflada por dentro; era tão imunda quanto todo mundo. Gente que não podia amar, porque nunca souberam que o Amor é uma Pessoa! Que quem ama cumpre toda a Lei e debocha de todo preceito e regra! Definitivamente nunca soubera que o fim da Lei é Cristo para Justiça de todo aquele que crê!  

   Os discípulos e as mulheres, pescadores, publicanos, mulheres libertas de sete demônios, gente humilde, sem muitas letras, abandonaram tudo para seguir a Jesus e O seguiram, porque o Seu jugo era suave e o seu fardo era leve. 

   Saíram da religião para a Liberdade dos Filhos de Deus. Não acharam a Jesus. Jesus os achou a eles. Que descoberta! Que empreitada!  “Com Jesus nada de religião; e Ele contradiz absolutamente todas as religiões”. 

   Alguns que antes seguiram João Batista, e mais tarde deixando-o foram seguir a Jesus, chegaram ao fim de toda a religião, nada mais de adoração em templo, nem João jamais cumpriu as obrigações e os turnos que seu pai cumpriu, jamais ofereceu sacrifícios. Eles viviam fora do arraial. Eles foram arrancados do templo e de seus rituais, o Deus de trás da cortina estava entre eles, vivia e comia com Eles, Deus Conosco, Emanuel.  

   Para que ir ao templo se em qualquer lugar Deus vinha se encontrar com eles? Nunca mais se ouviu de algum discípulo seja de João ou de Jesus que estivessem ainda oferecendo qualquer sacrifício no templo. Sim, eles pagaram impostos a César, mas nada de dízimos nem ofertas, nem oferendas, nem pombas nem cordeiros, junto aos sacerdotes, trazidos ao templo. Para quê? Se eles andavam dia a dia com o Cordeiro de Deus, o próprio Filho de Deus, Deus mesmo! Gente bendita! Eles não precisavam ir ao templo, Deus tinha vindo encontrar-se com eles em algum canto de uma estrada empoeirada da Galileia dos gentios. 

   Agora Deus andava com eles como tinha andado com Enoque. E tudo era simples, muito simples, e como eram felizes. Simplesmente viviam com prazer. Que gozo era fazer o que o Pai fazia. 

   Jesus atendeu uma vez a convite, uma festa de casamento. Depois de três dias de festa o vinho velho já havia sido servido por completo e esgotado. Os convidados do noivo, todos já embriagados, querendo mais! Jesus transformou litros e mais litros de água em vinho novo, e beberam tudo, reclamando com o noivo a razão pela qual não tinha ele mandado servir este vinho primeiro. E acabaram de embriagar-se com o vinho novo de Jesus. 

   Jesus fez tudo, criou tudo e qualquer um que queira, usa o que Ele fez e o que Ele criou para seu mal e destruição ou para seu bem e edificação. E só os serventes e sua mãe Maria souberam que Jesus tinha feito um grande milagre, enquanto que Seus discípulos e as mulheres mesmos nem de vinho prescindiam para alegrar o coração. Estes tinham bem perto, a todo o momento, a Alegria de todos os homens e o Desejado de todas as nações. 

   Tão perto que ouviam Jesus espirrar vez em quando, ressonar, enquanto dormia. Quem sabe roncando, deitado sobre um manto estendido na areia, como toda a gente simples? E como dormiam todos bem, que segurança! 

   Mesmo no barco dormindo, quando as ondas se multiplicavam, Seus discípulos acordaram a Ele, atônitos. Jesus dormia, mas estava no barco, como quando parece que Deus está dormindo no meio do fragor das nossas lutas e das nossas tribulações que se exasperam. Jesus acorda, faz cessar os ventos e a tempestade, pois com Jesus no barco, de fato, o barco pode não ir bem, mas estão guardados e se morressem morreriam com Jesus, porque viviam para além do limite do extraordinário.  

   E tudo era muito simples, quando Jesus e os discípulos acordavam, quando caminhavam, quando comiam, quando bebiam e quando voltavam a dormir. Tudo servia de lição eterna, de aprendizado do mundo vindouro, das luzes eternas e benditas dos novos Céus e da nova Terra onde já habita toda a Justiça. Em Jesus é novo Céu e nova Terra hoje! 

   Jesus gostava de uma festa, sem programa, sem planejamento, ‘hoje Zaqueu vou pousar em sua casa’, surpreendeu a Zaqueu e a todos, e vai ter festa, e os discípulos, e as mulheres, e os curiosos, o banquete é preparado velozmente pelo homem dos impostos, e Jesus entra em Sua casa, afeta o mercado de trabalho de toda a cidade. E Zaqueu aquele publicano honesto deseja servir ao Mestre, com o coração tão agradecido, porque Jesus resolveu entrar em sua casa e em sua vida. 

   Servir a Jesus não significa servir a Jesus diretamente. Quem dá aos pobres, reparte seu pão com o faminto, atende aos necessitados, visita aos encarcerados, cobre os que estão nus este é Quem serve a Jesus muito mais que ficar cantando para Ele duas horas. 

   As pessoas dizem ‘eu sirvo a Deus’. Como você serve a Deus? Cantando canções? Por favor, Deus já tem todos os pássaros do mundo cantando para Ele. Dizimando e ofertando? Ele é dono de todo ouro e prata. Por que ele precisaria de seu dinheiro de papel? Você serve a Deus quando você serve o menor de Seus filhos. Em outras palavras você nunca serve a Deus diretamente, a menos que você o faça servindo os outros Jesus e os discípulos, o templo de Herodes mesmo, frequentavam esporadicamente! 

   Somente em dias de festas, quando a multidão de Israel afluía para Jerusalém para cumprir as tarefas da religião, para depois das festas voltarem para casa para serem as mesmas pessoas de antes, como os frequentadores dos templos evangélicos, hoje, na sua grande maioria agem e são - qualquer semelhança não é mera coincidência. 

   E se existe alguma coisa boa na prática da religiosidade são as festas, mas de alegrias passageiras, porque festa e celebração sem Jesus é fossa e depressão esperando no apagar das luzes. 

   Jesus gostava mesmo era das ruas e das casas, de compartilhar o cotidiano dos homens, dos jovens e das crianças, porque quem O serve mesmo, não O serve no templo, mas no dia a dia, nas atividades da vida, nas decisões de cada momento, no encontro com pessoas que como parte da multidão são ovelhas que não tem pastor, das quais o Senhor tem terna compaixão e as socorre bem presente nas suas tribulações. 

   Mas, como arrancar o templo do coração dos homens? O Filho de Deus não tinha onde reclinar a Sua cabeça, mas até hoje querem Lhe dar uma casinha em todo o canto da Terra. 

   “Na verdade não é o que fazemos ou deixamos de fazer que seja o ato de adoração, mas nós mesmos, isto é, a nossa vida em si, consequentemente, tudo o que fazemos é ato de adoração. Cuidamos das pessoas, aquelas de quem somos próximos; de todas as que cruzam o nosso caminho. Isto é adoração.”

   “Pelo mesmo motivo também não temos sacerdotes, pois não precisamos mais de pessoas que façam os sacrifícios para nós, mesmo porque a nossa vida é que é o sacrifício. Nós somos os sacerdotes, mas nenhum de nós é autoridade religiosa. Não temos ninguém maior entre nós, apenas Jesus Cristo. Só Jesus é maior! Ele está vivo entre nós aqui mesmo, agora!” 

   “E não temos homens sagrados em nossa religião. Somos apenas homens sagrados espalhados pelo mundo, mas não homens sagrados de uma religião.  Não temos um dia sagrado. Nossos antepassados tinham um dia sagrado: o sábado. Mas isso era no tempo quando precisávamos ir ao templo levar os animais para que os nossos sacerdotes fizessem os sacrifícios. Agora que nos entregamos ao nosso Deus como sacrifício vivo, o verdadeiro ato de adoração é viver para ele. E vivemos para Ele vivendo para o próximo.” 

   “Não temos uma religião! Nós, seguidores de Jesus, não somos cristãos, porque Cristianismo não é a religião de Jesus Cristo.”

   “Cristianismo é a religião de Constantino, do imperador romano. Porque foi Constantino quem começou a montar de novo tudo o que Jesus Cristo havia desmontado. Foi ele quem começou a construir templos dedicados a Deus, oficializou um dia da semana para os cultos, inventou que prestar culto a Deus é uma coisa que se faz nos templos, nomeou sacerdotes, e começou essa confusão que você está vendo.” 

   “Jesus ensinou que não precisamos mais de templos, sacerdotes, sacrifícios e dias sagrados. Ensinou que Deus é Espírito e importa que os que o adoram, o adorem em Espírito e em Verdade.” 

   #ASONE

COMPRAS E VENDAS: O EVANGELHO DOS FARISEUS por Josimar Salum



COMPRAS E VENDAS: O EVANGELHO DOS FARISEUS por Josimar Salum

   Escrito em 2012. Há 12 anos atrás. Hoje 28/2/24

   Destaque: Vendem ou compram a igreja de uns dos outros, de porteira fechada – com aparelhagem de som, bancos e membros, com faturamento garantido.  Pastor ladrão, sem caráter, existe um juízo muito mais rigoroso para ti, miserável, cigano da fé, corretor eclesiástico, arrepende-te! 

   Leia todo texto a seguir:

   Estou indignado em assistir estarrecido no Brasil milhões e milhões de evangélicos e católicos bombardeados por esta pregação híbrida de Mamom e “Jesus Cristo”, como se Jesus, o Cristo pudesse ser misturado com os padrões e valores deste mundo e com o Diabo. Mamom é Baal. “A rainha dos céus é ‘Maria”, que não é a que deu a luz a Jesus de Nazaré, definitivamente não. Todos os devotos de Baal e de ‘Maria’ não tem parte com Jesus Cristo. 

   Fundam e perpetuam casas de religião em todos os rincões do país, que chamam de igrejas, entregam sermões combinados e ensaiados, com metas de arrecadação para cada templo. Dentro de muitas destas casas religiosas, atrás de suas cortinas, atrás de seus púlpitos ou atrás de seus batistérios jazem bordéis do tipo que o profeta Ezequiel viu pelo buraquinho que Deus o mandou fazer na parede que separava o altar do resto do prédio. Leia Ezequiel capítulo 9. 

   E Ezequiel viu o que jamais imaginaria ver no lugar que era considerado o altar de Deus na Terra. Não acredita que isto seja possível?  

   Aguardem, os dias estão chegando a que o Deus de toda a Terra vai levantar o lençol preto que cobre esta gente hipócrita e vão ser revelados os iníquos, os filhos da perdição, do meio deles, sim, o anticristo, um de cada vez. 

   Este lixo não tem nada a ver com a Bíblia, com o Evangelho e com a Igreja do Deus vivo. Estou indignado pelas compras e vendas de ‘franchising’, querem dizer, de igrejas com nomes famosos e de propriedades do líder donos do nome e do negócio. 

   Estou indignado das vendas de igrejas por pastores, de muitas denominações, que vendem à prestação para outros pastores que no momento estejam desempregados, sem negócios – sem templos e sem rebanhos: não estão pastoreando alguma igreja ou pastoreiam alguma igreja com renda baixa e precisam de outra para aumentar o seu faturamento. 

   Vendem ou compram a igreja de uns dos outros, de porteira fechada – com aparelhagem de som, bancos e membros, com faturamento garantido. 

   Pastor ladrão, sem caráter, existe um juízo muito mais rigoroso para ti, miserável, cigano da fé, corretor eclesiástico, arrepende-te! 

   Estou indignado por estas práticas inspiradas no centenário Tetzel. Vendem indulgências, milagres, bênçãos e perdões, de um Catolicismo Romano que não tem ídolos de barros, mas têm ídolos e ícones vivos, milionários, desta indústria Gospel, a “Holywood” evangélica, a Atenas dos filósofos à toa, a Roma dos Neros, de cantores e cantoras, pastores e pastoras famosos que dizem pregar o Evangelho de Cristo, que é pretexto, nem é pretexto, é quanto vai dar por mês de venda e faturamento, trabalham para isto. 

   Muitos que seguem a Cristo e se divorciam e se casam como quem troca de casaco, que não tem vida, só discurso de um “evangelho” de conveniências, que aprenderam a pregar e a repetir como quem aprende a encenar uma novela ou uma peça de teatro. 

   Estou indignado com esta avalanche de modismos, desta indústria perdulária, vindos do fundo do inferno, para mercantilizar a Fé, enganar os indoutos que ainda não sabem de Jesus e da Sua Palavra: de Graça recebei de Graça dai. 

   Meu irmão amado, minha irmã amada, você não precisa pagar nada, Jesus Cristo já pagou tudo com Seu sangue na Cruz do Calvário, está consumado e consumado está desde dois mil anos atrás, de fato, deste a eternidade. Sai dela, povo Meu! Saia da Babilônia, este mercado de católicos e evangélicos. 

   Assim diz o Senhor! Estou indignado com estes falsos profetas, falsos evangelistas, falsos mestres, falsos pastores e falsos apóstolos, não dão nada, fraudulosamente cobram tudo em Nome de Deus. 

   O evangelho deles é uma mistura de fel com mel, de crepe com ‘crap’ e de faturas absurdas cobradas pelos seus veículos de arrecadação, seus programas de televisão, escancaradamente pelos ‘homens mais ungidos do planeta’, os falsos, como uísque pirateado, importados dos Estados Unidos, mas foram mesmo fabricados na China. 

   Desafiam os incautos a doarem $900, $1100, números mágicos, vosso deus é Mamom, desgraçados, cegos, pobres, nus, sois duplamente enganados, amaldiçoados, nuvens sem água, arrependam-se, o Evangelho de Jesus é simples, de gente simples, para gente simples. 

   O povo, todo o povo, desde há muito podem comprar sem dinheiro, vinho e leite, e podem beber de Graça, venham às Águas que fluem do Trono de Deus. 

   Jesus não cobra nada, porque nenhum valor jamais será capaz de cobrir o preço de Seu Sangue derramado na Cruz do Calvário. 

   Se Ele pagou tudo com Seu Sangue, porque Deus cobraria ainda por alguma benção? 

   Por que mercenário ainda insiste em cobrar por aquilo que Deus já pagou com Seu próprio sangue, o povo que redimiu e comprou, é Seu rebanho? 

   Pastores, nenhum de vocês é pastor de ovelhas nem é mestre de discípulos. A não ser que realmente sejam tuas ovelhas e teus discípulos e se são, não são de Jesus Cristo. E assim são falsificadas. 

   Se vós sois verdadeiros pastores pastoreiam as ovelhas de Jesus. Se vós sois verdadeiros mestres fazem discípulos de Jesus e para Jesus. E haverá um só rebanho e um só Pastor. Você não acredita nisto? 

   Estou indignado com os diálogos de pastores, cantores e membros de bandas evangélicas em busca de melhores condições de trabalho no mercado. 

   Não há nada errado em seguir a profissão de cantor evangélico, músico evangélico, engenheiro evangélico de som, palestrante evangélico, motivador evangélico, palhaço evangélico, etc. Podem cobrar seus shows, seus CDs, livros, consultorias, construírem suas empresas, seus estúdios. 

   Mas não cobre e não misture o produto de vosso trabalho com o Evangelho de Jesus, pois não está á venda. Nunca esteve à venda. 

   O Evangelho de Jesus quando é cobrado deixa de ser Evangelho para ser qualquer coisa do bolso de algum mercenário. 

   O que deveria ser a penetração do Evangelho através da música na mídia tornou-se uma subcultura, um movimento religioso, que fatura tanto quanto o Vaticano fatura por todo o mundo com seus homenzinhos e mulherzonas de barro, fabricados em série os quais chamam de santinhos. E tem santinho evangélico também. Têm devotos, são os clubes de fãs. 

   A música Gospel deveria ser um estilo para influenciar a Cultura com valores e não para deixar-se ser usada para expressar os mesmos valores do mundo. A palavra fã é usada para identificar aquele indivíduo que admira entusiasticamente uma figura pública, geralmente do mundo do espetáculo. Informalmente é uma pessoa que nutre grande admiração por alguém ou alguma coisa, é o admirador. A palavra ‘devoto’ significa que provém de devoção, que inspira devoção, individuo muito religioso, admirador também. Devoção é veneração especial. Venerar é prestar culto, adorar, reverenciar, tratar com muito respeito. 

   Na boca de milhares de pastores, cantores e cantoras não há Evangelho, há mensagem para satisfazer os desejos de seus seguidores. O evangelho que não é o Evangelho virou pretexto para disfarçar a corrida da maioria deles pelo vil metal, já que a pressão deste sistema de Mamom há muito já anuviou ‘pregar por Amor a Jesus’, custe o que custar, com duas túnicas no corpo, somente pelo alimento que é digno o trabalhador. A piedade tornou-se fonte de lucro e grande! Os valores eternos tornaram-se desculpas e meros vocábulos para mascararem a verdadeira intenção de seus corações, já que oração, comunhão com Deus, vida santa não são necessários para fazer o que faz; cantar o que cantam e pregar o que pregam. E que vida de relacionamento com Jesus? 

   O ativismo da carreira, os projetos pessoais, a profissionalização do sermão e da música, as estruturas para comportarem esta engenhoca, os programas, as falas, as músicas, as luzes, as tonalidades, todo o ‘staff ’ bem treinado para repetir tudo, cronometrado, até as risadas e os suspiros, em todos os cultos, que cultos? São shows e teatros. 

   Estou com raiva com tudo isto. Não me diga que eu não deveria. Não estou com raiva de ninguém, talvez contra mim mesmo. Eu estou com raiva contra essas pregações, ensinamentos, seminários das igrejas e dos ministérios de hoje. Vida Fenomenal... Como ser bem sucedido... Como viver uma vida feliz... Como prosperar... Nem 10% dos membros das igrejas cristãs nunca fizeram um único discípulo para Jesus. Quem não é discípulo não faz discípulo. E querem ser muito felizes, cheios de sucesso, por favor, não me faça vomitar. Iniquidade, divisão, ódio, adultério, falso evangelho, pecados homossexuais e amor ao dinheiro. 

   Você quer se embriagar com cerveja, vinho, cachaça, e diz que teme a Deus? Você ‘transa’ com tudo quanto é mulher, e acha que é crente? Na tua mente só existe promiscuidade, é um viciado descontrolado em pornografia e acha que purga tua imoralidade ensinando na classe de Escola Dominical? 

   Canta com “muita unção”, famoso, os apóstolos e pastores mais famosos do Brasil te convidam para os seus congressos, e já vive “casado” adulterando com a segunda, terceira mulher, porque traiu a primeira. “Regularizou teu casamento” com a segunda e com a terceira. Você é respeitado pelos “homens de Deus” e acha que Deus te aceita por amor a eles? E estes falsos pastores que te apoiam vão prestar contas a Deus pelos milhões que estão enganando com seu evangelho postiço e desgraçado. Seu pastor se casou com a amante, você o segue. Ele é um enganador, você é um mentiroso também. Tua família está perdida! 

   Você canta no coro, vive sua vida com sua única mulher e seus filhos estão na igreja, prega como um pregador, ora em línguas, e você está vivendo em pecado? 

   Aquele que crê que “onde abundou o pecado superabundou a Graça” para continuar a viver na prática do pecado nunca vai escapar da Ira e do Juízo de Deus! 

   Você, meu caro, minha cara, pega a tua guitarra, faz meia dúzia de encenações no “altar”, derrama umas gotas de choro de pura emoção, continua vivendo sem nenhuma comunhão com Deus, desrespeita teus pais, teus palavrões são conhecidos de todos os teus vizinhos, acha que “cumpre tuas obrigações com Deus”, porque ora pela manhã ao se levantar, em todas as tuas refeições e até na hora de dormir. Canta bem, ora o tempo todo, dizimista fiel? Mas continua na prática dos mesmos pecados de sempre, de toda a tua vida!

   Furtando da tua empresa? Mantendo um caso com tua “namoradinha”. Pensa que está tudo bem? Você não está bem, meu amigo. Não estaria você indo agora mesmo para o inferno? Você nunca foi nascido de novo. Você não conhece a Deus. É o que afirma I João capítulo 3! 

   Arrependei-vos, o Reino de Deus está aqui. O machado de Jesus já está afiado. Você não dá frutos. Ele está prestes a cortá-lo fora. Deus é amor, sim, Jesus morreu por você e ressuscitou dos mortos. Mas não espere nem por um segundo. Já! 

   Converta-se já ao Deus vingador. Você não é crente. Você é ímpio. Deixe o ímpio o seu caminho e torne-se para o nosso Deus. Rápido, arrependa-se e clame, chore, implore por Sua misericórdia. As misericórdias de Deus não duram para sempre para todos.

   Escrito em 2012. Há 12 anos atrás. Hoje 28/2/24

   Extraído do livro O MANIFESTO: Aos Católicos, Evangélicos, Pentecostais e Protestantes. Se deseja uma cópia em PDF gratuitamente escreva uma mensagem de Whatsapp para +1-774-696-3714

   #ASONE

05 agosto 2015

Não somos cristãos, somos apenas seguidores de Jesus Cristo.

Não somos cristãos, somos apenas seguidores de Jesus Cristo.

Nós somos apenas seguidores de Jesus Cristo. Seguimos os passos dele. E se ele morreu, também morremos. E se ele ressuscitou pelo poder de Deus, nós também ressuscitamos. E agora não vivemos mais para nós mesmos, mas para o nosso Deus, que nos deu vida se vivemos para os outros.

Não temos templo nem altar, porque não precisamos fazer sacrifícios de animais. Não precisamos ir ao templo nem oferecer nada em altar algum porque Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. 

Não oferecemos mais sacrifícios em altar, porque a nossa vida toda é sacrifício a Deus. Entregamo-nos ao nosso Deus como sacrifício vivo, o verdadeiro ato de adoração é viver para ele. Tudo o que fazemos, fazemos para a glória do nosso Deus. Na verdade não é o que fazemos ou deixamos de fazer que seja o ato de adoração, mas nós mesmos, isto é, a nossa vida em si, consequentemente, tudo o que fazemos é ato de adoração. Cuidamos das pessoas, aquelas de quem somos próximos; de todas as que cruzam o nosso caminho. Isto é adoração. 

Pelo mesmo motivo também não temos sacerdotes, pois não precisamos mais de pessoas que façam os sacrifícios para nós nem de altar nem de templo, mesmo porque a nossa vida é que é o sacrifício, o altar é a Cruz de Jesus e nós somos o templo.  Sozinho não sou o templo, nós somos o templo de Dsus. E nós somos os sacerdotes, mas nenhum de nós é autoridade religiosa. Não temos ninguém maior entre nós, apenas Jesus Cristo. Só Jesus é maior! Ele está vivo entre nós aqui mesmo, agora!  E não temos homens sagrados em nossa religião. Somos apenas homens sagrados espalhados pelo mundo, mas não homens sagrados de uma religião. 

Não temos um dia sagrado. O domingo não é o dia do Senhor, todos os dias são do Senhor. Nossos antepassados tinham um dia sagrado: o sábado. Mas isso era no tempo quando precisávamos ir ao templo levar os animais para que os nossos sacerdotes fizessem os sacrifícios. Agora que nos entregamos ao nosso Deus como sacrifício vivo, o verdadeiro ato de adoração é viver para ele. E vivemos para Ele vivendo para o próximo em qualquer dia, a qualquer tempo.

Não temos uma religião! Nós, seguidores de Jesus, não somos cristãos, porque Cristianismo não é a religião de Jesus Cristo. Cristianismo é a religião de Constantino, do imperador romano. Porque foi Constantino quem começou a montar de novo tudo o que Jesus Cristo havia desmontado. Foi ele quem começou a construir templos dedicados a Deus, oficializou um dia da semana para os cultos, inventou que prestar culto a Deus é uma coisa que se faz nos templos, nomeou sacerdotes, e começou essa confusão que você está vendo.

Jesus ensinou que não precisamos mais de templos, altares, sacerdotes, sacrifícios e dias sagrados. Ah! Ele ensinou que como Ele nos amou devemos amar uns aos outros, servir uns aos outros, orar uns pelos outros, edificar uns outros, consolar uns aos outros, suportar uns outros e servir uns aos outros. Não somos nem agimos independentes, dependemos dele e somos seu corpo enquanto somos membros individualmente uns dos outros. Somos as Suas ovelhas em sua Igreja e somos discípulos dele em seu Reino e assim jamais agimos independentes uns dos outros, nunca estamos sozinhos. Sim, ensinou que Deus é Espírito e importa que os que o adoram, o adorem em Espírito e em Verdade. Jesus Cristo é Deus.

Por Josimar Salum, extraído de um texto de autoria de Ed René Kivitz 
Dedicamos vários capítulos sobre este tema do livro O Manifesto: Aos Católicos, Evangélicos, Pentecostais e Protestantes.