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03 outubro 2025

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DE PRIMÍCIAS NAS ESCRITURAS Por Josimar Salum



O VERDADEIRO SIGNIFICADO DE PRIMÍCIAS NAS ESCRITURAS 

Josimar Salum 

3 de Outubro de 2025

 

A palavra primícias significa literalmente os primeiros frutos da colheita ou a primeira parte da produção agrícola, animal ou de qualquer provisão que a terra dava. Eram separados para o Senhor, como sinal de gratidão e reconhecimento de que tudo vinha dEle (Êxodo 23:19; Levítico 23:9–14). 


Esses primeiros frutos eram levados ao Templo e entregues aos sacerdotes levitas, pois eles não tinham herança de terras e viviam do serviço do Senhor (Números 18:12–13; Deuteronômio 18:3–5). As primícias não eram uma “oferta opcional”, mas uma ordenança da Lei de Moisés para Israel, ligada ao ciclo agrícola da terra prometida.


No entanto, quando chegamos ao Novo Testamento, não encontramos nenhum mandamento que ordene aos discípulos de Jesus oferecerem primícias a apóstolos ou pastores. 


A palavra “primícias” não é usada no sentido de oferta, mas no de primeiro: Cristo é chamado de as primícias dos que dormem, os primeiros a ressuscitar (1 Coríntios 15:20), e os crentes são chamados de primícias de Deus, separados para Ele (Tiago 1:18; Apocalipse 14:4). Isso mostra que o foco não está mais em produtos agrícolas ou entregas materiais, mas na revelação em Cristo.


Quanto ao sustento de apóstolos, pastores e mestres, as Escrituras ensinam que os que anunciam o Evangelho devem viver do Evangelho (1 Coríntios 9:13–14). Esse sustento, porém, não vem de primícias, mas de ofertas voluntárias, generosas e cheias de amor, conforme cada um propõe no coração, não por obrigação, mas com alegria (2 Coríntios 9:7). O padrão apostólico é o da generosidade livre, da partilha entre irmãos (Atos 2:44–45) e do cuidado dos necessitados (Gálatas 6:6–10), não o de leis ou imposições da antiga aliança.


Portanto, não existe base bíblica para ensinar que discípulos de Jesus devam entregar primícias a líderes eclesiásticos. 

Essa prática pertenceu à Lei de Moisés e ao ministério levítico, e não à Igreja de Cristo. 


O que a Palavra de Deus ordena aos discípulos é viverem em generosidade, em partilha e em ofertas espontâneas para a obra do Evangelho e para o socorro dos santos.


#ASONE

09 junho 2025

POR QUE EU NÃO USO TÍTULOS COMO “PASTOR” OU “APÓSTOLO” PARA ME AUTO DESCREVER. Por Josimar Salum


POR QUE EU NÃO USO TÍTULOS COMO “PASTOR” OU “APÓSTOLO” PARA ME AUTO DESCREVER. Por Josimar Salum 


Não é por rejeição a vocação ministerial, mas por convicção bíblica e temor diante de Deus. Os títulos como “pastor” ou “apóstolo” não foram instituídos nas Escrituras como formas de titulação, autoafirmação ou exaltação pessoal, mas como dons e encargos de serviço no Corpo de Cristo. Por isso, escolho ser identificado pelo fruto do ministério e pelo testemunho de vida, e não por títulos que podem ser facilmente distorcidos ou mal interpretados.


1. Jesus Nos Ensinou a Não Buscar Títulos de Honra


“Mas vós não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.”

(Mateus 23:8)


Jesus advertiu seus discípulos contra o desejo de ocupar posições de destaque por meio de títulos religiosos. Ele nos lembrou que todos somos irmãos, e que a grandeza no Reino de Deus está em servir, não em ser chamado por um nome elevado.


“O maior dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.” (Mateus 23:11-12)


“Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.” (Lucas 16:15)


2. Nenhum Homem Foi Chamado de “Pastor” na Bíblia


Embora o dom de pastorear seja mencionado como uma das funções ministeriais dadas por Cristo (Efésios 4:11), nenhum homem nas Escrituras é chamado pelo título de “Pastor” como forma de identificação pessoal.


“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (João 10:11)


“E, quando aparecer o Supremo Pastor, recebereis a incorruptível coroa de glória.” (1 Pedro 5:4)


Somente Jesus é chamado de “o Bom Pastor” e de “Supremo Pastor”. Nem Paulo, nem Pedro, nem Tiago, nem João foram chamados “Pastores”.


A função de pastorear aparece como serviço ministerialnão como identidade social ou título hierárquico.


Isso revela que o ministério pastoral é um dom e não um rótulo para elevação pessoal.


3. A Autoridade Verdadeira é Reconhecida, Não Imposta


“Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus.” (Romanos 1:1)


Paulo se apresenta primeiro como servo — doulos, escravo voluntário — antes mesmo de afirmar seu apostolado. Sua autoridade não estava em um título, mas na fidelidade à missão recebida de Cristo, no fruto de seu trabalho e no testemunho do Espírito e da Igreja.


“Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.” (1 Coríntios 4:20)


4. Evito a Institucionalização de Dons


Os dons ministeriais — como o apostólico ou o pastoral — não conferem status, mas responsabilidade.


“A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito visando a um fim proveitoso.”(1 Coríntios 12:7)


Não são cargos de prestígio, mas expressões do Espírito Santo para edificação da Igreja.


Recusar-me a usar títulos é um ato consciente de preservar a simplicidade e a pureza do Evangelho, evitando a idolatria de nomes e posições.


“Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.” (Gálatas 6:3)


5. Minha Identidade Está em Ser Filho de Deus


Acima de qualquer função ou dom ministerial, sou um filho de Deus. Essa é minha identidade eterna. As funções ministeriais que exerço são apenas expressões temporais de obediência à vocação divino — jamais definições do meu valor ou posição no Reino.


“Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não O conheceu a Ele.” (1 João 3:1)


“O maior entre vós será vosso servo.” (Mateus 23:11)


#ASONE

20 setembro 2024

DESABAFO SANTO SOBRE O ESTRELISMO ENTRE OS FAMOSOS PASTORES. Josimar Salum



DESABAFO SANTO SOBRE O ESTRELISMO ENTRE OS FAMOSOS PASTORES. Josimar Salum

   Eu estou cansado de assistir muitos pregadores famosos serem convidados ou promoverem suas cruzadas em nossa região como celebridades cercadas de seguranças e membros do time protegendo a estrela e promovendo sua superioridade numa bajulação asquerosa e os pastores achando que Deus irá enviar o Seu avivamento através deles se virem pregar por aqui. 

   Já naturalmente quis estar com alguns destes líderes e fui convidado a mudar minha cadeira de lugar pois estava bem próximo e não poderia ouvir a conversa iluminada do Clube das Celebridades. Pois isto é muito mal! 

   Os que protagonizam este nojo ignoram as palavras de Jesus. 

   “E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração, porque o que entre os homens é elevado perante Deus é abominação.” Lucas‬ ‭16‬:‭15‬ ‭

   Muito bem, irmã Linda Clark, o que declarou. São minhas agora as tuas palavras:

   << Mesmo em novos círculos proféticos apostólicos, vejo a formação de cliques, preconceito, elitismo e orgulho. Estou triste porque há uma desconexão entre gerações de recém-chegados e predecessores sábios. Então, temos um corte de sabedoria e conhecimento que faz com que as mesmas (coisas) antigas sejam feitas novamente e o progresso é lento e não eficiente para o crescimento do Reino. 

   Eu experimentei ao longo da minha caminhada aqueles competindo para me usar para chegar àqueles a quem tive o privilégio de ter acesso (líderes excepcionais ou bem conhecidos). Não é assim que deveria funcionar, pessoal. A rede na Igreja parece simplesmente estranha - errada. 

   A verdadeira Ecclesia não deve funcionar dessa maneira. A competição para estar com os conhecidos e ser visto como um grande profeta, apóstolo ou líder não depende da unção e colocação de Deus, mas é a roda que range recebendo o óleo (falso). Quase como o nepotismo do mundo. E eu vi como aqueles que dão mais $$ obtêm mais reconhecimento. Temos alguma limpeza a fazer. 

   Deus realmente o coloca diante de reis se você deixar. Ele pode promovê-lo com uma palavra autêntica que faz mais do que soar ou se sentir bem. Eu quero uma palavra e unção de Deus que mude as coisas, quebre fortalezas, altere atmosferas e transforme completamente. 

   Senhor, mostre-nos nosso verdadeiro eu e revele nossas intenções interiores. Queremos que a Ecclesia pura surja. A celebridade tem que morrer! >>

   #ASONE

28 julho 2024

FAZENDO NEGÓCIOS NOS ESTADOS UNIDOS



FAZENDO NEGÓCIOS NOS ESTADOS UNIDOS - Pronunciamento de Josimar Salum sobre algumas igrejas e seus membros, e sobre pregadores e cantores convidados.

   “E, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” 2Pedro‬ ‭2‬:‭3‬ 

   Sou pastor na Nova Inglaterra e sirvo as igrejas evangélicas nos Estados Unidos desde Junho de 1991. São 33 anos de história e experiências com um rastro da Bondade e da Graça de Deus muito grande.

   Quando fundamos e era pastor em Worcester, Massachusetts da Evangelical Christian Church, hoje Mount Zion Christian Church em Grafton, recebíamos pastores convidados do Brasil. Alguns deles como o Pr. Silmar Coelho que veio fazer o seu programa de doutorado no estado do Tennessee, eram muito abençoadores da obra do Senhor entre nós. Era um relacionamento de edificação mútua. A igreja era abençoada e eles eram igualmente abençoados. 

   Seguindo esta introdução desejo fazer algumas considerações com base nestas três décadas de experiências sobre a vinda de pregadores, evangelistas, cantores e agora ‘mentores’ e ou ‘coaches’ que eram convidados para pregarem e ‘ministrarem’ em nossas igrejas.

   1 - No decorrer destes anos quando o valor do dólar em relação ao real caía os preletores e cantores sumiam e não vinham com muita frequência. Quando o valor do dólar subia muitos diziam que tinham um chamado para vir aos Estados Unidos e vinham somente para preencherem suas agendas e levantar dinheiro. Para alguns destes pregadores dizer que tinham um chamado para vir estava ligado diretamente ao valor do câmbio. Alguns chegaram a me dizer que não compensava mais vir aos Estados Unidos quando o dólar estava fraco em relação ao real e um outro pregador muito famoso, meu amigo, me disse uma vez que tinha sido abençoado por um grande ministério de Boston e pensei que tinha sido mesmo pelas pessoas que receberam Jesus, pelas curas que tinham acontecido, mas foi pelo fato dele ter vendido todo o material que tinha trazido além de ter recebido uma ‘oferta?’ muito gorda. Literalmente foram as palavras dele!

   2 - Alguns destes pregadores deixaram um rastro de mau testemunho seja público ou no privado, pois ao final não tinham vida moral íntegra. Eram apenas portadores de sermões ensaiados e repetitivos. Não transmitiram apenas suas palavras, mas seus espíritos de adultério, fornicação, homossexualismo e mau caráter. São inúmeros testemunhos de mercenários da fé que estiveram por aqui.  “Mas o mercenário (o ladrão… que ‘veio’ a roubar, a matar e a destruir) que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa. Ora, o mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado das ovelhas.” João‬ ‭10‬:‭10, 12‬-‭13‬. De fato não é ao diabo que Jesus refere, mas ao líder religioso comerciante. 

   3 - A grande maioria que vem pregar em nossas igrejas dizem que vem para exercerem ‘seu’ ministério entre nós, mas de fato vem para levantar dinheiro para seus projetos e ministérios próprios. Sim, vem e pregam e cantam, mas a razão velada é o faturamento. A agenda é de fato um “tour” e não é preciso ser muito honesto para afirmar isto, é apenas um “tour” e anunciam assim. São artistas. Um destes pregadores famosos do Brasil me disse indignado certa vez que o pastor da igreja que pedi para agenda-lo tinha lhe dado apenas uma oferta de $500 dólares. O pastor meu amigo que o agendou perguntou a mim antes quanto deveria ser o valor da ‘oferta’ que ele deveria dar. Eu sugeri $300, $500 dólares. Mas depois de ter estado lá o pastor insatisfeito me disse que era o valor muito pequeno para o seu padrão. Ele pregou em seguida numa reunião do BMNET e quando o ouvi dizer isto não lhe dei nada.  Se soubesse disto não tinha pedido o amigo, mas teria se pudesse, o despachado de volta ao Brasil o mais depressa possível. Esta prática de cachê para pregadores e cantores é uma vergonha para os pastores que praticam. Pagam $5, $10, $50 mil dólares em dinheiro vivo. Cobram ingressos em suas igrejas. Se é como Igreja e pela Igreja é um evento mercenário. É como o pagamento do aluguel de uma prostituta e o pastor é o cafetão. Deus tenha misericórdia do Seu povo. É legítimo vir ao Estados Unidos para pregar e levantar recursos para suas obras missionárias no Brasil, na África ou em qualquer lugar que seja, desde que seja transparente. É digno o obreiro de seu salário. De seu salário, não de seu cachê. É digno o obreiro de seu salário, mas não de se enriquecer com seu negócio. O problema é que alguns vem levantar recursos para as tais obras missionárias, mas embolsam o resultado. Tenho testemunho de alguns que fizeram assim.  “Ai deles! Porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Corá. Estes são manchas em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se convosco e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações, estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas.” Judas‬ ‭1‬:‭11‬-‭13‬ ‭

   4 - Quando pastoreava ainda em Worcester criei uma regra que o preletor ou cantor convidado deveria deixar 10% do resultado das vendas de produtos para o fundo missionário da igreja. Um cantor, pastor ao tomar conhecimento me disse ironicamente que tinha dois missionariozinhos, seus filhos, em casa, de bocas abertas esperando por ele para alimentá-los. Outros ao saber da exigência (era de fato um teste) retirava o pedido de agendamento. Uma outra cantora cobrou só $3000 dólares e hotel para sua equipe. Respondi ao seu ‘agente’ - não são ministros, tem agentes e empresários - que para rebolar como ela rebolava eu fazia por $300. Está claro para mim que esta relação entre pregar o Evangelho e viver do Evangelho está muito ofuscada.  “Se alguém ensina alguma outra doutrina e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade … cuidando que a piedade seja causa de ganho. Aparta-te dos tais.” 1Timóteo‬ ‭6‬:‭3‬, ‭5‬ . Está igualmente claro que por não conseguirmos identificar as motivações correremos sempre o risco de recebermos em nossas igrejas mercenários e não homens e mulheres de Deus. Assim sendo, precisamos antecipadamente saber bem sobre a vida e o testemunho dos que vem. Primeiro, é marido de uma só mulher? E no mínimo, se é honesto, apto para ensinar; não dado ao vinho (se não bebe cerveja), não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;” 1Timóteo‬ ‭3‬:‭2‬-‭3‬. Alguns usavam até drogas pesadas e no Brasil pregavam nas igrejas mais ‘importantes’ do país. E aqui pregavam nos cultos e nos hotéis repetiam as mesmas práticas.

   5 - Alguns pastores na Flórida estavam um tempo atrás reclamando de pastores famosos que vieram do Brasil para ‘ministrar’ em suas igrejas. Foram recebidos e de fato ‘badalados’.  Eles os recomendaram ao seu povo como homens ou mulheres de Deus, enalteceram suas aptidões e ‘ministérios exemplares’. Sem entrar no mérito da questão, se devem ser recebidos ou não, se são o que disseram que são ou não, fato é que quando estes convidados fundaram suas igrejas no país e os membros saíram e foram segui-los, foram exatamente porque seus pastores os recomendaram. O mesmo sucedeu em outros lugares. É irônico, mas é o que acontece mesmo. Ficam embasbacados com a fama dos convidados e os expõem nos ‘Instagrams’ e o resto é o que todo mundo sabe. Vale ressaltar, que nenhum pastor é dono de território algum, que sendo ‘pastor das ovelhas’ não são seus donos. Como um pastor vergonhosamente disse-me certa vez: “O pastor tem que saber como tosquiar a lã de suas ovelhas.” Referindo-se a não explora-las. Só de mencionar uma coisa destas é de fazer vômito. O ponto é este: Qualquer pastor ou líder é livre parar ‘abrir’ qualquer igreja onde quiser. Eu mesmo quando pastor em Worcester publicamente enviei “membros” para acompanharem “o pastor delas” do Brasil que tinha vindo para começar um ‘ministério’ na cidade e a uma outra pastora lhe ofereci cadeiras para seu novo ‘templo’ mesmo tendo ela dividido a igreja que eu pastoreava um ano antes. Quando se perde a verdade de que a Igreja é a família de Deus a exploração monetária se avoluma. Como disse meu amigo, pastor Marcos Sá de Vila Velha, Espírito Santo quando se é família aquele tio que tem mais recursos geralmente traz presentes para os outros familiares e os familiares até ajudam trazer os que não tem recursos para a reunião da família. Na igreja moderna, ao contrário, torna-se uma relação de troca de figurinhas. Como me ofereceu um apóstolo certa vez que deveria agenda-lo nas igrejas aqui que ele o faria igualmente no Brasil.

   E por último, há pelo menos uns 15 anos atrás surgiu em nosso meio uma nova onda que chamarei de a nova prática ministerial de mentores, “coaches”, terapeutas e preletores motivacionais. Inteligência emocional, neurociência e saúde emocional são agora expressões comuns no vocabulário religioso evangélico. Não há nenhuma contra indicação para estes métodos, estratégias e procedimentos experimentados, se no universo humano, mas rebaixar as altas relações dos irmãos e irmãos com o Senhor da Igreja a estes amuletos, penduricalhos e fetiches modernos é uma afronta e uma abominação. Mentoria na Bíblia é fazer discípulos, mas com o Evangelho do Reino. Treinar (coach) os crentes na Bíblia é ensinar o Evangelho e não submetê-los a técnicas de homens e mulheres incrédulos. Leia bem: treinar é ensinar o Evangelho que abrange todas as áreas da vida. Freud, Lacan, Miller não tem nada a oferecer aos Santos de Deus na Igreja, a não ser sob a prática de profissionais nas suas relações individuais na terapia. 

   O que ocorre é a substituição infame do Evangelho pelo evangelho social. É a substituição desprezível do Evangelho pela parafernália da psicoterapia, da espiritualidade e da mentoria como práticas substitutivas. Trazem de fora as práticas de consultório e de divãs e de técnicas que beiram a manipulação para as relações de uns com os outros da comunhão dos santos. Muitas pregações se tornaram sessões de “stand up comedy” e de descarrego emocional, o púlpito virou picadeiro de circo e o pregador virou animador de auditório. 

   É apropriado o que o apóstolo Paulo recomenda: “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam. Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que só pensam nas coisas terrenas.” Filipenses‬ ‭3‬:‭17‬-‭19‬ 

   Por outro lado não podemos desconsiderar o fato pelo qual estes charlatões da fé encontram muitos seguidores. É que eles oferecem o que as pessoas buscam.  

   Quando a mim persigo o que o Senhor me disse quando cheguei aos Estados Unidos pela primeira vez. “Nada seja permitido em tua vida, a não ser o Meu Evangelho!”

   É passada a hora de retornarmos ao Evangelho, à exclusiva pregação do arrependimento porque é chegado o Reino dos Céus. É hora de elevar uma vida piedosa, não religiosa, para a vivência de todas as nossas relações humanas. É hora de enfatizar uma vida santa e humilde e da vida da Igreja como comunidade de cura. É passada a hora e simplesmente crer no Evangelho, e exclusivamente crer no único Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo. 

   #ASONE

19 junho 2024

Lições Difíceis Sobre Liderança


Lições Difíceis Sobre Liderança

por Josimar Salum

   Há cerca de 12 anos, aprendi várias lições vitais sobre liderança e como construímos relacionamentos.

   Em 2004, conheci o apóstolo John Kelly, que se tornou meu pai e mentor. Durante as poucas vezes que me encontrei com ele ao longo dos anos, aprendi lições significativas, muitas vezes difíceis. Vou compartilhar algumas delas aqui.

   1. Encerrando Relacionamentos Prejudiciais: Tive que encerrar relacionamentos que exploravam minha generosidade e meu coração aberto. Abandonei pessoas por quem fiz esforços ilimitados para ajudar, quer pudesse ou não. Sempre quis servir a todos, mas descobri que estava prejudicando a mim e à minha família. Percebi que isso não era bíblico nem saudável. John Kelly me disse uma tarde a respeito de um grupo de líderes que estava apoiando: "Essas pessoas vão deixá-lo louco."

   2. Integridade e Honestidade: Deixei muitas pessoas se aproximarem de mim, sempre agindo com integridade, honestidade e lealdade, principalmente nas questões financeiras. John Kelly disse: “Eles querem o que você pode lhes dar. Eles nunca confiaram em você.” Percebi que essas pessoas sempre questionavam minha integridade. Doeu profundamente, mas eu disse: “Basta.”

   3. Diferenciando Relacionamentos: Aprendi a diferenciar relacionamentos. Isso não significava encerrar meu relacionamento com essas pessoas ou tratá-las com severidade. Decidi deixar de ser “Pai Abraão” para elas. Descobri de forma prática o que meu pai Josias dizia: “Josimar, meu filho, eu sou de quem me quer”. Foi um conselho prático. Jesus disse: “Quem comigo não ajunta, espalha”. E eu disse: “Chega.”

   4. Desistindo da “Igreja” Tradicional: Aprendi com John Kelly a desistir da “igreja” sem deixar de amar as pessoas ou a Noiva do Cordeiro. O que consome minha energia sem beneficiar o Reino não é digno do meu tempo.

   5. Celebrando Quem Me Ama: Aprendi a celebrar apenas aqueles que me amam, respeitam e honram, e a me livrar de muitas sanguessugas. Percebi que podemos construir amizades e parcerias com as pessoas erradas. Existem muitos níveis diferentes de relacionamento na liderança: de saudações casuais, de amizade, de parceria, de irmandade e de aliança. Algumas pessoas só merecem um almoço, enquanto com poucas valem a pena ir para a guerra.

   Finalmente, depois de aprender tudo isso e colocar em prática, em vez de comemorar minhas conquistas ministeriais, desisti.

   Desisti de mim mesmo. Desisti de tentar satisfazer os desejos da minha carne. Muitas coisas que eu pensava serem espirituais eram na verdade carnais. Desisti de sentir medo e de viver frustrado comigo mesmo por não ter atingido o “padrão divino” que havia estabelecido. Quanto mais eu alcançava, mais alto crescia o padrão. Isso era sempre muito frustrante. Comecei a experimentar a Graça de Deus, sobre a qual adorava cantar, mas nunca havia experimentado plenamente.

   Eu desisto! Desisti de tudo! Desisti de lutar contra a minha carne e contra o pecado. Ninguém que lutou contra o pecado o venceu. Agora, abraço plenamente a Graça de Deus que me livra de todos os pecados.

   Eu estava em uma espiral de “listas de tarefas” que nunca ajudaram a alcançar nada. Fui forçado a fazer muitas coisas para receber coisas de Deus e obter Sua aprovação. Isso é horrível. Todas eram práticas carnais e empreendimentos patéticos. A única coisa que importa é abraçar quem Deus está me transformando para ser, para me tornar um ser da liberdade.

   Durante muito tempo quis compartilhar estas lições e os mistérios do Reino com todos. Mas o Espírito dentro de mim me fez dizer e agir de acordo com estas palavras: "Minha hora ainda não chegou. Fique quieto."

   Contudo, no início de 2010, depois de uma viagem à Índia para proclamar e ensinar o Evangelho do Reino a pastores e missionários, ao regressar a Massachusetts, o Espírito Santo disse-me para partilhar os ensinamentos com sabedoria. Resolvi abrir um pouco o meu coração para os pastores. O que experimentei foi uma resistência enorme.

   Mas Deus continuou a abrir portas, e silenciosamente comecei a alcançar milhares de pessoas com o Evangelho, especialmente fazendo discípulos para Jesus. Estava finalmente levantando líderes e discipulando-os. Abri meu coração e ensinei a Palavra de tal forma que continuarei a pregar livremente o Evangelho do meu Rei, que se tornou um servo para morrer por mim. Se eles O rejeitaram, certamente me rejeitarão.

   Caminharei amando e servindo meus irmãos, respondendo sempre a quem quiser conhecer a Esperança que há em mim: SÓ JESUS ​​CRISTO, MINHA GLÓRIA.

   #ASONE