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07 outubro 2025

UGANDA: POVO, LÍNGUA E A TERRA DA ABUNDÂNCIA Josimar Salum


UGANDA: POVO, LÍNGUA E A TERRA DA ABUNDÂNCIA


Josimar Salum

7 de outubro de 2025


Uganda é mais do que uma nação geográfica — é uma história viva de intervenção divina, restauração e destino em movimento. Um país outrora dilacerado por guerras, doenças e ditaduras, tornou-se um testemunho do que acontece quando a oração, o arrependimento e a fé se encontram com a história. O clamor que um dia se elevou das colinas, vales e florestas desta terra tornou-se a semente de uma renovação nacional.


No final do século XX, Uganda era conhecida no mundo por seu sofrimento — guerras civis, o terror do regime de Idi Amin, a devastação do HIV/AIDS e as feridas da corrupção e da pobreza. Contudo, em meio ao desespero, um movimento de esperança começou a surgir — aquele que mais tarde seria documentado em Transformations II: The Glory Spreads, de George Otis Jr. e do Sentinel Group.


O filme revelou ao mundo aquilo que os ugandenses já estavam vivendo: um avivamento espiritual de base popular. Altares de oração foram levantados em lares, igrejas e florestas. Intercessores clamaram por misericórdia. Comunidades antes divididas por etnias e política foram reconciliadas através do perdão e do arrependimento. A criminalidade diminuiu, famílias foram restauradas e a esperança substituiu o medo.


Em 1999, os líderes de Uganda — incluindo o Presidente e a Primeira-Dama — dedicaram publicamente a nação a Deus, simbolizando uma aliança de transformação. Não foi um gesto político, mas uma declaração de dependência da direção divina. A Igreja tornou-se um referencial moral; a unidade começou a substituir a divisão; e uma nova geração descobriu que o avivamento não é um evento, mas um estilo de vida marcado pela retidão, humildade e serviço.


Essa transformação foi abrangente. Atingiu todas as esferas — economia, saúde, educação, governo e agricultura. As taxas de HIV caíram de forma significativa, não apenas por políticas públicas, mas por um renovo moral e uma disciplina coletiva. Famílias reencontraram esperança, líderes se levantaram com integridade, e uma cultura de responsabilidade começou a florescer. A transformação de Uganda tornou-se visível tanto no âmbito espiritual quanto no social.


Dessa herança nasceu a School of Transformation — um movimento baseado no Reino de Deus para discipular as nações através da verdade e da justiça. Ensina que a verdadeira mudança começa com corações renovados antes de remodelar sistemas. Treina líderes para enxergar a educação, o governo, a economia e a família não como instituições seculares, mas como arenas da influência do Reino. Nesta visão, a fé torna-se cultura e a oração torna-se estratégia.


A diversidade de Uganda — seus 65 grupos étnicos, mais de 40 idiomas e imensa riqueza natural — não é uma fonte de divisão, mas um reflexo do designio divino. Cada tribo e cada língua carrega um dom redentivo, uma parte do destino nacional. A transformação não é a perda da identidade, mas o alinhamento da identidade sob o reinado de Cristo.


A jornada de Uganda permanece como um testemunho profético às nações: terras marcadas pela violência podem ser curadas quando a verdade triunfa sobre a mentira e quando a presença de Deus torna-se o fundamento da vida pública. O movimento de transformação que começou em lugares ocultos — em acampamentos de oração e vilas humildes — continua a se expandir por universidades, indústrias e instituições, chamando cada geração a viver para a glória de Deus e a restauração da sua terra.


“Uganda: Povo, Língua e a Terra da Abundância” explora essa história contínua — como a diversidade, a história e as riquezas naturais de uma nação estão sendo entrelaçadas em uma grande narrativa de redenção e transformação.


Uma Nação de Diversidade e Resiliência


Uganda, frequentemente chamada de “Pérola da África”, é uma das nações mais etnicamente e culturalmente diversas do continente. Com uma população de cerca de 49 milhões, sua força está na variedade de seus povos, línguas e paisagens. Essa diversidade, embora complexa, tem sido o alicerce da riqueza cultural, da fertilidade agrícola e do potencial econômico de Uganda.


Composição Étnica: Um Mosaico de Povos


Uganda abriga mais de 65 grupos étnicos, nenhum deles com maioria absoluta. Os Baganda, que vivem na região central e na capital Kampala, representam cerca de 16% da população. Seguem-se os Banyankole (10%), Basoga (9%), Bakiga (7%), Iteso (7%), Langi (6%), Bagisu (5%), Acholi (4%) e Lugbara (3%).


Dezenas de grupos menores — como AlurKarimojongBatooroBanyoroBagwere e Sabiny — preservam tradições, sistemas de liderança e expressões artísticas únicas. Comunidades como os Ik, no nordeste, mantêm alguns dos idiomas e culturas mais raros da África Oriental.


Embora quase todos os ugandenses sejam de ascendência africana, há pequenas minorias de asiáticosárabes e europeus, muitos com raízes históricas no comércio colonial e pós-colonial. A comunidade asiática, expulsa durante o regime de Idi Amin nos anos 1970, retornou gradualmente e revitalizou o comércio e a indústria.


Línguas: Unidade na Multiplicidade


A riqueza linguística de Uganda reflete sua diversidade étnica. A Constituição reconhece o inglês como língua oficial — herança do domínio britânico — e o suaíli como segunda língua nacional desde 2005, promovendo integração e comércio regional dentro da Comunidade da África Oriental.


A língua indígena mais falada é o luganda, que atua como língua franca no centro e sul do país. Outros idiomas importantes incluem runyankoleatesoacholilango e lugbara.


As línguas de Uganda pertencem principalmente a três famílias:

Bantu — predominantes no sul e oeste,

Nilóticas e Nilo-Hamíticas — faladas no norte e leste,

Kuliak — usadas por pequenos grupos montanheses, como os Ik.


A maioria dos ugandenses é multilíngue, transitando com facilidade entre sua língua local, uma língua regional de comércio e o inglês — um reflexo da adaptabilidade e coesão social da nação.


Agricultura: A Coluna Vertebral da Nação


A agricultura continua sendo o coração da economia de Uganda e o sustento de mais de 70% da população. Seus solos férteis, o clima equatorial e as chuvas abundantes fazem do país uma das zonas agrícolas mais produtivas da África.


Principais Culturas


Culturas de exportação: café, chá, algodão, cana-de-açúcar e tabaco são os principais produtos de exportação. O café sozinho responde por uma grande parcela das receitas externas.


Culturas alimentares: banana (matoke), milho, feijão, mandioca, batata-doce e milhete sustentam o consumo local.


Exportações emergentes: produtos hortícolas, frutas e peixes do Lago Vitória estão conquistando espaço nos mercados internacionais.


Desafios e Oportunidades


O setor enfrenta desafios como acesso limitado à tecnologia, dependência das chuvas, degradação do solo e perdas pós-colheita. No entanto, cresce o investimento em agroprocessamentoirrigação e agregação de valor. A indústria açucareira, liderada por KakiraKinyara e Lugazi, é um caso de sucesso regional, produzindo mais de 500 mil toneladas por ano e abastecendo grande parte da África Oriental.


Riqueza Mineral: O Tesouro Escondido


Sob o solo verde de Uganda há uma vasta riqueza de minerais e recursos naturais. Embora o setor de mineração ainda contribua com menos de 3% do PIB, seu potencial é enorme.


Os principais recursos incluem ourocobrecobaltominério de ferroestanhotungstêniotântalofosfatoscalcário e elementos de terras raras. As principais áreas de mineração são Kilembe (cobre e cobalto), Tororo (fosfatos), Busia (ouro) e Makuutu (terras raras).


Complexo Industrial de Osukuru, em Tororo, ilustra o esforço de Uganda em integrar mineração e manufatura, produzindo fertilizantes, aço e materiais refinados localmente.

Descobertas de petróleo próximas ao Lago Albert também devem remodelar a economia através do Oleoduto da África Oriental (EACOP), conectando Uganda à costa da Tanzânia — um projeto promissor, mas também debatido por suas implicações ambientais.


Indústria: Das Raízes Agrícolas ao Poder Emergente


O setor industrial de Uganda está em rápida diversificação.

As principais indústrias incluem:

Agroprocessamento (café, açúcar, chá, cereais, laticínios),

Têxteis e confecções,

Cimento, aço e materiais de construção,

Produtos químicos e fertilizantes,

Alimentos e bebidas.


As iniciativas governamentais do Vision 2040 buscam expandir parques industriais, modernizar a infraestrutura e incentivar a produção e exportação locais. A Lei de Mineração e Minerais de 2022 formalizou a mineração artesanal, fortaleceu a regulamentação e promoveu investimentos sustentáveis.


Conclusão: Uma Nação de Promessa


A história de Uganda é uma jornada de transformação — das antigas monarquias à indústria moderna, da divisão tribal à identidade nacional, do desespero à esperança.


Seu povo, resiliente e criativo, continua a cultivar a terra, preservar a cultura e buscar o progresso sob uma visão compartilhada de unidade.


Com solos férteis, riquezas minerais e uma geração desperta para o propósito, Uganda ergue-se como um farol de renovação na África — uma nação onde a fé e o trabalho moldam o destino, e onde o Reino de Deus continua inspirando transformação de dentro para fora.


#ASONE





















18 novembro 2022

GRANDES COISAS COMEÇAM POR DENTRO Jones Singini

GRANDES COISAS COMEÇAM POR DENTRO

Jones Singini

Se um ovo for quebrado por uma força externa, a vida acaba. Se for quebrado por uma força interna, a vida começa. Grandes coisas sempre começam por dentro.

Transformação duradoura é sempre um compromisso de dentro para fora.

Se você for empurrado, você segue apenas por uma curta distância, mas se você decidir ir, ninguém pode pará-lo.

É catastrófico quando um ovo é quebrado por fora, mas quando quebrado por dentro, traz ao mundo uma nova vida.

Todo mundo quer que as coisas ao seu redor mudem para o melhor, mas de alguma forma se envolvem nos mesmos comportamentos de antigamente.

Enquanto você se apegar ao que não funcionou por muito tempo, você permanecerá no mesmo estado.

Empurre-se para além da zona de conforto e você obterá os resultados da tomada de riscos.

E a definição de tolo ainda não mudou, é aquele que faz as mesmas coisas da mesma maneira e de alguma forma espera um resultado diferente.

Você não é um deles?

Julgue por si mesmo.

A escolha de quebrar é sua. Será por dentro ou por fora?

#ASONE 

Traduzido por: Filipe S.S Gouvea

#JSALUM

15 outubro 2017

UMA PROFECIA PARA BURUNDI JOSIMAR SALUM

UMA PROFECIA PARA BURUNDI
JOSIMAR SALUM 
Conheci um homem de Deus desde que ele era muito pequeno no Brasil. Como ele era jovem, eu fui seu pai espiritual. Ele veio morar América com sua esposa, Ana nos Estados Unidos.

Seu nome é Davidson, o filho de Davi e sua esposa, Hannah, era como a mulher da Bíblia que não podia ter filhos, mas depois de tanto tempo orando, ela deu à luz a um filho chamado Samuel. Depois de muitos anos eles voltaram a viver no Brasil, de onde vieram.

Davidson e Hannah têm um filho chamado Samuel. Eles também têm uma filha chamada Sarah, a princesa. Sarah na Bíblia é a mãe das multidões com o marido Abraão.

Samuel significa que Deus ouve.

Deivison está visitando nossa casa nos EUA e esta manhã ele me enviou esta mensagem com uma palavra que ele teve sobre Burúndi enquanto ainda estou aqui. (15 de outubro de 2017). 



Ele disse: Josimar, meu pai, ouvi você dizer “profetiza e eu profetizei ao mesmo tempo”:

O machado que cortou a árvore foi quebrado. E o tempo passou.
O machado cortou a árvore por causa da sua altura.
A árvore então estava coberta de vergonha e desprezo.
Ninguém mais a viu tão alta e frondosa entre as outras. Seu lugar estava no chão mais baixo da Terra, o terreno úmido e frio cobria aquela árvore com lama e decadência, membros desmembrados e podridão.
Com a idade de sete anos, a árvore cortada apodreceu para o centro, a parte mais difícil. Mas com isso o passado também apodreceu.
Mas a partir de agora sua raiz brotou,
um botão macio e começou a crescer.
Muitos outros rebentos de novas árvores começaram a crescer no solo fertilizado pela podridão.
Eles cresceram alimentando seus nutrientes de sua vergonha. Eles cresceram nutridos nos nutrientes de sua dor e desprezo.
Agora uma nova floresta se forma. Ao limpar a queda eles recebem luz solar e crescem. Os outros grandes olham e observam a partir da distância o crescimento repentino, juvenil e exuberante.
Aqueles que voam de longe vão se alimentar de você, farão sua morada em seus galhos e descansarão lá.
O navio de guerra agora traz comida e flores e é saudado com alegria. 
Burúndi, seu tempo de brotação e crescimento chegou,
Assim diz o Senhor!


Ao mesmo tempo que lia esta palavra, Jeremie Ntirandekura, um de nossos filhos neste país escreveu! Vale lembrar que estamos entrando no sétimo ano que começamos a trabalhar aqui com Dr. Paul Taylor:

“Aleluia! Estou vendo o sol da paz e da justiça. Onde as pessoas não conseguiram colher, eles vão colher milhões e milhões de alimentos. Essa transformação não afeta somente as pessoas. Também está afetando o solo desta nação. Onde as crianças passavam toda a noite a chorar por causa da fome, elas vão passar dias e noites cantando por alegria. Eu vejo muitos burundenses em pé e sentados juntos conversando com uma língua de reconciliação. Eu não preciso da esperança mais porque eu já entendi. As gerações de discriminação desapareceram e uma nova geração de reconciliação já apareceu.
Shalom Shalom para o novo Burundi que é desenvolvido. Deus já removeu a maldição do Burundi. Burundi ainda não é mais uma nação de três etnias, mas é uma nova nação transformada em uma família. Eu não esperava isso a muitos anos atrás. Vejo as pessoas do exterior chegarem no Burundi para retirar os frutos das árvores que plantaram. E, alguns dos frutos foram levados ao exterior para alegria das nações. Burundi torna-se agora um lar de Deus onde as pessoas glorificam Aquele que as criou. Eu vejo Burundi envelopado por pessoas transformadas.”4