21 dezembro 2006

A ingratidão entre os irmãos.

Josimar Salum

Eu amo Jesus. Muito! Meu coração é cheio de gratidão pelo Seu favor em minha vida e na vida de minha família. Não tenho como expressar em palavras Seu cuidado para comigo.

Seu perdão encheu meu ser de alegria. Este tem sido sempre o recurso para a minha Paz. 

Posso confessar minhas fraquezas e pecados, porque Ele é fiel e justo para me perdoar e me purificar de toda a iniquidade. Nenhuma condenação. Nenhuma acusação. Seu Sangue continua me purificando com o mesmo Poder. Que Graça maravilhosa! Que recurso inefável!

As aflições na vida não me deixam órfão nem me isolam. Em nenhum momento fui abandonado ou deixado sem resposta. Jesus sempre está presente para ouvir, aconselhar e guiar. Não conheço a solidão. Jesus está sempre comigo. Suas promessas são verdadeiras e palpáveis. Ele me corrige. Ele me consola. Em todo tempo. A qualquer hora. Em qualquer lugar. Em todas as circunstâncias.

Por isto tenho sempre um hino de gratidão em meus lábios. Meu coração sempre pulsa de ações de graças. A bondade dEle encheu minha boca de louvor e meus lábios de um sorriso de contentamento. Com Jesus minha alma vai muito bem!

Tenho somente uma tristeza. Minha tristeza é com alguns de meus irmãos. Não é uma tristeza constante nem contínua. São arroubos momentâneos que vêm e passam ligeiramente. É que alguns de meus irmãos demonstraram e ainda demonstram uma ingratidão muito grande para comigo.

Não me considero um homem bom, por certo que não. Nem tão pouco sou perfeito, certamente não sou. Eu também erro. E muito. Muitas vezes. Tenho limitações, muitas. Entretanto, gosto de fazer sempre o bem. Estar pronto para servir e doar e socorrer e atender e ajudar quase que ininterruptamente.

Porém são os intervalos que trazem revolta às pessoas, porque nem sempre podemos atender a todos em todo o momento. Muitas pessoas são insaciáveis. Todo o bem do passado é esquecido quando não posso atender alguma expectativa. É a ingratidão: a única coisa que me fere nesta vida.

Contudo, ouço a voz do meu Senhor soando em meus ouvidos: “Não canse de fazer o bem.” Porque fazer o bem cansa. Sofrer ingratidão também cansa a alma. Se já feriu o coração mais manso e tenro, imagine o meu. É, fere, e muito o meu coração. Já sorvi sua dor muitas e muitas vezes. E vivo presentindo que irei sofrê-la novamente há qualquer momento. Não serei surpreendido, é vero, mas minha dor não será menor por ter esperado conscientemente este momento.

Servir ao Senhor com alegria é um estilo de vida promotor de saúde e satisfação. Por outro lado, a ingratidão de um irmão provoca uma dor impiedosa. E é preciso vigiar para não auto-apiedar-se, pois não sou, repito, o mais bondoso dentre os homens. Definitivamente não.

Apenas o privilégio de ser um canal da bondade do Senhor já é uma coisa tremenda. É que Deus, o Filho anda ainda na Terra por caminhos preparados pelos homens. É Graça ser caminho para Deus.

Nem sempre faço o bem. Uma má resposta que dou. Uma irritação que extravasa. Uma indignação que sai. Coisas comuns a todos os homens. Um irmão me disse: “É por isto que as pessoas acabam se afastando.” É verdade! Os ingratos sempre se afastam. Não conhecem a tolerância nem o perdão.

Justificam as traições, os abandonos, as más conversações, as alianças quebradas, o afastamento e as injúrias com este “direito” de ser ingrato. E todos os favores são esquecidos, um a um. As horas dedicadas, as renúncias pessoais, o deixar de atender a esposa e o filho para atender o amigo, atender altas horas da noite, perder sono, arcar com as despesas, os vários sacrifícios, o prazer da companhia, as lágrimas vertidas juntos, as vitórias e os resultados, todo o bem de muitas vezes: desconsiderados, ignorados, esquecidos. A ingratidão provoca nas pessoas amnesia crônica.

E a obrigação de não poder errar nunca? Não falhar nunca, ser sempre agradável, atender sempre? De fato ser desumano. Gente, quem é humano sempre falha! Sempre erra! Pelo menos 7 vezes. Nem que seja uma vez!

Por que os irmãos se afastam e se vão justificados? Por que aqueles que mais ajudamos são os que além da ingratidão se enredam na traição trazendo prejuízo e dor? A ferida com que somos feridos é mais dolorosa e cruel quando é provocada na casa de nossos amigos.

Eu amo Jesus. Muito! Meu coração é cheio de gratidão pelo Seu Amor e favor. Não tenho como expressar Seu constante cuidado para comigo. Seu perdão tem enchido meu ser de alegria. Tenho Paz! Jesus me dá a Paz! Sua Graça é maravilhosa! Mesmo esta Graça especial de sofrer a mesma ingratidão e traição que Ele conheceu tão bem e tão de perto! Contudo, Ele não ficou sozinho. E assim Ele também não me deixa só! Nunca! Nem mesmo quando expresso os sentimentos mais tristes de minha humanidade!

É que com Ele, sem medo, posso pensar como penso, falar o que quero, ser o que sou!

Nov/06

Um comentário:

Celina disse...

Josimar, incrível como suas palavras couberam em meus sentimentos como uma luva.
Tambem já sofri e sofro muito com a ingratidão fraterna. Mas fazer o quê né...apenas coloco nas mãos do Senhor Meu Deus e peço pra que ele tome conta.