20 junho 2006

A chave para transformação: Entendes tu o que lês?

A chave para transformação: Entendes tu o que lês?
Josimar Salum


O grande desafio que cada leitor da Bíblia enfrenta está contido na pergunta clássica que Filipe fez ao eunuco, ao aproximar-se de sua carruagem e ao ouví-lo ler o profeta Isaías: “O senhor entende o que está lendo?” (At. 8:30)

Em toda a história da igreja, as leituras e interpretações do texto bíblico, filtradas pelas pré-concepções estabelecidas da própria história e das tradições, das doutrinas e dos dogmas do grupo em que se está inserido, da inevitável cosmovisão produzida pelas experiências místicas particulares, da espiritualidade emocional e mesmo da própria predisposição psicológica, geraram o que somos, produziram nossa existência e definiram o que é hoje o modus vivendi da “igreja”.

A interpretação correta do texto e nossa equivalente correspondência de fé são reveladas pelo relacionamento de amor que temos com Deus e com o nosso próximo, pelas expressões das obras genuinamente bíblicas que desenvolvemos e praticamos, pelos comportamentos gerados em Santidade que vivenciamos e pela missão que cumprimos no dia a dia como discípulos de Jesus.

Contudo somos desafiados pelo Espírito de Deus que nos guia a toda a Verdade a responder a mesma pergunta que Filipe fez ao eunuco, sem necessariamente precisarmos da história, da tradições, das doutrinas e dos dogmas, da cosmovisão e experiência místicas, dos condicionamentos espiritualistas, psicológicos e das estruturas que estamos inseridos e nem mesmo de alguém que nos explique o texto com exclusividade.

É muito frustrante descobrir somente tarde que ainda estávamos ligados a fábulas, que ainda compartilhávamos de crendices tolas, que por toda uma vida cremos, pregamos e ensinamos mentiras como sendo verdades, invenções como sendo revelações e novidades quando de fatos eram mímicas de alguém na história. A maioria de nós sofre da “síndrome do papagaio” acostumada a repetir o que ouvimos sem nenhuma iniciativa de pensamento próprio.

O que cremos é realmente a Verdade?


Já parei para pensar seriamente se realmente o que cria é a Verdade sem ter tido problemas em descobrir e concluir que de fato muito do que cria era fantasia, mito e mentira.

Já parei para meditar seriamente se o que confiava como Verdade era verdadeiramente a Verdade sem ter tido receio de fazendo esse exercício estaria me desconectando de Jesus.

É impossível afastar-se de Jesus quando se busca a Verdade. É a busca da Verdade que nos aproxima de Jesus cada vez mais, pensamento a pensamento, passo a passo.

Precisamos questionar e investigar para descobrir se o que conhecemos e sabemos hoje é verdadeiramente bíblico e se o que cremos é a Verdade. E aqui precisamos nos arrepender, que é claramente experimentar uma transformação da mente, do pensamento e dos conceitos em face à Verdade sem ser preciso emocionar-se.

Precisamos voluntária, intencional e desesperadamente desejar a Verdade, conhecer a Verdade, experimentar a Verdade se queremos ser servos de Jesus, servos da Verdade, escravos da verdadeira Liberdade. A Verdade não são conceitos, formulações, doutrinas, conhecimentos, filosofias, dados e postulados. A Verdade é uma Pessoa. Jesus é a Verdade.

A criatividade é fruto da liberdade de cada discípulo de Jesus


A criatividade é mutilada em nosso meio quando muitos líderes têm medo de responder questões de seus liderados ou de serem arguidos por eles na sua fé. Qualquer teologia que não pode ser questionada, sabatinada e confrontada receia o crivo da Palavra de Deus. A idéia que não pode ser explorada foi sufocada pelo medo de se descobrir que se estava equivocado, aliado ao fato de que a institucionalização, a cristalização e a petrificação da “revelação” criou um ambiente mórbido onde toda a criatividade é rejeitada e classificada de herética, como ação para se manter o “status quo” e o conforto que a mesmice proporciona.

A criatividade é desincentivada quando não se deseja experimentar mudanças. Comumente muda-se a decoração do ambiente e até o discurso, mas não se muda de fato nada. É somente isto, o máximo que a maquiagem consegue produzir.

É a constatação por cada um de nós da realidade na expressão clássica de W. L. Bateman que intensifica o tamanho da burrice: “Se continuar fazendo o que você tem sempre feito, você continuará obtendo o que sempre tem obtido.”

Porém, nas questões de transformação, a Palavra de Deus é clara: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm. 12:2, NVI). A renovação da mente é um processo de criatividade e de descoberta do novo na Palavra de Deus.

O resultado da transformação é “sermos capazes de experimentar e comprovar a vontade de Deus”.

O texto “para sermos capazes” significa simplesmente que precisamos de uma capacitação para experimentarmos a vontade de Deus. Revela que a vontade de Deus não pode ser experimentada por todos. Assegura que a Vontade de Deus somente é experimentada por aquele que passou por uma metamorfose ou uma transformação através da renovação de sua mente, de seu pensamento, de como entende as coisas intelegivelmente, ou seja, que tem a compreensão racional inteligente da Vontade de Deus.

Algumas frases que destroem a criatividade na igreja ou em qualquer cenário ou situação revelam a aversão a mudanças:

1) “Este não é o modo com que fazemos as coisas aqui”.


É a expresão do vicío ao continuísmo, a fazer as mesmas coisas como sempre.

Assim o mesmo “tipo e liturgia de culto” que se pratica hoje tem sido praticado em muitas congregações a séculos, por exemplo.

Já parou para pensar se realmente o programa do culto é de fato o que Deus se agrada? Todos os cultos de todas “as igrejas” são os mesmos em quaisquer lugares. Esta uniformidade tem origem na importação de um "Evangelho" empacotado. O que se pratica no Brasil em termos de culto é resultado da importação da religião dos missionários sem nenhum questionamento.

É a proliferacão da religião estabelecida, repetitiva, não questionada, desde Martinho Lutero e Calvino, comandada pela liturgia e pela ética protestante, pela tradição e pelo “programa”.

O programa é imutável, porque o “programata” (programa) substituiu a vida da Igreja (Eclésia – reunião dos salvos) destruindo seu poder revolucionário de provocar mudanças nas culturas das sociedades. Isolou-se a “igreja” num monastério religioso cultural (de fato, sub-cultural) de tal modo que já não é mais relevante nem exerce seu papel de “sal” na sociedade em suas áreas de influência: na Política, na Educação, na Religião, nos Negócios, na Mídia, na Artes e Entretenimento e na Família.

A prática do Evangelho de hoje não é a mesma prática do Evangelho da Igreja no primeiro século no que tange ao “ser testemunha” de Jesus e agente transformador da sociedade. O “Evangelho” se tornou produto de uma classe sacerdotal que se auto denominou de “santa” e considerou todo o resto mundano e secular. O Reino está em nós e onde chegamos o Reino se manifesta nas nossas palavras e ações. Maria mesmo tendo escolhido a melhor parte não tornou-se mais santa do que Marta que cumpria seus afazeres domésticos.

Mas o “culto” substituiu toda a ação evangelizadora dos discípulos, pois transformou o crente em “membro da igreja” e não em discípulo do Reino que testemunha e traz a presença do Reino em todas as esferas da sociedade onde ele se movimenta. Criou-se uma muralha em torno da “eclesia” isolando-a da cidade (da “polis”), de tal modo que a eclesia não pode revolucionar a cidade porque está isolada em suas paredes religiosas.

A forma tornou-se a "igreja" como o templo tornou-se a "igreja". E estes conceitos extrabíblicos e portanto heréticos tornaram-se a "verdade" e tantos outros que não passam de tradições que precisam ser questionados, rejeitados e substituídos para que experimentemos a perfeita vontade de Deus claramente ensinada na Bíblia. Vontade de Deus que tem sido impiedosamente rejeitada quando se lê os Evangelhos com as lentes “evangélicas” e não com o entendimento do Espírito Santo.

Assim é que até aqui nem tudo o que temos feito é verdadeiramente de Deus. Precisamos de transformação.

2) “Já tentamos uma vez, não vai funcionar.”

Ironicamente falando é o compromisso com o fracasso. Nem vale a pena experimentar. É melhor ficar como estamos.

O hino tradicional “eu venho como estou” não nos ensinou que deveríamos continuar sendo o que éramos.

O Evangelho é inovador, no nome inclusive. “Eis que faço novas todas as coisas” é o processo eterno de Deus. O Espírito sempre se move sobre as águas. Nunca conseguiremos experimentar tudo o que é de Deus. O Espírito Santo sempre terá alguma coisa nova a nos ensinar.

3) “Precisamos seguir a Bíblia, você sabe.” 

É claro que precisamos seguir a Bíblia, mas que interpretação da Bíblia e de quem?

Já parou para pensar porque mais de 90% dos membros das igrejas nunca fizeram em toda vida um discípulo sequer para Jesus?

Porque os resultados que temos obtido são totalmente e diretamente relacionandos ao modo como agimos. Se continuarmos fazendo o que estamos fazendo, vamos continuar alcançando os mesmos resultados.

É a estorinha do maquinista que em cada estação descia dá máquina para bater com um martelo de borracha as rodas do trem, porque desde o primeiro dia de trabalho lhe instruíram que deveria fazer assim.

Até que um dia, um menino, em uma das paradas, perguntou ao maquinista a pergunta que ele nunca tinha feito:

“’Seu’ maquinista, porque o senhor está batendo com este martelo de borracha as rodas do trem?”

O maquinista parou, pensou e intrigadamente respondeu: “Sabe que eu não sei.”

4) “Vou orar sobre o assunto”.

Não obstante tudo o que fazemos deve ser acompanhado de oração e especialmente na dependência total de Deus, uma desculpa comum para evitar qualquer mudança é dizer que vai se orar sobre o assunto quando de fato não vai orar nunca.

5) “Vou perguntar ao pastor.”

O governo da maioria das congregações está centralizado no “pastor.” Nenhuma mudança ocorrerá na maioria absoluta das igrejas se o pastor não experimentar primeiro a transformação.

O princípio de autoridade deve ser preservado porque é bíblico, mas toda autoridade que impede a operação criativa do Espírito de Deus numa congregação é antibíblica e abusiva.

E toda autoridade para ser genuína tem que ser bíblica. Entretanto, o modelo protestante é a mimese do modelo católico onde o sacerdote exerce "todo o ministério" usurpando a atuação do Corpo de Cristo. Há pois uma crise de autoridade quando não se observa o que a Bíblia ensina sobre a autoridade de todo cristão.

Todo salvo é sacerdote e rei do Altíssimo e é tão ungido quanto o seu líder. O ensino do sacerdócio de todo o cristão deve ser ministrado em contraste com as práticas católica e protestante.

Biblicamente ninguém é representante exclusivo de Deus na terra; todos os crentes são embaixadores de Deus e ministros de Cristo.

6) “Não estou certo de que isto está no original grego".

Uma das maiores desculpas para combater algo que não aceitamos é apelarmos para uma fonte que nem conhecemos bem e que pessoas ao nosso redor não têm acesso.

7) “Estou certo de que isto vai ofender alguns membros da igreja”.

Toda mudança e toda transformação vão ofender pessoas, especialmente aquelas que estão comprometidas e dependem da estrutura vigente. A questão do “pastor”, por exemplo, está basicamente relacionada ao que José Rego do Nascimento, o pai da Renovação Espiritual da década de 60, chamou de “a profissionalização da fé.”

Nós mesmos temos que estar dispostos a renunciar muitas coisas que vão nos custar caro se desejamos experimentar e comprovar a perfeita, boa e agradável vontade de Deus.

8) “Nós temos que seguir as regras”.


Todo sistema quando foi estabelecido gerou regras para defender e preservar a sua existência.

As regras que são invocadas para impedir qualquer iniciativa de mudança funcionam por “amor” à estrutura que se tornou mais importante que as pessoas.

É assim que se invoca o amor à denominação, o amor à igreja (no sentido de organização) e à fidelidade absoluta às confissões de fé, aos estatutos e às constituições sem levar em conta o bem comum das pessoas e nem à Palavra de Deus.

É “anticristo” toda estrutura mais importante que as pessoas. Não me refiro aqui à figura escatológica, mas ao conceito de ser contra Cristo.

Somente a autoridade da Palavra de Deus é absoluta.

9) “Isto é só sua opinião.”


Mata-se a criatividade quando o indivíduo não pode se expressar.

A pessoa é tão importante para Jesus que Ele ouve suas orações individualmente.

“Ninguém vem ao Pai senão por Mim” ecoa como abertura total não dos portões dos Céus, mas para ir diretamente ao Pai, quem vai a Jesus vai ao Pai. É para todo Aquele que invoca a Deus em Nome de Jesus. Almejamos Deus mesmo e não os Céus. A Vida Eterna é Jesus.

Aliás, o próprio Pai se achega a quem se achega a Ele em Nome de Jesus.

Todo aquele que é ouvido nos céus tem o direito de ser ouvido na terra por quem quer que seja.

Deus se revela através de qualquer um de Seus filhos e não exclusivamente através dos pastores, apóstolos, evangelistas.

A única exclusividade no universo está reservada a Jesus Cristo.

10) “Provavelmente vai custar muito.”


Esta é a frase que mais causou o seputalmento de sonhos, idéias e projetos em todas as épocas.

A provisão de Deus já está disponível no mesmo ambiente onde Suas idéias, projetos e sonhos foram gerados.

Deus sempre começa com pessoas. Quando criou o universo e plantou o Jardim do Eden, Deus tinha em mente o homem e a mulher, assim sendo Ele já os tinham criados.

A provisão de Deus é liberada a cada passo de obediência que se dá.

Deus nunca libera todos os recursos de uma vez, Ele os têm estocados e os libera na medida da nossa caminhada.

Todo ser humano nasce milhionário. O custo para manter alguém mesmo antes de seu nascimento até a sua morte é altíssimo. Alguns custarão em recursos para serem mantidos ao longo de sua vida $1.000.000.00; outros $2.000.000,00, outros $5.000.000.00.

Para com cada um de nós o custo é diferente para suprir comida, água, moradia, saúde, etc, mas será sempre enorme.

É uma minoria que nasce tendo a sua disposição previamente todos estes recursos de uma vez, ou seja, não recebemos todo este dinheiro quando nascemos. Porém estamos garantidos que teremos todos estes recursos no transcorrer da vida, cobrindo tudo o que consumiremos e necessitaremos em toda vida até completarmos 70 anos.

Por isto Jesus disse: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua Justiça, e todas as coisas serão acrescentadas.” Todas estas coisas que Jesus se refere já foram dadas a todos. Deus veste os lírios dos campos e alimenta os passarinhos tão igualmente quanto provê para todos os homens. São as injustiças humanas que provocam todo o tipo de sofrimento humano. Porém para comer, beber e vestir Deus concede recursos até “aos gentios”. Não buscamos o Reino de Deus por causa destas coisas. O texto não diz para buscar o Reino de Deus e a Sua Justiça para que tenhamos todas estas coisas acrescentadas. Todos, salvos e não salvos, as têem. O que Jesus queria mostrar mesmo é que deviamos buscar o Reino de Deus e a Sua Justiça porque de fato o que nos falta é Reino!

Todos nós somos chamados ao ministério de tempo integral.

O conceito mais básico que precisa operar uma transformação em nosso modo de pensar, que ainda não foi percebido pela nossa leitura do texto bíblico, mesmo depois de muitos anos é que todos nós somos chamados ao ministério de tempo integral.

A maioria das vezes senão toda vez que o Novo Testamento usa o termo “ministro” está se referindo individualmente a todos os salvos, do mesmo modo que usa o termo “discípulo.” Não existe esta divisão religiosa e herética entre “clero e leigo”. Todos os salvos são sacerdotes e ministros de Deus. O carpinteiro, o professor, o aluno, a dona de casa, o médico, o engenheiro, todos são sacerdotes e ministros de Deus, se nascidos de novo. Tão ungidos quando o “pastor.”

A transformação do Evangelho ocorre no mercado de trabalho e não na “igreja.”

O segundo conceito que precisa ser entendido, assimilado e praticado por cada um dos ministros de Cristo, ou seja, por cada um dos salvos, é que a transformação não ocorre na “igreja”, mas no local de trabalho ou no mercado de trabalho.

A Igreja é a reunião dos salvos. De fato, é contundente falar de Igreja e reunião, pois é a mesma coisa. Somente os santos se reunem em Igreja.

É na vida cotidiana que cada um dos salvos vai proclamar o Evangelho do Reino, com sua vida de testemunho e suas palavras, vai orar pelos enfermos, expulsar os demônios, exercer os seus dons e desenvolver seus talentos para a Glória de Deus. Cada um dos salvos é embaixador de Deus, do Reino de Deus, em toda a esfera da sociedade onde trabalha e atua, seja na Política, na Educação, na Religião, nos Negócios, na Mídia, na Artes e Entretenimento e na Família.

Mais de 95% do que denominamos ministério de Jesus foi desenvolvido nas ruas, nas casas, nas praças, no mercado de trabalho.

Mais de 95% do que reconhecemos como ministério dos apóstolos foi realizado no mercado de trabalho.

Todos os discípulos de Jesus até hoje vivem suas vidas 95% no mercado de trabalho e no mercado de trabalho são agentes de transformação do Reino. Os outros 5% é reservado para quando se reunem em Igreja.

A geração e transferência de riquezas através do trabalho é o meio de Deus para a expansão do Seu Reino

O terceiro conceito que precisa ser entendido e compreendido é que o plano de Deus é para que Seus filhos invistam no Seu Reino pela geração e transferência de riquezas produzida por seus negócios e atividades no mercado de trabalho.

"A riqueza do ímpio depositada para o justo" (Pv. 13:22) não cairá do céu, nem será recebida como um passe de mágica pela recitação de "mantras evangélicos" e declarações de tomar posse, proclamar, decretar, determinar etc, mas pela conquista através do esforço e do trabalho dos salvos, com inteligência e sabedoria. Trabalho é adoração tanto quanto o cânticos de hinos na assembléia dos santos.

Desde a construção do Tabernáculo passando pela construção do Templo de Salomão e a reconstrução do Templo e de Jerusalém nos tempos de Esdras e Neemias até no Novo Testamento, o modelo de Deus para financiar Sua obra tem sido através do Mercado de Trabalho.

E são os discípulos de Jesus que entendem esta Verdade que mais ganham outros discípulos para o Reino, pois Deus os usa até muito mais do que usa os que são considerados “sacerdotes.”

E é assim que em todo o mundo um “novo modelo de igreja” está surgindo nas empresas, nos locais de trabalho, nas escolas e universidades, nos campos, nas cidades em todas as esferas da sociedade operando uma transformação nas estruturas das sociedades e transformando nações em toda a Terra até que Deus "envie o Cristo, que dantes vos foi indicado, Jesus, ao qual convém que o céu receba até o tempo da restauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca dos Seus santos profetas, desde o princípio". (At. 3:21-21)

Nota:
Este artigo foi inspirado em parte em uma palestra ministrada por Ed Silvoso - www.harvestevan.org

9 comentários:

Samaa Mafra disse...

Gostei muito do texto transformação que estava no blog da amada Ana Paula Valadão...tremendo...gostaria de receber textos da palavra de Deus do Pastor se for possivel. Deus vos abençoe...Paz...

Samara Mafra...
samecemiro2009@hotmail.com

Ricardo Simões disse...

O evangelho está dessa forma, porque deturparam a ordem que Jesus nos deu que era de fazer discpulos. Discípulo não se faz em reunião, levantando a mão para simplesmente falar que aceitou Jesus. Para ser um verdadeiro descípulo, ele tem que se arrepender e arrependimento, traduzindo das escrituras, quer dizer: mudança de mente, metanóia, ou seja: deixar de ser independente para sermos dependentes de Deus. Adão não robou, não matou, não protituiu, não mentiu, então qual foi o seu pecado? Na verdade, foi a sua independência. Quando o homem faz a sua própria vontade, ele comete a raiz do pecado, os outros são consequências, portanto, temos que primeiramente arrependermos de sermos independentes, depois precisamos batizar para limparmos os nossos pecados e logo em seguida recebemos os dons do Espírito Santo. Esta é a porta inicial do Reino, depois vem o caminho mais apertado que é ser semelhante a Jesus, porque o propósito eterno de Deus é de ter uma família de seres semelhantes a Jesus, em que ele é o primogênito. Se perguntarmos inúmeros pastores e membros de denominações (Jesus não mandou construir templos), eles sequer sabem o propósito eternos de Deus, andam na sua própria independência, Jesus afirmou que quem quiser ser o maior no Reino de Deus tem que ser o menor, e nós não vemos isso nos pastores das denominações em geral. Na realidade, eles são os fariseus de antigamente!! É a pura realidade! Jesus é simples, não precisa do homem se encher de conhecimento humano, cursos, teologia, basta amar como Jesus amou, pregar como Jesus pregou, orar como Jesus orou, perdoar como Jesus perdoou, jejuar como Jesus jejuou. Somente fazendo o que ele fez, ou seja, aprendendo o que ele ensinou aos apóstolos, poderemos ser parecidos com ele e sermos considerados seus discípulos e irmão na família celestial.

Saudações a todos e que Deus possa reconstituir realmente a sua Igreja primitiva, a igreja de Atos dos Apóstolos que se reuniam nas casas, praças, proclamando verdadeiramente o Evangelho do Reino de Deus.

Ricardo Simões
Perito Criminal e Judicial.
Invited
ricardsimoes@yahoo.com.br

Virgínia disse...

Postado no Blog de Ana Paula Valadão

Ana, não sou membra de Lagoinha, mas fico super feliz de ver DEUS usando esta Igreja para romper paradigmas. Glória a DEUS!!!!

É um duplo desafio as palavras ministradas: 1º – Para os líderes, que muitas vezes não têm a visão de Cristo na condução de suas Igrejas – como exposto no artigo. Alguns são centralizadores, pra não dizer bloqueadores do “ativo espiritual” dos santos. As vezes, infelizmente, “cargo ministerial” é quase compatível com “cargo público”: gera estabilidade, em vários sentidos….(Não sou contra cargo público, é a forma de gestão da administração estatal, mas resistente a “cargo ministerial” quando padecem de tais efeitos). 2º – Por outro lado, o novo modelo – se é que posso chamá-lo de novo; pois é velho modelo bíblico; desafia os santos a deixarem de ser “agentes secretos do evangélio” para serem servos autênticos em suas atividades quotidianas.

Como fiquei feliz em ver que meus íntimos pensamentos e anseios de anos foram respaldados através desta ministração!! Senhor, obrigada!!! Eu sou parte deste fluir!!! Meu esposo e eu temos sonhos, que para muitos não correspondem à obra de DEUS. Mas, depois desta palavra fui amplamente fortalecida. Glória a DEUS! Como meu esposo não está comigo, neste momento, até mandei o texto para ele…

Ana, não é a primeira vez que me manifesto em seu blog, acho super edificante as exposições – suas e de seus leitores. Muito Obrigada! Em Cristo,
por Virgínia Junho 19, 2009 at 1:32 pm

Stephan disse...

Postado no Blog de Ana Paula Valadão
Pra. Ana, paz do Senhor!

Como comentou uma irmã, esta ministração veio ao encontro de muitas angústias pessoais por que passei como crente. Foi um verdaiero sopro do Espírito, um Vento extremamente agradável do Senhor, em meu rosto, dando-me novo fôlego!

É natural ao ser humano temer o “novo”, aquilo que ainda não foi experimentado. Entretanto, o Deus a quem servimos nos faz agir “sobre-o-natural”. Devemos sim, dentro dos direcionamentos bíblicos, buscar uma nova forma de nos relacionarmos com o Senhor e de levá-lO ao conhecimento de muitas outras vidas. Creio que isso não é novidade para o Ministério Diante do Trono, pois vocês tem pregado e vivido esta renovação!

Como podemos clamar e pregar ousadia quando nos mantemos em nossas cavernas? Recordo-me perfeitamente do que ocorreu com Elias, após sua luta contra a idolatria e a feitiçaria que assolavam Israel. Ele se escondeu em cavernas amedrontado, pois acreditava não só que seria morto, mas também que o povo do Senhor não tinha se desviado de seus maus caminhos, apesar de toda manifestação do poder e do zelo de Deus.

O que o Senhor fez, então? Foi retirá-lo de seu ostracismo, afirmando que havia sete mil que não dobraram seus joelhos ao mal. Como nós vamos perceber quantos ainda não dobraram seus joelhos se nossas vistas permanecem envoltas em preconceitos, desaprovações e repulsas? O próprio Senhor rompeu com a forma de adoração e culto, de serviço e entrega a Deus quando nos visitou. Será que estamos seguindo seu exemplo? “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” nos advertiu o Senhor.

Vamos mesmo examinar a nossa fé, como já nos aconselhou o apóstolo. Tenho certeza de que, removindo os detritos da religiosidade, dos preconceitos, da irracionalidade, vamos ser vasos para uso do Senhor muito mais eficientes! E que os louvores do Diante do Trono continuem nos impulsinando e nos alimentando para que possamos ser transformados!

Deus a abençoe, pastora!
por Stephan Junho 19, 2009 at 2:39 pm

Nina Rossassi disse...

BOM DIA, OLHA LENDO AQUI ESSA PARTE INTERESSANTE DOS E-MAILS QUE RECEBO..
DE VC, POSSO E DEVO LHE DIZER QUE FICO FELIZ E COM ESPERANÇAS..OBRIGADA, ABRAÇOS.
Nina Rossassi
nina_rossassi@hotmail.com

Mário Magalhaes disse...

Bom artigo, mas algumas coisas questionáveis e desvinculadas do escopo bíblico.

Mário
fcomariobr@hotmail.com

Anderson disse...

DEUS CONTINUA FALANDO...

E que bom saber que não se está sozinho!!! Hehehe...

Abraço fraterno

Anderson Carvalho
metanoia_design@yahoo.com

Walter Brito disse...

JOSIMAR SALUM - Quero agradece sua atenção no envio deste muito bom artigo. DEUS o abençoe, grandemente
Walter Britto - Rio de Janeiro
giottogranito@ig.com.br

Vinícius Salum disse...

Pr. Josimar Salum,

Graça e Paz da parte de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo!

Gostaria de, antes de qualquer coisa, agradecer pelo excelente artigo. Recebi pelo e-mail e fiquei maravilhado com o tratamento dado à Verdade. E, aqui, falo da verdadeira, absoluta e única Verdade existente no Evangelho: o próprio Cristo.

Jesus Cristo é a Verdade. De fato, como você mesmo disse: "A Verdade é uma Pessoa. Jesus é a Verdade."

Fico muito feliz com esta feliz afirmação, pois acredito que o almejado retorno da eclésia ao seu Senhor (e não é despiciendo lembrar que a chamada igreja cristã atualmente espelha muito mais um conjunto de doutrinas e tradições humanas do que a face do Cristo - e este crucificado e ressurreto), passa pela fixação desta única premissa inarredável: Cristo é a Verdade!

Com efeito, permita-me afirmar que a Verdade sequer é o que chamamos de Cânon Sagrado ("fechado" originalmente no Concílio de Hipona, século III). Cânon Sagrado (Bíblia) que muitos "pastores", caindo no erro de interpretar ao seu bel prazer, frequetemente utilizam para fazer as mais absurdas exegeses, e outros, não menos equivocados, conquanto utilizando hermenêutica mais apurada ("scriptura interpretat scriptura"), caem no erro de achar que, pela coerência lógica do método interpretativo utilizado (e aprendido no seminário), conseguem extrair a verdade contida no texto.

Ora, se a Verdade não é um livro (ou conjunto fechado de livros e cartas), nem um texto ou letra, não é pelo método hermenêutico que se há de alcançá-la!

A Verdade (Cristo) só é passível de compreensão ao se peregrinar no Caminho (com Cristo), ao se viver a Vida (que é de Cristo)...

Para mim, é isso. E é simples.

Grande abraço deste seu primo (neto do Juca Salum) e irmão na fé!