07 fevereiro 2009

O ESPÍRITO FARISAICO

Josimar Salum

Publicado originalmente em Dezembro/98 & Janeiro/99

No Evangelho segundo Mateus cap 23 Jesus dirigiu-se aos fariseus com muita dureza.

Os fariseus eram os membros de uma seita do judaísmo muito severa quanto à observância literal da lei como também dos milhares de preceitos de interpretação da lei que no decorrer dos anos haviam acumulado. Eram religiosos ao extremo e se você ler todo o capítulo 23 do Evangelho de Mateus você irá encontrar ali uma análise profunda desta seita e de como Jesus confrontou-a severamente.


Em Mt. 23:23 lemos: “Mais ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.” Eu diria que na nossa modernidade é a turma dos dificultadores da vida cristã, dos fiscais e juizes que estão sentados nos bancos das igrejas apenas para observarem e julgarem os seus semelhantes. Senão vejamos!

Pessoas governadas pelo espírito de farisaismo gostam dos elogios dos homens. Estão sempre preocupadas com sua própria posição e sua própria honra. Gostam de receber glória para si mesmos por sua retidão simulada. São movidas a elogios e jamais aceitam ser exortadas. Se escondem atrás de sua pseudo-espiritualidade, pois são “super-espirituais” e menosprezam a autoridade e verdadeira liderança espiritual.

Os fariseus modernos são também individualistas e se firmam no seu pseudo-direito de serem crentes por conta própria, por acharem que não precisam da comunhão da igreja. Afirmam que todos os pastores e igrejas estão errados, pois de fato, assumiram uma posição de juiz e condenam a todos que diferem de suas convicções.

Os fariseus modernos são “muito espirituais” para serem corrigidos. Andam de igreja em igreja, nunca se submetem aos líderes que Deus estabeleceu e quando param numa igreja exaltam as suas próprias posições, são amargos, críticos e vivem para censurar e julgar os outros.

Os fariseus modernos ficam irritados quando encontram líderes livres, alegres e que não impõem regras e leis pesadas sobre a igreja. 

“Onde está o Espírito do Senhor aí a liberdade” (II Co. 3:17) É o Senhor quem transforma o coração do homem, de glória em glória, pois expostos ao ensino da Palavra de Deus somos santificados pela operação poderosa e livre do Seu Espírito. A liberdade do Espírito Santo não é liberdade para dar ocasião à carne e aos ses desejos, mas é a liberdade tanto do jugo do pecado como também do jugo da lei. A liberdade que o Espírito Santo oferece é a liberdade para sermos santos não porque observamos preceitos, mas porque Ele operou em nós a libertação da impureza e do pecado. Porque temos sido santificados com Seu Espírito e Sua Palavra.

Jesus revelou um Evangelho de Amor e Perdão, mas o espírito de farisaismo está sempre com pedras nas mãos para jogar contra os que pecam. São severos quando um irmão peca. São tão duros contra aqueles que erraram e muito cruéis na disciplina. São tão duros que esquecem que “o Senhor quer misericórdia e não o sacrifício” (Mt. 12:7), que o Senhor veio para buscar e salvar o que se havia perdido e que o Senhor veio para curar os doentes e enfermos.

Satanás sabe que a Revelação da Palavra de Deus para os nossos corações implicará na sua deposição, na sua derrota total e na sua aniquilação. A Revelação da Palavra como ela é resultará na quebra do domínio de Satanás sobre as nossas vidas. O Evangelho proclamado liberta-nos da tirania e da opressão do Diabo e do poder do pecado.

Muitos destes fariseus modernos estão presos as suas doutrinas e tradições. Eles estimam a palavra escrita (ao pé da letra) e não a Palavra Viva.

Saiba de uma coisa, toda a palavra usada para oprimir e pressionar não provém do Espírito de Deus. Se queremos o Avivamento precisamos obedecer a Palavra de Deus, mas não aos preceitos, as tradições e ás idéias próprias dos homens.

A Sã doutrina é aquela que nos conforma com a Imagem de Jesus. Ela nos capacita a determinar a Vontade de Deus para que possamos obedecê-Lo. Ela nos revela a Graça de Cristo e Seu amor demonstrado por nós quando derramou Seu sangue na cruz do Calvário.

A Sã doutrina nos leva a uma posição de gratidão e de constrangimento a fazer a vontade de Deus, pois “o Amor de Cristo nos constrange; julgando nós assim, que se um morreu por todos, logo todos morreram. E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (II Co. 5:14-15)

A Sã doutrina nos liberta do esforço próprio para agradar a Deus, das obras próprias, da justiça de nossas obras. Porque “os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Porque a justiça da Lei se cumpre em nós, porque não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. A inclinação do Espírito é Vida e Paz. (Rm. 8:6-8) Porém, onde o espírito farisaico opera há um clima de julgamento e condenação, de culpa e dor. Mas onde o Espírito do Senhor opera aí há liberdade para servir ao Senhor com alegria e há muita paz.

Deixa-me ser mais claro. A vida cristã não está baseada numa enorme de lista de “não podes”. Nós andamos e vivemos pela fé e não por obras.

A santidade do Senhor em nós é mais profunda que nossas atitudes externas. Não mentimos mais porque Ele nos revestiu de Sua Verdade. Não fumamos mais pois Ele nos libertou dos vícios e das drogas. Não nos embriagamos com vinho nem com bebida alcoólica nenhuma, porque Ele nos embriagou com Seu Espírito Santo. Mas muitos insistem em impor sobre os crentes jugos pesados de roupas, de usos e costumes, jugos de comportamentos estreitos baseados em doutrinas legalistas. Jugos de uma falsa espiritualidade, pois está baseada na aparência e não na obra que Deus faz no coração do homem.

Deixa-me ser mais claro ainda. Doutrinas baseadas em usos de jóias, cortes de cabelos, pinturas, roupas, na lista dos “nãos”, do não a todo o lazer como a prática de esportes, do não ao futebol, ao boliche, ao vôlei, etc., do “não” a televisão, ao rádio, ao computador, doutrina de regras e tradições humanas são doutrinas inspiradas pelo espírito farisaico, que trazem mais culpa a consciência que libertação. Estes usos e costumes impedem o homem de entender a santidade de Deus. A visão da santidade de Deus não pode ser baseada no enfeite do exterior, do frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos, “mas o homem encoberto no coração; no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.” (I Pe. 3:3-4) Pois há muitos que não usam enfeites nem jóias e são terrivelmente impuros, pois são maus no julgamento e na condenação de seus irmãos.

Quer ficar livre do legalismo e dos “não podes” e das regras, das tradições e dos usos e costumes, comece a ler e estudar as Escrituras pedindo a iluminação do Espírito Santo!

Estude à Palavra não de acordo com aquilo que aprendeu pelas tradições daqueles que te ensinaram, mas entendendo a vontade de Deus, “esperando inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo.” Esperar inteiramente na graça é basear-se inteiramente na oferta de salvação que está em Jesus, no Seu sangue vertido, no Seu sacrifício pelo pecado, na Sua justiça e no Seu favor. A salvação não está baseada na observância de leis e preceitos, mas somente na Graça de Deus.

E “como filhos obedientes, não vos conformando com os desejos que antes havia em vossa ignorância. Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo. E se, invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação; sabendo que não foi com estas coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.” (I Pe. 1:13-19)

Jesus diz: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. Em vão porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição do homem... Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição... Invalidando assim a Palavra de Deus pela vossa tradição que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas... Nada há fora do homem que entrando nele o possa contaminar, mas o que sai dele isso é que contamina o homem. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça... O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.” (Mc. 7:6-9, 13, 15-16, 20-23).

Todos aqueles que julgam e condenam seus irmãos baseados no seu legalismo sempre caem em pecados escandalosos. Jesus mesmo advertiu: “Não julgueis para que nãos sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes, sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido, vos hão de medir a vós’ ” (Mt. 7:1)

Dr. Wanderlei Salum escreveu um artigo sobre julgamentos, explicando o que significa este tipo de julgamento.

“O Evangelista São Mateus registra, no capítulo 7 do livro de sua autoria, algumas palavras do seu Mestre: ‘Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes, sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido, vos hão de medir a vós’.

Alguns anos mais tarde, o apóstolo São Paulo, em sua epístola aos crentes da Igreja de Corinto (a primeira), declara: ‘ ...mas o que é espiritual, julga todas as coisas...’ (I Co. 2:15)

Oooooops. Será que o Livro Sagrado estaria se contradizendo? Qual dos mandamentos devemos seguir? O primeiro, por serem palavras do Nosso Senhor, ou o segundo, por ser posterior e o Cristianismo já estava se consolidando como religião em expansão?

Não. Uma boa análise dos contextos nos leva às reais intenções daquelas personagens bíblicas:

Primeiro: Ao declarar ‘Não julgueis...’, Jesus se referia ao que ia no coração, às intenções, às motivações das pessoas. Como nós não conhecemos o seu coração, não temos acesso à sua intimidade, estamos desautorizados a emitir juízo de valor sobre o que se passa no seu interior.

Segundo: Ao recomendar aos seus filhos na fé: ‘...o que é espiritual julga todas as coisas...’, o apóstolo Paulo se referia às posturas, às ações e omissões que iam de encontro ao ensinamento evangélico que vinha, então, sendo ministrado e, com muito zelo! Assim, o fato, a situação, a condição delituosa, fraudulenta tinha que ser denunciada, confrontada, combatida e, eventualmente, punida. Na mesma epístola, ele identifica vícios de comportamento de membros da igreja local nascente, que necessitavam ser corrigidos, o mais urgente possível. Aos crentes da Igreja de Éfeso, ele recomenda: ‘ ... e não sejais cúmplices das obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as...’ (Efésios 5:11).”

Entretanto, o espírito de farisaismo atuando nas pessoas faz com que elas vivam julgando tudo, vivam sempre analisando e observando a vida dos irmãos e dos pregadores para acharem um motivo para falarem, enfim, suas opniões são sempre emitidas como se fossem os guardadores da doutrinas e os juízes da igreja.

Fomos libertos por Jesus para vivermos em santidade e pureza, libertos do pecado e da lei do pecado, fomos libertos do jugo da lei.

Toda doutrina que procura oprimí-lo e que delineia para sua vida um determinado comportamento como se você fosse um soldadinho de chumbo, que tenta colocá-lo dentro de uma forma, que lhe rouba a liberdade em Cristo e a Paz é doutrina falsa.

Os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos e eles mesmos foram os que crucificaram a Jesus. “E disse o Senhor: A quem, pois compararei os homens desta geração e a quem são semelhantes? São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros e dizem: Tocamo-nos flauta e não dançastes; cantamo-vos lamentações e não chorastes. Porque veio João Batista que não comia pão nem bebia vinho e dizeis: Tem demônio; Veio o Filho do homem que come e bebe e dizeis: Eis ai um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores.” (Lc. 7:30-34)

Aqueles que estão debaixo da influência deste espírito farisaico estão sempre insatisfeitos na igreja, estão sempre amargurados, são os que se enchem de razão, mas para eles também há uma palavra de libertação da parte de Deus: “Arrependei-vos... Arrependei-vos.... Arrependei-vos...”

O espírito farisaico ama o legalismo. O espírito farisaico odeia a Graça de Jesus que liberta as vidas.

“O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça e paz e alegria no Espírito Santo” (Rm. 14:17) Nossa Justiça vem de Deus pelo Sangue de Jesus. “Sendo justificados pela Fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm. 5:1) Temos paz com Deus, porque Jesus nos reconciliou com o Pai. Por isto podemos ter paz com os homens. Aleluia, pois nossa vida cristã é gozo e alegria no Espírito Santo.

Enquanto estes espíritos malignos tentam atuar na igreja, o próprio Senhor envia Sua palavra profética para desmascará-los e libertar o Seu povo de toda a justiça própria. Enquanto estes espíritos procuram a difamação e a desestabilização da liderança espiritual que Deus instituiu na Sua Igreja, o próprio Senhor está dizendo um basta as suas ações demoníacas.

15 comentários:

Anônimo disse...

O que voce diz quando o próprio lider é que usa o pulpito para enganar as pessoas, se fingindo de espiritual e vivendo uma vida de pecado?
Seria um espirito de jesabel e feitiçaria?

Washington disse...

From: jwesantos
jwesantos@uol.com.br
To: jsalum@greaterrevival.com
Sent: Sat, 14 Mar 2009 2:31 am
Subject: Re: 20/09 - O ESPÍRITO FARISAICO – Parte II


Deus te abençõe com toda a sorte de bens espirituais e materiais.
Estive a pouco, nesta madrugada, orando por você e sua família.

Que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo , o amor de Deus e a eterna consolação do Espírito Santo esteja com você.

Um fraternal abraço.

Washington

Joao Filho disse...

From: João A. de Souza Filho pastor.escritor@terra.com.br

To: TRANSFORMANDO Sent: Sat, 14 Mar 2009 9:42 am
Subject: Seu artigo
Josimar: Apeciei sua análise sobre o que você está enxergando sobre a igreja brasileira aí na América. Triste realidade, e a reflexão que você faz é a pura verdade. Concordo plenamente com você. A última vez que fui a América pregar nas igrejas brasileiras foi em 1993-94 e prometi a mim mesmo que jamais regressaria para pregar entre brasileiros. Gente descompromissada com suas famílias que ficaram no Brasil, algumas pessoas fugindo da imigração, só pensando em ganhar dinheiro. Fiquei enojado!
Também faço uma análise da igreja Brasileira que você encontra em meu site: www.pastorjoao.com.br Se me permite, estou pensando em colocar seu material no meu site.
Um grande abraço,

Pastor João A. de Souza Filho

A Cardoso disse...

From: A.Cardoso acardoso@msn.com
Sent: Fri, 13 Mar 2009 6:57 pm
Subject: Re: 20/09 - O ESPÍRITO FARISAICO – Parte II
Josimar,
Muito bom essa palavra pode continuar a mandar para mim.
Que abençoe a sua vida.
Tony

Brother Costa disse...

From: Brother_Costa.Telecomunicações batista
brother_costa@hotmail.com
To: jsalum@greaterrevival.com
Sent: Fri, 13 Mar 2009 1:57 pm
Subject: HISTÓRIA SOBRE OS FARISEUS


HISTÓRIA SOBRE OS FARISEUS

Fariseu (do hebraico פרושים) é o nome dado a um grupo de judeus devotos à Torá, surgidos no século II a.C.. Opositores dos saduceus, criam uma Lei Oral, em conjunto com a Lei escrita, e foram os criadores da instituição da sinagoga. Com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. e a queda do poder dos saduceus, cresceu sua influência dentro da comunidade judaica e se tornaram os precursores do judaísmo rabínico.A palavra Fariseu têm o significado de "separados", " a verdadeira comunidade de Israel", "santos".
Sua oposição ferrenha ao Cristianismo rendeu-lhes através dos tempos uma figura de fanáticos e hipócritas que apenas manipulam as leis para seu interesse. Esse comportamento deu origem à ofensa "fariseu", comumente dado às pessoas dentro e fora do Cristianismo, que são julgados como religiosos aparentes.


Origens e história
A origem mais próxima do nome fariseu está no latim pharisaeus, que por sua vez deriva do grego antigo ϕαρισαῖος, assentado no hebraico פרושים prushim . Esta palavra vem da raiz parash que basicamente quer dizer "separar", "afastar". Assim, o nome prushim ou perushim é normalmente interpretado como "aqueles que se separaram" do resto da população comum para se consagrar o estudo da Torá e das suas tradições. Todavia, sua separação não envolvia um ascetismo, já que julgavam ser importante o ensino à população das escrituras e das tradições dos pais.
A origem mais provável dos perushim é que tenham surgido do grupo religioso judaico chamado hassidim (os piedosos), que apoiaram a revolta dos macabeus (168-142 a.C.) contra Antíoco IV Epifânio, rei do Império Selêucida, que incentivou a eliminação de toda cultura não-grega através da assimilação forçada e da proibição de qualquer fé particular. Uma parte da aristocracia da época e dos círculos dos sacerdotes apoiaram as intenções de Antíoco, mas o povo em geral, sob a liderança de Yehudah Makkabi (Judas Macabeu) e sua família revoltou-se.
Os judeus conseguiram vencer os exércitos helênicos e estabelecer um reino judaico independente na região entre 142 a.C.- 63 a.C., quando então foram dominados pelos romanos. Durante este período de 142-63 a.C., a família dos macabeus estabeleceu-se no poder e iniciou uma nova dinastia real e sacerdotal, dominando tanto o poder secular como o religioso. Isto provocou uma série de crises e divisões dentro da sociedade israelita da época, visto que pela suas origens os Macabeus (também conhecidos pelo nome de família como Asmoneus) não eram da linhagem de Davi, não podendo assim ocupar o trono de Israel, e também não eram da linhagem sacerdotal araônica.
Grupos reacionários apareceram dentro da sociedade judaica, tentando restabelecer o seu prestígio e poder, ou pelo menos o que eles consideravam como certo segundo a Lei e tradições judaicas. Assim, foi nesta época que provavelmente apareceram: 1) Os tzadokim (saduceus), clamando ser os legítimos descendentes de Tzadok e portanto os legítimos detentores do sumo-sacerdócio e da liderança religiosa em Israel; 2) os perushim (fariseus), oriundos dos hassidim que, geralmente, desiludidos com a política, voltaram-se para a vida religiosa e estudo da Torá, esperando pela vinda do Messias e do reino de Deus; 3) e os Essênios, oriundos provavelmente também dos "Hassidim" e de um grupo de sacerdotes descontentes com a situação que se afastaram da sociedade judaica em geral e foram viver uma vida de total consagração ao Criador na região do deserto a fim de preparar o caminho para a vinda do Rei Messias .
Os perushim agrupavam-se em "havurot", associações religiosas que tinham os seus líderes e suas assembléias, e que tomavam juntos as suas refeições. Segundo Flávio Josefo, historiador judeu do 1º século d.C., o número de perushim na época era de pouco mais de seis mil pessoas (Antigüidades Judaicas 17, 2, 4; § 42). Eles estavam intimamente ligados à liderança das sinagogas, ao seu culto e escolas. Eles também participavam como um grupo importante, ainda que minoritário, do Sinédrio, a suprema corte religiosa e política do Judaísmo da época. Muitos dentre os "perushim" tinham a profissão de sofer (escriba), ou seja, a pessoa responsável pela transmissão escrita dos manuscritos e da interpretação dos mesmos. Duas escolas de interpretação religiosa se desenvolveram no seio dos perushim e se tornaram famosas: a escola de Hillel e a escola de Shammai. A escola de Hillel era considerada mais "liberal" na sua interpretação da Lei, enquanto a de Shamai era mais "estrita".
O cristianismo perpretou através da história uma visão estereotipada dos "perushim" junto aos escribas e saduceus, como os adversários de Jesus, que ataca duramento seu orgulho, sua avareza, sua hipocrisia e, sobretudo, o perigo de crer que a salvação vem da lei.
No entanto os "perushim" eram uma seita de grande influência em Israel devido ao ensino religioso e político. Aceitavam a Torá escrita e as tradições da Torá oral, na unicidade do Criador, na ressurreição dos mortos, em anjos e demônios, no julgamento futuro e na vinda do rei Messias. Eram os principais mestres nas sinagogas, o que os favoreceu como elemento de influência dentro do judaísmo após a destruição do Templo. São precursores por suas filosofias e idéias do judaísmo rabínico. Polis

Ilton Lisboa disse...

Prezado Pastor,

Muito obrigado pelas mensagem que so me faz bem , trazendo a PALAVRA DE DEUS, direta ao coracao.
Que DEUS possa continuar dando ao senhor cada vez mais sabedoria e amor.
enilisboa@aol.com

Ismail Pereira disse...

I love you brother!!

I will send your text via snail mail to all the members of our Fall River church, if you allow me.

Some of them don't have emails, and I want to make sure they all read this!



I don't have Part I. Can you send it to me? Please?



This is awesome! totally from God! Keep it up brother. Gods is talking to you!



Be blessed.



Ismail
gurgel@live.com

Claudete Costa. disse...

Tremendo e edificou muito minha vida.Que o Senhor continue a abençoar ricamente esse ministério.
Claudete Costa.
Fortaleza,Ceará,Brasil.
poderosasiao@hotmail.com

pastorantero@yahoo.com disse...

Parabens pela postagem.
Quando puder visite o meu site. Postei um artigo com o nome "o fardo é leve", acho que seria bom se vc lesse, temos muitas opiniões em comum.
Abraços
Deus continue abençoando sua vida e minsterio.

Meu blog é: pastorantero.com

pastorantero@yahoo.com

fabianofreitas78@yahoo.com.br disse...

obrigado pelo e-mail, eles são muito esclarecedores!!
fabianofreitas78@yahoo.com.br

Marilan disse...

Bom dia!
A paz esteja contigo!
Eu gostei do estudo que vc enviou, e entrei no seu blog, e observei que tem muitos estudos bíblicos interessantes e ricos da palavra de Deus. E olhando sua foto, penso que te conheço de algum lugar. Já nos conhecemos!

Um cordial abraço.

Marilan
adorafiel@hotmail.com

Joce disse...

A paz do SENHOR JESUS,
Estou amando suas mensagens!!
Deus abençoe grandemente seu ministério.
Abraço,
Joce
jocedjn@hotmail.com

Kehilat Sar-El disse...

Shalom!

Temos apreciado muito os textos que nos são enviados.
Em relação ao espírito farisaico, só gostaríamos de salientar que Jesus
muito provavelmente era um fariseu. Ele se referia aos escribas e fariseus hipócritas (que não compreendiam o princípio da Lei e criavam cercas ao redor dela).
Necessitamos conhecer mais sobre a cultura e tradições judaicas para
não cometermos certos erros de generalização, contribuindo com o Espírito Antissemita tão arraigado na Igreja do Senhor.
Talvez um título mais adequado ao texto, tão bom, seria: "O Espírito de Hipocrisia" ou Religiosidade.

No amor de Yeshua,

Kehilat Sar-El
kehilat_sarel@hotmail.com

Fariz Chelala Junior disse...

Caro Josimar,

Sou cristão e estudo a palavra de Deus a aproximadamente 6 anos. Vi que vocês tem um profundo conhecimento sobre a liberdade
espiritual conforme o texto abaixo e fiquei impressionado com sua visão. Somos um grupo de pessoas que se reúnem em casa e
que, realmente, não apoiamos o sistema das religiões. Mas por favor, não nos interprete mal. Em nenhum momento somos proibitivos
ou julgamos aqueles que trabalham em pról de Deus. São cristãos como nós, não mais, não menos. Oro todos os dias para que se forme
a unidade do Espirito Santo. Assim como você, aguardo a segunda vinda do Senhor Jesus. Mas quando Senhor Jesus a aproximadamente
2000 anos atrás veio, Ele não fundou religião alguma. Nenhum sistema foi implantado. Muito pelo contrário, ele foi contra o sistema. Você mesmo citou como bom exemplo os farizeus e escribas. Mas dizer que somos Neo escribas ou Neo Farizeos ! ! ! Josimar, em nenhum momento condenamos ou julgamos aqueles que estão na religião. Somos irmãos em Cristo e disfrutamos do mesmo espírito. Apenas um espírito, um só corpo, um sacrifício e uma só salvação.
Todavia em seu texto, fomos duramente apedrejados pelo seu julgamento. Irmão, não generalize desta maneira pois o que mais vi em muitas denominações foram... "se você fizer isso ou aquilo, vai pro inferno". Gostaria que aprofundasse melhor seus conhecimentos
sobre nossas reuniões em casas. Tenho certeza que o Senhor tem operado muito dessa forma e os progressos são grandes. São muitos
os que dedicam para a obra do Senhor e não tem sido em vão. Temos por base o sangue de Jesus, o testemunho que ele nasceu de uma
mulher, viveu, foi batizado, operou milagres, foi rejeitado e morreu por nossos delitos como foi profetizado antes. Também cremos que
ressucitou ao terceiro dia e soprou sobre nós, os que cremos (crentes não por denominação religiosa mas por crêr Nele), o espírito santo. Cremos que hoje a relação do Senhor com o homem não é externa. Somos tabernáculo do Espirito Santo e Cristo mora em nós todos, os que cremos. Cremos também que o Senhor Jesus trabalha para a edificação da igreja, na únidade de seu corpo que nós os crentes somos membros. Também cremos que se permanecemos
na carne, faremos Sua obra não para nos glorificarmos, mas para que toda honra e toda glória sejam para o Senhor. Contudo se morremos, é lucro. Não subimos em pulpito e não aparecemos em público. Trabalhamos em silêncio, paralelamente para a edificação da igreja.
Josimar, apesar de não reunirmos em templos não significa que somos divisão. Antes reuniamos, mas como toda religião, começou a aparecer aqueles que queriam se destacar e até comandar a palavra de Deus. Percebemos que nas casas, as pessoas ficam mais próximas e mais a vontade para perguntar, questionar, e trocar experiências. É simplesmente maravilhoso ! ! ! Josimar, peço a Deus, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor e Salvador que em momento algum proclamemos outro evangélio senão aquele que nos foi passado através dos apóstolos. Desta maneira somos um com o Senhor.
Eu, você e toda a igreja bebamos do mesmo vinho e comamos do mesmo pão. Sem julgamento. Não se esqueça que aquele cristão que divide, que proíbe e que lança sobre os outros o julgo pesado da lei, também é cristão. Oremos por ele que está com o coração endurecido e os olhos cheios de escamas. Assim como Saulo de Tarso que perseguia os cristãos e cometia absurdos, foi tomado pelo Senhor. Por que? Saulo fazia tudo isso porque achava de coração que agradava a Deus. Ele foi resgatado por Deus e de seus olhos lhe cairam como umas escamas. Olhe que interessante, foi quando Saulo estava cego que enxergou a Cristo. Não podemos comparar, mesmo esse cristão, de coração endurecido, olhos cheios de escamas que impõe sua religião com os escribas e farizeus, pois como você mesmo disse: "Gostam de receber glória para si mesmos por sua retidão simulada". Deus abençõe o trabalho de vocês.

Do Irmão
Fariz Chelala Junior
Igreja de Belo Horizonte - MG
fariz@terra.com.br

David Pegoral. disse...

Concordo com o texto, porém vale consignar algumas ressalvas.

Evidentemente que há inúmeras excessões à regra. Creio que vosso
ministério seja uma delas. Lamentavelmente a Igreja tem se resumido a dinheiro e, grande parte da liderança evangélica se corrompeu. E isso não é julgamento, é observação. Contra fatos não há argumentos.
Existe solução para isso? Claro que existe, o próprio Jesus ensinou,
e a solução se chama: "vai e não peques mais". É o que os líderes
religiosos não querem fazer. Se prostrarem e se arrependerem
genuinamente.
Vale lembrar que os fariseus era uma casta de autoridades religiosas,
que totalmente contrários á prescrição legal, não ofereceram o
direito ao contraditório a um Judeu que nada fez para merecer a
condenação. É muito fácil uma liderança taxar alguém de Jezabel,
absalão, datã ou Abiú, sem lhe conceder o contraditório. Com o
microfone na mão é mole! Chamar os outros de Fariseus também é
fácil, e, também é julgamento. O que vemos na maioria das vezes são
autoridades religiosas usando os recursos depositados nos gazofilácios,
oriundos da fé e da pureza de um povo para utilizarem em seus próprios
interesses, deleites e projetos pessoais. Isso não é julgamento, mas
sim observância de fatos públicos e notórios. A verdade é que, quem
ainda não se enriqueceu com as beneces da filantropia religiosa, luta
para enriquecer-se, tendo como modelo àqueles líderes religiosos "bem sucedidos".
Na sociedade farisaica dos tempos de Jesus, Pedro assim se pronunciou:
"para onde iremos nós?". Acho que essa pergunta vem bem a calhar nos dias atuais.
O descrédito da liderança não se deve ao pecado, pois todos,
indistintamente somos suscetíveis ao pecado, mas reside exatamente na falta de arrependimento. Temos tanto a fazer e um mundo inteiro à conquistar, pessoas a serem salvas, vidas sem esperança nos presídios e hospitais, e acabamos por perder o nosso precioso tempo com discursos eloquentes e acusações recíprocas.
Carecemos de referência. Pode-se contar nos dedos os líderes que se
predispõem a fazer o que realmente mandam que os outros façam. Isso é que se pode classificar como hipocrisia e farisaísmo.
Já passou da hora de sairmos da teoria e encararmos a prática do
evangelho genuíno. Acusações do tipo farisaísmo também representa
julgamentos, o que o Senhor Jesus não nos autorizou. Já existem
Igrejas demais, o que tá faltando é vergonha na cara de uma liderança
que há muito, perdeu o foco. O Profeta Miquéias já advertia quanto
essa categoria de pessoas. (Miquéias 3).


Desculpe o desabafo, mas já estou farto de lideranças que só acusam e não olham para o próprio umbigo. Repito, acredito que vosso
ministério seja excessão à regra.


A Paz de Yeshuah!


Att.


David Pegoral.
davidpegoral@oi.com.br