25 maio 2006

A mulher no ministério

Os dons ministeriais encontrados em Ef. 4:11, que visa "ao aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo." (v. 12) não são destinados somentes aos homens. Não são somente os homens que podem recebê-los.

O aperfeiçoamento dos santos, a obra do ministério e a edificação do corpo dizem respeito aos homens, às mulheres, aos meninos e as meninas, aos mais velhos, comumente, enfim, a todos os crentes que fazem parte deste corpo.

A mulher, tal como a Bíblia ensina, sendo esposa, está sujeita a seu marido, o Cabeça da mulher.

A mulher tal como a Bíblia demonstra e narra, recebendo um ministério do Senhor (Priscila, por exemplo, era uma apóstolo) não significa que estará em posição superior ao homem e especialmente seja superior ao seu marido no caso da casada. Aliás, somos chamados em um Corpo e no Corpo a nos sujeitarmos uns aos outros, no temor de Cristo, sejamos homens ou mulheres.

As mulheres, solteiras (as filhas de Filipe, por exemplo) e as casadas, recebem do Senhor Jesus dons ministeriais para o exercício do ministério, porque assim quer o Senhor Jesus, o Senhor da Igreja.

Os papéis de cada um no Corpo de Cristo são determinados pelo Senhorio de Jesus Cristo. "Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo e há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação é dada a cada um para o que for útil." (I Co. 12:4-7)

"A mulher esteja calada na igreja" (ref. I Tm. 2:9-15) se ela não é submissa ao seu marido (I Co. 14:34-35). Aprenda dele em casa, como a Bíblia ensina. Não ensina estas passagens bíblicas que a mulher deva estar calada na igreja em qualquer situação, pois os textos bíblicos não ensinam que a mulher solteira deva estar calada na igreja. O apóstolo Paulo faz menção da casada especificamente, e nem cita a solteira.

Portanto, não se quer dizer com isto que a mulher deva estar calada na igreja. Não se quer dizer que não possa exercer seu ministério tal como a Bíblia descreve em Ef. 4:11, quando ela mesma recebeu Seu ministério do Senhor e Deus lhe deu uma mensagem.

Afirmar o contrário é afirmar que Jesus não pode comissionar quem Ele deseja comissionar e que Ele não pode revelar Sua Palavra através do vaso que Ele deseja escolher e que deseja usar. Ora, não se concebe que a mulher de Deus receba uma mensagem de Deus e não possa entregá-la porque é mulher.

A figura do pastorado por um pastor local tal como conhecemos hoje, figura esta que a história da igreja tem perpetuado, comporta em seu exercício tanto o homem como a mulher. Não estou afirmando com isto que nem um nem outro encontre respaldo no Novo Testamento, ou seja, que à luz do Novo Testamento um ou outro tenha sua base.

Entretanto, a imposição de mãos nas Escrituras é a conferição de uma autoridade específica para o exercício de um ministério, porque pela imposição das mãos se recebe dons, inclusive. Portanto, a autoridade conferida com a imposição de mãos faz o ministro, homem ou mulher, sujeito àqueles que lhe conferiram esta autoridade, e estes por sua vez estão sujeitos uns aos outros, e finalmente estão todos sujeitos ao Cabeça do Corpo, que é Cristo.

2 comentários:

heloisa helena belo neves disse...

Alguns dias atrás, estava indo a uma igreja presbiteriana, levar uma mensagem, a pedido do pastor da igreja. No caminho conversávamos sobre vários assuntos, quando abordamos esse assunto: mulher com o título de pastora. Eu fiz a seguinte indagação a ele: Pastor o que o Senhor acha da mulher trabalhar na igreja. Ele disse: Eu acho muito bom. A mulher deve trabalhar na igreja. Não é bom que ele fique somente sentada nos bancos. E quanto aos títulos, aos cargos, que essa mulher deve ter, enquanto trabalha na igreja? Qual o Senhor acha que deve ser? Pode ser professôra, presidente de sociedade feminina, dirigente de coral, mas título de Pastora, não. Assim ele me respondeu. E eu argumentei com ele: Pastor , eu tenho 20 anos que aceitei Jesus como Senhor e Salvador de minha vida. São 20 anos trabalhando na igreja. Como professôra de escola bíblica, como diretora de escola bíblica, como conselheira de jovens, de adolescentes, com atendimento psicológico(sou psicóloga), como diretora de estudos na união feminina, na união de adultos, no coral da igreja, como missionária, como pregadora, enfim meu amado irmão, já trabalhei na igreja, ao longo desses 20 anos, em todos os locais da igreja, que estava necessitando, e que eu me sentia com segurança para fazê-lo. Não importa o título que me davam, enquanto eu estava executando a obra, para a qual eu era chamada. Como professôra Heloisa, como irmâ Heloisa, como Missionária Heloisa, até como Pastora, em muitos locais que eu chegava para pregar, me chamavam de Pastora, não importa o título. Jesus quando passou por este mundo, fazendo a obra que o pai determinou, não teve títulos pomposos. Quando aquele jovem rico lhe chamou de Bom Mestre, ele respondeu, não há um só bom, somente Deus. Façamos como o nosso mestre, trablhar enquanto é dia, pois vem a noite e ninguém pode trabalhar. Independente do título que nos é dado.

Waldecy Antonio Simões disse...

Waldecy Antonio Simões

Irmão, li sobre as mulheres no Ministério e gostei.

Graça, paz, saúde e muita sabedoria, extensivos aos familiares.

Waldecy